“Senhor Professor, quero passar à prática, por favor!”

13162331_1693254617586935_761861919_n
O estore ainda se encontra corrido para baixo, apesar de já despontar os primeiros raios de sol pelo tecido fino. Acho que já estava assim quando cá cheguei. Ou talvez não. Não consegui reparar dado o nível de envolvimento que senti ao ser conduzida para a sua casa. Também não me posso lamentar, fui eu que que objetivei o passo seguinte. Sempre fui assim, prática, sem grandes floreados; acho que numa relação sempre fui um pouco “masculina”, mas não quer dizer que não tenha a minha faceta de romântica, mas com o aparente distanciamento de Fierce sou obrigada a tomar uma posição dianteira. – Quero ir foder! – foi o que lhe respondi a um “queres ir jantar?”. Claro que queria foder! E ele também! O nosso primeiro beijo foi carregado de tensão sexual, e isso não dá lugar a moralismos. E, ao contrário do que pensei assim que essas palavras sairam da minha boca, ele não ficou minimamente chocado. Somente me olhava, sem expressão nos olhos, mas algo me dizia que o aparentemente monótono e controlado organizador de eventos desportivos fosse mais do que isso e foi….
Assim que chegamos a casa, ele continuou a assumir o seu papel do politicamente correto e de forma ensaiada e sem grande entusiasmo mostrou-me a casa. Deixei-o encabeçar o lugar dianteiro nessa altura, simulando um ar interessado, mas claro que uma visita de casa feita por um homem é atividade para 30 segundos… Thank God!!! Acho que passamos diretamente da sala para a zona dos quartos. Aguardava com expectativa que me mostrasse o quarto e algo naqueles olhos brilhantes, carregados de lascívia, me diziam o mesmo. – Então este é o teu quarto? – disse, sem conseguir disfarçar o tom demasiado artificial. Por mim bem podia ser a cozinha.
Sinto-o tão próximo de mim, que quase que garanto que está teso. Sinto-o no fundo das costas. Fecho os olhos para me concentrar e assumo o compromisso em manter a postura, será ele que terá que tomar a iniciativa? Avanço, empinando ligeiramente o rabo, mas sem olhar para trás e sento-me na beira da cama, de frente para ele. “Que rica puta tu me saiste. Podias ser mais oferecida?” Podia. Principalmente quando cruzo as pernas esticadas à frente do corpo e inclino o torso para trás mas sempre a manter o contacto visual. Ele continua lá, na entrada do quarto, com os olhos pregados em mim e ainda não sorriu, pelo contrário ostenta sempre um ar pensativo e provocador. Céus! Acho que já me vim pela enésima vez só com aquele olhar. E se provas precisasse bastava sentir a humidade no meio das minhas pernas e a necessidade preemente de contrair os músculos do baixo ventre. Ele fecha a porta atrás de si e com as mãos atrás das costas, percebo o movimento e o barulho de uma fechadura a ser trancada, mas depois aberta novamente. Ahn? – Não és daquelas pessoas com um transtorno, que tem que abrir e fechar a torneira dez vezes, ou ligar e desligar o interruptor outras tantas? – a minha voz soa como uma pergunta retórica, mas ao mesmo tempo como uma afirmação. Ou ainda pior – Ou daqueles serial-killer ao estilo norte americano, pois não? Fierce ri. Uma gargalhada discreta, ao mesmo tempo que coloca o indicador à frente dos lábios, a pedir silêncio e aproxima o ouvido da porta. Continuo sentada na cama mas recuperei a posição inicial, com o tronco inclinado para a frente imitando-o com a cabeça mas a uns bons 6 metros da porta. O orgasmo nº1 terá que esperar um pouco, ou então muito. Neste instante não sei se sinto curiosidade ou mesmo receio mas começo a questionar seriamente o meu espírito aventureiro.
Meoww. Sou arrancada dos meus devaneios por um som doce e reconfortante. Apesar do baixo volume do miar não contenho um salto na cama. – O que é isto? – Um gato! Ou melhor, uma gata! – diz ele, obviamente divertido com a minha surpresa – Sabes o que é, não sabes? – Claro que sei! – argumento, sem achar piada nenhuma ao momento de circo – Só nunca me tinham apresentado uma gata assim, como se fosse um leão.. ou uma leoa, neste caso – não consigo evitar um suspiro de exasperação. Todas as minhas tentativas de sedução foram reduzidas a pó, por um “meowww”. Consigo ver a mini-Joan, do outro lado da porta, de roupa de cabedal, cabelo preso no alto da cabeça, empunhando um chicote e domando a fera felina.
