Voltei a sentir-te com a alma.

615448_10152277488229132_8095765461350871392_oImagem: Fabian Perez

Ainda estávamos na café quando te sussurrei o meu desejo para mais logo, tomar um duche às escuras contigo.
o me perguntaste porquê apesar do teu olhar incrédulo apenas limitaste-te a sorrir e a consentir o meu pedido.
Foi no hall de entrada, com as luzes apagadas que nos despimos sem presas. Segurei a tua mão e atravessamos os corredores até à casa de banho.
Reencontrei-te naquele duche às cegas…
Foi assim que nos amamos naquele banho quente – à descoberta. Sem luzes, sem contornos iluminados, sem olhares, tu e eu, a água e o som da mesma a correr sobre nós e o vapor da temperatura a envolver-nos.
As minhas mãos pintaram o teu corpo na minha mente, as tuas mãos à descoberta dos meus traços leram o desejo da minha alma.
O amor é cego, surdo e mudo. Três sentidos que dissimulam a pureza dos sentimentos.
Sentir-te através do toque com a tua pele a esfregar-se na minha, limpou a minha cabeça poluída pelos outros sentidos.
Voltei a sentir-te com a alma.
Foi na escuridão daquele duche a dois que te voltei a sentir em mim.

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