O teu decote

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Desculpa estavas a dizer o quê?
Como é que me vou concentrar com dois diálogos em simultâneo? Eu oiço-te, mas a conversa do teu decote é perturbadora, é  quente e misteriosa, tu também és, mas como é  que vou conseguir fixar-me no teu rosto se os meus olhos caem na tua pele? Eles perdem-se, ficam lá como que esfomeados a tentar decifrar o cheiro da tua pele. É uma armadilha, mais uma das tuas. Tens esse poder de me desconcertar, de me aguçar o apetite, de me por a salivar com a tua subtil sedução. És matreira. Imagino o gozo que estás a sentir ao ver-me assim, inquieto na cadeira a querer ser a tua mão que passas pelo pescoço, a querer afastar as rendas que desenham o teu peito, inspirar o cheiro doce e suave da tua pele e afogar os meus lábios nos teus peitos arrebitados, ter os teus mamilos duros e inchados entre os meus dentes… como posso eu não me mostrar tentado com a subtileza do teu decote?

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