“Allright, baby. Estamos a chegar lá outra vez”. A minha sensualidade rasteja por mim acima novamente mas no momento que a mini-Joan chega à minha cabeça com as roupas todas rasgadas e com ar de quem se envolveu numa pancadaria, pergunto: – E porque nos fechaste à chave? – franzo o sobrolho. – Bem, na realidade não nos fechei – faz uma pausa como que a tranquilizar- e não consigo que a Rita durma comigo, não fico confortável. Por isso desde pequenina que a habituei, que quando venho para a cama fecho a porta, faço o barulho da fechadura e ela já sabe que é hora de dormir. Põe a língua de fora segurando o lábio superior, numa atitude compreensiva a tentar aferir o meu entendimento. É tempo de aumentar a parada e decido dar-lhe uma ajuda. – Significa isso que vamos dormir? – a minha voz é rouca e profunda. – Não foi bem isso que pensei, – a distância entre nós encurta-se com as suas passadas largas mas lentas – se bem me lembro as tuas palavras foram: “Quero foder”. – Parecia uma aula de português, cada sílaba a ser entoada lentamente como se estivesse a ensinar-me a palavra. “Senhor Professor, quero passar à prática, por favor!” – mini-Joan está de boca aberta, com baba a pingar dos cantos dos lábios. Aquela palavra, naquela boca, naqueles lábios, com aqueles olhos vidrados em mim acendem um rastilho entretanto adormecido e estou pronta novamente. O meu baixo-entre anui.
Ao chegar perto de mim, estende a mão a convidar-me para levantar. Obedeço em silêncio e deixo-me entrar no seu domínio, quando me envolve a cintura e beija-me intensamente. Deixo a sua língua explorar a minha boca de forma lenta e sinto-me leve, ligeiramente suspensa. Fierce ergueu-me e colou-me a si, passo-lhe as mãos pelo pescoço como que a segurar-me mas tenho a certeza que não consigo estar mais segura do que com ele a agarrar-me daquela forma.
A sua erecção é mais que evidente, bem ali, onde ela deve estar, aninhada no meio das minhas pernas. Aproveitando a pausa para respirar, tomo a iniciativa do beijo; agarro-lhe a face entre as mãos e lambo-lhe os lábios, um de cada vez, de um lado para o outro, lentamente, o que provoca a Fierce um pequeno gemido. Com a língua penetro-lhe a boca que se abre receptiva para mim e iniciamos uma dança de línguas, cada um saboreando o gosto do outro. Ele sabe tão bem.. Pousa-me no chão e passando-me a mão pelas costas desaperta-me o soutien com relativa facilidade e segurando o cós da t-shirt puxa-a pela cabeça passando pelos braços. Escolhi muito bem a roupa, tudo fácil de vestir e acima de tudo, de despir. Lembro-me que ao vestir pensei nisso: t-shirt larga, calças de verão largas, cuecas e soutien, assim sem muitos obstáculos. Devia era ter optado por sandálias ou sabrinas. “Sapatilhas e meias, Joan??” Fierce afasta-se um pouco para contemplar os meus seios semi-tapados pelo soutien já solto. Aquela língua teimosa no lábio superior faz-me querer saboreá-la novamente, mas vou deixá-lo ter o seu momento e não posso negar que me excita a reacção que lhe provoco, já que não consigo tirar os olhos dele. Puxando os ombros para trás afasta as alças do soutien que imediatamente caem nos meus calcanhares, “ainda calçados de sapatilhas e meias, Joan??” – grita a mini-Joan. Os ombros puxados para trás arqueiam o peito para a frente, convidando Fierce a apoderar-se. Com a mão esquerda acaricia a mama direita, enquanto que baixa a boca para a outra, abocanhando o mamilo por completo, desaparecendo na sua boca. Sinto toda a exploração da língua, à medida que me puxa mais para si com a mão livre. Afasto a cabeça para trás, tentando agarrar-me à sua cabeça, mas como tem imagem de marca usar o cabelo curto, opto por segurar nos ombros…
É característico: cabelo sempre impecavelmente curto e pele morena… e podre de bom. Passa a mão pelo cós da calças e desaperta o botão. São aquele género de calças largas de tecido fino e esvoaçante, que imediatamente e sem resistência caem pelas pernas aninhando-se nos meus tornozelos. Levanto um pé e depois o outro e afasto para o lado as calças ficando um amontoado de tecido cor de laranja no chão. Neste momento, estamos em frente um ao outro, ele com as mãos na minha anca e eu com os braços sobre os seus e olhamos os dois para os meus pés. Estou de cuecas de renda pretas e sapatilhas da Adidas brancas. “Estás a ver, Joan? Sapatilhas e meias..grrrr” – grita a mini-Joan, no chão, ao lado do pé de Fierce. Só me apetece calcá-la! Ele olha para mim e sorri, cúmplice e sedutor – Adorei a combinação. Encaminha-me para a cama e deita-me, delicado. Volta a afastar-se para se despir e antes sequer que tire a t-shirt, já estou a tirar uma sapatilha com a ajuda da outra sem sequer as desapertar e a chutá-las para longe. Espero acertar na mini-Joan. Mais um momento de distração em que ele tira as meias e aproveito para tirar as minhas. Muito bem, estou pronta para o que vier. Pela nuca puxa a t-shirt e deixa a descoberto o torso que vi há poucos instantes na minha imaginação. Para o meu padrão ideal é magro, mas.. rendo-me.. tem um tronco perfeitamente musculado e delineado e uns abdominais rijos e desenhados. Tem um corpo escultural, em suma.
