Férias no campo

country
Finalmente descanso.
De volta à minha casa do campo, respiro o ar renovado sinto o cheiro da primavera, rejuvenesce-me a alma.
Vesti as minhas calças de ganga justinhas, top, dei um nó na camisa e calcei as botas.
Fui buscar o meu cavalo o Farrusca, quando entrei no estábulo, vi um homem de tronco nú corpo bem definido. Senti o meu coração acelerar, cheguei perto e perguntei-lhe quem ele era.
Voltou-se para mim e senti a minha respiração suspender.
Aquele homem viril olhou-me com um olhar frio e ao mesmo tempo lânguido ao percorrer cada ponto do meu corpo
Senti-me ruborizar.
Deu um passo na minha direcção e recuei, mas não vi onde pisava.
Quando dei conta tinha a mão dele forte a volta da minha cintura para não cair, trouxe-me para perto do seu peito.
Pude sentir o seu cheiro doce, misturado com suor que me deixou por segundos inebriada.
Tentei recuperar a minha sanidade e ele ao ver a minha atrapalhação respondeu com um sorriso de predador. Era o novo zelador da quinta.
Os meus pais não me tinham dito nada. Ia-lhe dizer quem era mas ele adiantou-se e disse que sabia bem quem eu era.
Odiei e ao mesmo tempo atraio-me a forma rude e altiva com que me falava. Disse que ia buscar o meu cavalo.
Retorquiu que iria prepara-lo, afirmei que não era necessário. Estava a pegar na sela e as nossas mãos tocaram-se.
Retrai-me, vi de novo aquele sorriso..
Revoltada pela maneira com que fiquei, peguei no meu cavalo e fui dar uma volta pela herdade. Mas o meu pensamento voltou para aquele homem.
Porque? Era arrogante.
Quando regressei já não o vi. Suspirei de alivio mas ao mesmo tempo senti um nó no coração.
Tomei um duche, jantei e, segui em direcção à salinha estar, retirei um livro da prateleira. Mal me ia sentar senti um toque na porta, disse para entrar. Fiquei estática e com a garganta seca. Ele de novo!, mas desta vez trazia uma calça de ganga que fazia sobressair os seus músculos das pernas, o bronze do seu corpo sobressaia da camisa branca entreaberta no peito. Detive-me por segundos naquele peito.
A voz grossa e rouca do Carlos, o zelador, fez-me regressar do meu sonho fantasia e tentei olha-lo friamente, mas sem sucesso. Os olhos dele….aquele olho castanho esverdeado que parecia saber tudo o que se passava na minha alma. Senti um calafrio na espinha.
Perguntou-me, de novo, se eu precisava dele, pois iria haver um baile na cidade e ia para lá. Meio atrapalhada disse-lhe que não, estava dispensado. Mas o meu olhar, e mordiscar inconsciente do lábio dizia o contrario.
Carlos olhou-me fixamente e com um sorriso malicioso, perguntou se eu tinha a certeza. Assenti.
Mal saiu, as minhas pernas fraquejaram. Porque? Porque ele exercia tal poder em mim. Quando nunca nenhum homem o conseguiu. Já não tinha cabeça para me concentrar, fui-me deitar.
Dei voltas na cama e tentei adormecer, tive de beber um chá para me acalmar. Adormeci profundamente.
Na manhã seguinte quando acordei, senti-me completamente húmida entre as pernas e com a respiração ofegante.
Veio-me à memória o sonho que tive. O Carlos tinha-me levado para o celeiro e tinha-me possuído no monte de feno. As imagens passavam como um filme pela minha mente e sentia a pulsação a aumentar. PORRAA!!!
Não posso sucumbir a tal.. Passei os dias seguintes a evita-lo. Mas houve um dia…..
Um dia chuvoso, em que nos reteve no celeiro.
Tinha acabado de chegar da minha montada, estava toda molhada. O Carlos tinha acabado de trazer os
últimos animais para se abrigarem no celeiro.
Quando reparei naquele olhar que já conhecia tão bem, o olhar de animal predador, faminto, estava a observar-me. Vi que os seus olhos percorriam o contorno dos meus seios que sobressai na blusa rosa, as calças de ganga coladas as pernas, mostrando os contornos da minha anca. Quis desviar o meu olhar, mas detive-me a olhar os pingos da chuva a escorrer pelo peito nú. A minha vontade de acariciar aquelas formas tão perfeitas. NAO!! Disse-me a mim mesma que não iria ceder.
Mas, ele apercebeu-se do meu dilema, aproximou-se, tentei desviar-me mas fiquei entre a viga e ele. Senti a respiração ofegante dele, coloquei a minha mão no peito para o afastar, mas o pulsar do seu coração quase que saltava do peito.
Interroguei-me com o olhar. Entreabri a boca para falar, senti o peso daqueles lábios carnudos nos meus.
A forma como me beijava com uma sofreguidão, puxou-me para junto do corpo dele e senti o membro viril dele bem hirto, rijo.
Voltei a tentar me afastar, mas ele puxou -me mais. Sussurrou ao meu ouvido: “- Tu não te lembras de mim, mas eu desejo-te desde a época da nossa adolescência.”
Levantou-me e deitou-me num monte de feno, desta vez não vi aquele olhar lascivo, mas no seu lugar vi um olhar de carinho, desejo.
Abriu-me a blusa, desapertou-me as calças, despiu-me toda. Deixando-me vulnerável àquele olhar faminto.
Senti o peso do seu corpo no meu, a boca procurou a minha, beijou-me suavemente, descendo pelo meu pescoço, entretendo-se nos meus seios. Arrancando-me gemidos. Continuou a percorrer cada linha do meu corpo com aquela boca quente, húmida, que me fazia arrepiar, vibrar. Deteve-se no meio das minhas pernas, beijou-a, começou a lambe-la como se tivesse sede. O meu corpo contorcia-se ao ritmo da lingua dele.
Ó DEUS!!! Não aguentava de tanta tesão que estava, ele sabia que estava no ponto, ainda lá em baixo olhou-me e disse:- ” Se me queres  e desejas, pede.”
Peguei numa mecha de cabelo dele, puxei-o ate ter aquela boca deliciosa perto da minha. Beijei-o e senti o meu sabor.
Disse-lhe: -” Faz amor comigo!. Possui-me! Hoje sou toda tua!”.
Mal tinha acabado de proferir as palavras, já o sentia dentro de mim, soltamos um gemido em sintonia.
Os nossos corpos fundiram-se como um só, a nossa silhueta para um 69 perfeito.
Atingimos o clímax ao mesmo tempo.
Descansamos nos braços um do outro a ouvir a chuva a cair. Acabamos por adormecer.
Na manhã seguinte, vi-me sozinha, semi-nua no celeiro. Nada de Carlos nem nessa manhã nem outras.
Será que sonhei? Não poderia ser….Foi tudo tão real. Ainda me sentia húmida no meio das pernas.
Desejava-o! Precisava de o ver de novo…
LOLA #69Letras

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