Manuscritos…

Ontem dei por mim a rever “papiros” de manuscritos meus em que me expressei apenas para mim com o intuito de desabafar silenciosamente. Mostrei à Annastasia e ela ligou-me de seguida a perguntar se eu estava bem e se tinha acontecido alguma coisa… Sim, quem me conhece sabe bem que o que eu escrevo é o espelho da minha alma, reflectindo aquilo que estou a sentir de momento, e ela sendo uma querida preocupa-se comigo…
O que se segue são apenas as minhas palavras num desabafo com um amigo, e de nada demonstra aquilo que sinto actualmente mas decidi partilhar convosco…

“Medo, muito medo!
Tenho medo de mim, do que eu possa fazer e dizer na estupidez…
Hoje é uma coisa, amanhã já pode não ser.. E isso assusta me!!
Bichos na cabeça, memórias do que me aconteceu, do quanto doeu e do que poderá doer…
Não quero que doa!!
Sim, irei aproveitar enquanto durar…
Não posso, ainda está tão presente… Infelizmente…
Foda-se! Que merda pah!
Nem eu quero estar assim! Quero me sentir bem, apaixonado, seguro do que sinto e do que poderá acontecer..
Sim, eu sei… Não depende só de mim mas sim de nós os dois…
E sei que ela seria incapaz de me magoar…
Até isso me assusta!
Sou mesmo um merdoso!
Oh, eu sei que mereço que me batem… Não são palavras que esteja habituado a desabafar..
Sim, é difícil arrancar-me uma única frase, agora imagina o quanto é difícil dizer isto desta forma, tão aberta e sincera…
Sim, estou de peito aberto pois só assim faz sentido gostar de alguém…”

O Vizinho #69Letras

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