Espera – não consigo não o tocar. Levanto- me da cama e encosto-me àquele corpo adónico. Os meus olhos ficam à altura dos seus lábios e sinto-o a cheirar-me os cabelos, enquanto olho para baixo, para o volume debaixo dos calções a implorar para ser liberto. Passo as pontas dos dedos pelos mamilos e sinto-o a arrepiar e continuo a descer na direção do ventre ondulado, soltando os dedos conforme os músculos que encontro. Paro abaixo do umbigo e penduro as mãos no cós dos calções, com os dedos dentro e os polegares do lado de fora. Percorro a barriga de um lado ao outro e sinto na ponta dos dedos a cabeça do pénis quente e latejante, humedendo-me os dedos. Demoro-me mais que o normal e com a ponta do indicador procuro a glande e sei que a encontro quando Fierce sopra pelo nariz, no meu cabelo. Giro a cabeça por baixo do seu queixo, de forma a olhá-lo nos olhos. De olhos fechados e lábios entreabertos sinto-o vulnerável. Com os dedos firmes e com a minha confiança nos píncaros desaperto-lhe o botão e puxo o fecho para baixo, não sem antes lhe massajar o membro grosso por cima dos boxers. A pequena mancha húmida que desponta na roupa interior mostra-me que é a altura de lhe passar o testemunho. Olho para ele novamente, enquanto continuo a sentir o palpitar da sua erecção na minha mão. O seu olhar já não é pensativo… é Alerta! Primário! Carnal! Fierce agarra-me a nuca por baixo do cabelo e beija-me fervorosamente. Testemunho entregue. Uma das mãos desce pelas minha costas e agarra uma nádega fazendo levantar a perna encaixando-a na anca. Faz o mesmo com a outra mão e iça-me para o seu colo. Exploro- lhe o pescoço com beijos desde o queixo até à orelha e mordo-lhe o lóbulo com mais força do que queria, quando ele ao segurar-me nas nádegas roça os dedos pelo interior das minhas coxas, pressionando ligeiramente por cima da renda, na entrada do meu corpo tão desperta para ele. Deposita-me na cama, ainda com as pernas enroladas à sua cintura e afasta-se para me poder tirar as cuecas. Chego-me mais para cima e fico na posição correta alinhada com a cama. Fierce retira os seus boxers e não consigo desviar o olhar do pénis vibrante e grosso que deixou à vista.
Os bicos estão tesos como o próprio Fierce e ele parece gostar disso. Segura o mamilo entre os dentes e afasta-se arranstando-o consigo, sempre a fitar-me. Fico com a visão quase turva dado o estado em que estou, atiro os braços para cima da cabeça, tocando na cabeceira de veludo castanho e gemo. Um gemido longo, agudo e sensual. Mas logo de seguida sou forçada a abrir os olhos, assim que me sinto invadida pelo seu pénis. Sou tomada de assalto por aquela sensação avassaladora, mas não a trocava por nada, neste momento. Fierce sai de dentro de mim e sou novamente penetrada até ao fim. Não quero que ele se mexa, estou na iminência de um orgasmo a qualquer instante, mas volta a sair e a entrar numa cadência lenta, levando o seu tempo e saboreando cada investida. O peitoral e a testa brilham de suor. O ritmo aumenta e sinto o pénis a latejar. Ele também está perto. – Vou-me vir. Não aguento mais – sussurrei. – Vem-te. Quero ver. – autorizou. E de forma ritmada, enterra-se em mim até ao fim rodando as ancas, preenchendo-me por completo.
MaisdoquePaixão

1 comentário a ““Senhor Professor, quero passar à prática, por favor!””

Deixar uma resposta