Cara de poker

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Falas entusiasmado, divagas, olho-te, não oiço, aceno que sim e tu continuas tão centrado em ti, cego, seguro que és suficiente e interessante que não te apercebes da minha cara de poker distante das tuas palavras embrenhada algures na minha mente com os meus ‘nadas’ que sabem tão bem como este saboroso copo de vinho. Podia saber ainda melhor caso soubesses apreciar silencios… não é rebeldia, mania ou frieza é  a minha sensibilidade, não espero que a entendas, mas é a minha forma de estar, a minha necessidade sedenta pela tranquilidade, este querer fundir-me com o espaço sem as habituais conversas, apenas cheiros, sabores, toques e sons de suor. O resto meu bem bem, não quero nem saber.

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