Com a força da alma paramos o tempo

| Maiores 18 | M18 |Salgaste me a boca em vale de fundo do teu quadril, inundaste me com o teu cheiro as narinas com esse cheiro doce, e perdi me em ti, verão que fosse, banhar me no teu lago pensamento a mil, mãos escondidas nas rochas que circundam meu rosto nesse sabor agridoce. Demoramos sem saber se era demora, se era apenas vontade, de meu tragar em teu corpo fosse espera de esperar que na hora, que mil minutos não fossem tempo, nem a pele da tua tenra idade, fosse mapa que torneia minha cabeça, e teu curto cais onde língua apeteça passear sua vaidade.
Toquei com meu peito no teu, e nas dunas em que coração se deitou, num silvar de arrepio tua boca se abriu ao mundo fechando os olhos, soltando um gemido, entrei eu e sentindo teu corpo invadido, teu peito recolheu, e nossos corpos arfando, numa versão diabólica formando, pingas de suor escorriam aos molhos. Apertando me entre tuas colunas de veias pulsantes e alva cor, esmagaste me a cintura, abrindo as pálpebras, num esgar de espanto, fizeste caminho com as unhas nos dorsais, prazeirosa dor, e nesse meu fervor e encanto de sentir chegar a teu beco sem saída, deixo tocar louca e dura, sentir teu fundo, relampejar de pestanas, cercando meu corpo entalado em pecados morais, anjo de amor.
Sorrindo os dois numa patetice pegada, forma lavrada em teu corpo deitada, posições trocadas, sabores saciados, vontades dispersas conhecimentos ensinados, o céu tão perto cobre nos a dois como se no teu rebentar, fosse no meu trovoada, tremor de terra, vibração de lava quente em vulcão por dois corpos entornados.
Deixar me ficar numa mescla de cheiros e sentidos e em ti dentro sossegar, porque assim queres e o meu corpo sentes em ligeiros toques em teu interior, brincadeiras de relaxe, abraço de concha num perfeito encaixe, peito nas costas, rostos a descansar, paz, tranquilidade, suspiro que gostas e na cabeceira um copo de agua e uma flor.
Salgaste me a boca num repasto de mesa cheia em dia sem hora marcada, bebeste do meu cálice todo o néctar que te pude dar e onde saciaste tua vontade, bilhete de ida e vinda, leitura calma, nesta nossa vida tão apressada, com a força da alma paramos o tempo de dia e fez se noite na cidade.

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