OLHOS VENDADOS!

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Hoje vou vendar-te os olhos, não quero saber se chamas o meu nome ou se pensas noutro,
deixei de me importar com os factos.
Hoje só te quero possuir, entrar em ti e fazer-te vir, levar-te à loucura,
mesmo que não seja eu no teu pensamento.
Quero-te encostar na parede e deixar-te sem fuga possível,
arrepiar-te o corpo, humedecer-te por dentro, fazer parte de ti.
Quero ver os teus joelhos fraquejarem a cada investida minha,
e enquanto tu imaginas de olhos vendados, nem sabes como gosto de ver parte de mim dentro de ti, a desaparecer.
Adoro ver-te a cravar as unhas no lençol, adoro ver-te morder a almofada tentando sufocar o grito do prazer…
Deixo-te louca e eu fico louco e é somente um jogo, sem vencedores ou vencidos,
apenas os nossos odores, onde praticámos nossos vícios.
Viciei-me em ti e no teu corpo que me liberta o prazer, ao mesmo tempo que o teu corpo suado Liberta espasmos e gemidos.
Exausta, quase perdes os sentidos…
Tiro-te a venda, olho-te nos olhos e digo-te:
“Não sei com quem fodeste mas sei que fodi contigo”…
Olhaste-me e sorriste…
“Não importa o teu nome ou quem és, só quero repetir tudo outra vez”…

Poeta Solitário

 

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