Estrelas

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Hoje prometi a mim mesmo paz e sossego, desliguei o telemóvel, o computador, isolado de todo o contacto com o mundo. Completamente nú, como sempre ando em casa saio para o terraço.
Uma antiga casa de porteira transformada, vista lindíssima das luzes da cidade enquadrada com o rio. Está um calor húmido, anormal nesta altura do ano, sabe bem na minha pele.
Sento-me na minha cadeira de piscina onde costumo apanhar a minha côr no verão, acompanhado pelo Jack sempre um amigo de todas as horas. Sirvo-me de uma boa dose. Refastelo-me, acendo um cigarro e dou um gole, enquanto este calmante me passa pela garganta, olho as estrelas, vantagem de morar tão alto. Quase que lhes toco, sentes a sua luz,
Fecho os olhos, deixo-te invadir por recordações.
Os olhos da Ana, o sorriso da Teresa, a boca da Tânia, o peito da Sofia, as pernas da Cátia, são tantas que desfilam no meu pensamento, como se de uma galeria se tratasse.
Muitas incógnitas, perdoem-me, nunca esquecerei a vossa beleza, a candura, o sexo, já os nomes…, bem os nomes evaporam como o líquido que bebo a cada trago.
Invadem-me sensações familiares, cheiros e texturas inesquecíveis, vozes e gemidos inolvidáveis. Sinto-me despertar, o meu membro levanta-se, ergue-se ao avançar das lembranças.
Parece-me que afinal vou ligar o telemóvel e ver se crio mais recordações para apreciar entre as estrelas e o meu amigo Jack…

Bastardo #69Letras

 

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