A outra

É hoje que os meus valores morais caem por terra e me entrego ao prazer do seu corpo. Já não sou menina mas ao pé dele sinto-me jovem, sem nada a perder e com tantos sonhos por realizar.

Quero tanto ser sua que se eu o tivesse por uma só noite, faria dessa noite o meu mundo. Viveria todas estações do ano até à madrugada. Morreria sobre a manhã nos seus braços com o ultimo dos seus beijos a dançar nos meus labios.

Será que ela também o ama assim? Será que ela dá valor à felicidade que habita em sua casa?
E ele? Será que ele a ama?
Será que o coração dele de facto lhe pertence? Ou ela já se apoderou dele assim como se apoderou do meu quando se casou com ele.

É impossível alguém desejá-lo mais do que eu. Cederei a todos os seus caprichos. Sou capaz de o fazer sentir-se um rei. Serei a sua rainha e escrava. O que lhe mais convir na altura.
Meu fruto proibido que sem querer me mata lentamente.
Não controlo esta sede que anseia pelo seu corpo.

Quero roubá-lo dela! Quero ser eu a dona e senhora do seu templo. Eu sei que o amarei mais. Que nós os dois juntos seremos a concretização do felizes para sempre. Que Deus me permita um unico rasgo de egoismo para que esse perdure na minha vida e me faça uma mulher feliz.

Finalmente viva. Finalmente dele.
Até lá, sofro em silêncio. Fechada na minha armadura soluçando poemas de amor para ele.

Desta para sempre sua.
A outra.

©Miss Steel 69letras 2017 

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