Querer não querer.

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Todos sabiam e viam inclusive nós que desde o inicio da nossa história estávamos condenados, mas não quisemos saber, logo nós que só fazíamos o que queríamos e quisemos prosseguir, persistir, insistir e desgastar o nosso amor. Devíamos ter sido como o sol e a lua que cruzam caminho de tempos a tempos, o suficiente para se tocarem matarem saudades desejos e vontades e seguem novamente cada um o seu percurso. Mas já viste se fôssemos o sol e a lua e ficássemos mais tempo do que o previsto? Destruiríamos o mundo da mesma forma que destruímos o coração um do outro.
Talvez o nosso amor não fosse daqueles de serem vividos diariamente, talvez tenhamos ficado tempo demais já que não era saudável, o bem era proporcional ao mal que nos fizemos, éramos a doença e a cura, a dádiva e a maldição o abrigo e a prisão.
O nosso amor foi um presente envenenado.
Talvez fôssemos demasiado jovens ou melhor, imaturos para um amor desta dimensão, talvez tenhamos achado que éramos eternos e que tínhamos todo o tempo do mundo para trabalhar  o nosso amor e ajusta-lo ao nosso tamanho, talvez este amor fosse tão imenso que de tanto transbordar foi-se perdendo…
Nós, nem juntos mas definitivamente nunca separados, uma guerra constante entre a razão e o coração, entre partir e ficar…
Era este querer não querer…

 

Vizinha #69Letras

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