Banco de jardim 

Há dias em que paro a mente. Sussurro para mim mesmo o que estou a tentar fazer com a minha vida e o que desejo para mim.
Se sou a pessoa certa, se sinto o mais correcto, se no fundo tenho tudo aquilo que preciso e se, o mais importante, sou o Homem de quem tenho mais orgulho em ser. E muitas vezes esbarro na minha fragilidade e penso que tenho feito muitas coisas bem e muitas coisas mal. Leio um texto que me deixa a pensar ainda mais sobre o amor…o que é, o que deveria ser, como deveria ser e de que maneira o sinto ou deveria de sentir.
Sim é verdade…nem sempre sabemos como nos sentir no amor.
E nem sempre sabemos o que nos espera na vida e qual o sentimento que devemos realmente almejar e conquistar.
Afinal o que precisamos nós da vida e do amor? O que queremos e devemos desejar na vida e no amor?
E estas perguntas fizeram-me pensar.
Vivemos a vida tão rápido, agimos e pensamos de cabeça quente, tentamos ser os donos da nossa razão e vivemos a pensar que morremos amanhã.
É certo…eu acredito em viver um dia de cada vez como se não houvesse amanhã mas…
Será a maneira correcta de pensar? De agir?
Vejo uma imagem que me acaricia os olhos e acordo.
No fundo no fundo aquilo que todos queremos está nesta imagem.
Posso não ter nada.
Posso ser a pior ou a melhor pessoa do mundo aos olhos dos outros.
Mas apenas tenho a vontade de viver.
É sempre uma utopia pensar que tudo dura para sempre e que tudo o que temos é para sempre.
Mas todos apenas queremos o que aqui se representa…
Alguém que, naquele momento em que não temos nada e em que nos sobra apenas um banco de jardim, esteja ali.
Connosco.
Se é para sempre ou não…nada disso importa.
Só importa aquele momento.
E é isso que vale a pena ter e viver um dia de cada vez.
Todos os dias.

Guerreiro #69Letras

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