Queimaduras

– Entra, já conheces a casa diz-me ela num tom trocista, então ainda és vivo?
Ali estava ela, morena, olhos verdes acastanhados, cabelos longos num rabo cavalo meticuloso, corpo esguio e com uns seios imponentes, firmes a saltar do top azul. Tal como os seus glúteos bem visíveis naqueles micro calções, o treino de ginásio a dar os seus frutos.
– Desculpa L…. sabes que tentei evitar!, Tive o teu número marcado mais de dez vezes e depois desistia. Acho que não tenho o direito de entrar assim na tua vida outra vez. Liguei-te porque sabes bem que detesto hospitais e isto está infectado!
-Ok. Vai para a marquesa para eu ver isso.
Sentei-me e puxei a calça para cima na perna esquerda para mostrar o ferimento.
– Porra!!! Como fizeste isto? Pensei que fosse um corte de navalha, ou vidro. Como é teu hábito. Merda de seres segurança na noite e teres a mania que és mau!!
– Sim. Mas tu gostavas do mauzão não é?
– Pois, Já falamos disso. Isto é uma queimadura muito feia e muito infectada. Vou ter que desbravar a pele retirar o tecido morto. Não tenho aqui nada para as dores, não preferes ir…?
– NÃO!!!!!! Para isso não te ligava, só eu sei o que me custou.
– Isto foi mota não?
– Sim, aqui o inteligente pensa que têm 20 anos e foi dar uma volta com os amigos numa Custom ( mota personalizada) e esqueceu-se do tubo escape desse lado. Está aí o resultado.
– Isto vai doer, queres morder algo?
Em modo de atrevimento e sorriso maldoso disse:
– Se tirares esse top acho que aguento tudo o que me faças…
– És mesmo parvo! Ignoras-me durante meses e agora provocas-me !
De bisturi na mão começou a cortar a pele enquanto atirava desinfectante. Quase que lhe desmanchei a marquesa com as dores, mas orgulhoso como sou não soltei um aí. Penso feito olhou-me profundamente.
Ia dar-me uma chapada, segurei-lhe a mão a tempo, puxei-a para o meu corpo e dei-lhe um beijo na alma, daqueles em que nos esquecemos de respirar.
Que desejo descontrolado ainda provocas em mim. Este calor que me cresce de dentro, de repente empurra-me.
– Não! Não pode ser, não sou o teu brinquedo. Escorrem-lhe lágrimas.
– L…. desculpa, mas em Janeiro quando te vi com aquele jovem da tua idade, a tua felicidade com ele, o brilho nos olhos de ambos. Os sorrisos de cumplicidade, fiquei feliz. Pensei que finalmente tinhas encontrado a tua alma gémea, eu sempre te disse que, quando assim fosse me afastava, não ia ser apanhado no meio. Nem atrofiar o teu coração por minha causa!!
– És tão parvo! Aquele rapaz é o meu irmão mais novo que eu não via há mais de dois anos. És mesmo estúpido, nem foste capaz de perguntar?
– Perdoa-me. Sabes que antes de tudo és minha amiga, não queria misturar os sentimentos. Tive medo de ligar e que me magoasses ou pior, ignorasses. Sabes que com tudo o que já vivi, existem certas coisas que já não me sujeito.
– És tão parvo. Queres ver o que tens andado a perder?
Num movimento rápido tira o top e deixa aqueles mamilos incríveis sobressair, a pele alva dos seios à convidar a minha boca. Tira os mini calções e sem roupa veste a sua bata de enfermeira sem a abotoar. Diz-me autoritariamente:
– Despe-te imediatamente e deita-te em cima da marquesa! Tenho que te examinar com mais atenção.
Todo o aparato da situação excitou-me, tenho o membro a doer de tanto fluxo de sangue. Deito-me como ordenado, beija-me intensamente, não permite que as minhas mãos a explorem.
– Ainda não! -Disse.
Sobe para cima da marquesa com as costas voltadas para mim, dobra-se e num movimento lento e suave de língua lambe e beija-me as virilhas, depois os testículos. Passa a língua em ziguezague sobre a glande fazendo-me estremecer, afunda-o na sua garganta. Tal e qual eu me lembro e tu sabes tão bem o que gosto.
Finalmente, permite que lhe puxe as ancas para mim e enterro a minha língua naquela vulva molhada, minhas mãos percorrem-lhe desde os seios até ao cú forçando-a a abrir-se ainda mais para mim num 69 electrizante. Os meus dedos enterram-se bem dentro dela, em ambos os buracos de prazer, ao mesmo tempo que lhe massajo o clitóris nos meus lábios. Veio-se abruptamente, enquanto sorvo todo o seu deleite quase se engasga no meu pénis. Estou no limite, vou-me vir na sua boca. De repente!, morde-me a glande e pára.
– Ainda não!
Num misto de dor e prazer.
– Estás alucinar?
– Não! Só te vens quando eu quiser, é o teu castigo.
Avança sobre o meu corpo e ainda de costas mete-o todo dentro dela, ajeita-se e começa a cavalgar. Primeiro com estocadas profundas e lentas, depois ainda mais fundas e rápidas. Atinge o orgasmo por mais duas vezes enquanto me arranha a barriga das pernas para me fazer reter o meu clímax. Puxo-lhe a trança firmemente, vou-lhe dando palmadas nas nádegas e com o polegar afloro-lhe o ânus. Geme ainda mais intensamente, num golpe de anca e aproveitando a lubrificação dos seus fluidos enterro-o no cú, solta um grito surdo e insulta-me.
– Cabraozão, Bastardo!!!
Sabes do que gosto, monta que nem uma louca, não aguento mais grito.
– Mais um pouco. – Diz ela.
De repente grita:
– Agora cão!! Agora!!
Vimos-nos simultaneamente, por momentos desfaleci, tal a intensidade da entrega. Aninhou-se nos meus braços. Sorri-me e exclama:
– Vou ter que te pôr outro penso, este caiu com o suor.
– Ok. Aproveita que neste momento não sinto nada. -Digo também a rir.
– Vais ter cuidado para não infectar mais tá!?
– Não te preocupes, sigo as tuas recomendações à risca.
– Pois bem então tenho uma boa e uma má notícia!!
– Então??
 A boa é que não vai ficar marca, a má é que tens que vir mudar o penso amanhã outra vez,ou seja, duas boas notícias…
Bastardo #69Letras

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