escritora? Eu? Nada disso.

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Hoje escrever é como conversar com um velho amigo, o papel sabe tudo em primeira mão, a caneta sente a força das minhas emoções e a tinta são as lágrimas e sorrisos que me acolhem.
Tudo começou sem avisar assim como todas as coisas da vida que chegam de surpresa. Foi numa noite, estava sentada na cama dominada por uma tristeza inconsolável. Sabem como é… datas que nos marcam e trazem saudade, dor e as memórias do que foi e já não é. Peguei numa caneta, num caderno velho e comecei a debitar palavras arrancando a dor e tudo o que não era capaz de dizer em voz alta…e a pouco e pouco comecei a arrumar os meus pedaços.
Sei pouco sobre ser escritora, nem sei se tenho talento ou não, o que sei é que simplesmente escrevo, fantasio e distancio-me do mundo. É o meu ritual, o meu ioga, o meu centro e meditação.
Deliro com o sentir, seja dor ou amor que é dor*, sou apaixonada pelo sentir.
Sentir tudo.
Cada letra e palavra,
cada toque e cada corpo
cada olhar e sorriso.
Cada dia e cada noite,
cada sonho ou pesadelo,
cada chegada ou partida.
Agora… escritora? Eu? Nada disso.
Sou apenas eu a Cátia Teixeira ou a A Vizinha e umas quantas palavras que partilho com quem as quer ler.

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