Tenho habilidade para a solidão.

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Não é que não goste de pessoas, porque gosto, só não gosto de estar o tempo todo com elas, gosto mais de estar só na minha companhia.
A arte de conviver exige entre muitas coisas tempo e eu descobri o quão precioso ele o é para mim.
Chamem-lhe egoísmo, egocentrismo, narcisismo ou o que quiserem mas existe um doce comodismo em estar comigo, ouvir-me, conhecer-me, descobrir-me, reinventar-me. Quanto mais próxima de mim estou, mais sinto, mais vejo, mais paz encontro. Centro-me.
Já fui chamada de bicho do mato e fria, mas que culpa tenho encontrar beleza em me centrar apenas em mim? Não condeno quem socializa de uma forma efusiva e outros ao ponto de nem se ouvirem respirar apenas vivo para mim. Não acredito em metade desses grupos de amigos ou conhecidos, não sei porquê mas detecto sempre ali uma falsa alegria, diversão, uma falta pretensão e interesse nos temas abordados. Não consigo compactuar com isso. Gosto de estar na companhia de uma ou duas pessoas, mas de um jeito leve, sem grande descarga de energia pessoal… são formas de estar não é?
Tenho habilidade para a solidão. Encanta-me, mas mais que isso faz-me companhia.

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