Tudo o que sinto é já a falta que te sinto.

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A carência beija-me as mãos, os braços, o ventre… São mãos grandes e dedos firmes que acredito no lugar dos meus que desbravam o meu cabelo como os barcos cruzam os mares até ao horizonte. Tocam-me a nuca, os ombros, o peito, sobre pele arrepiada.
Balanço com a maré. Contorso-me de abandono e prazer. Tudo o que sinto é já a falta que te sinto.
Beija-me, beija-me desde os pés – deixa-me olhar-te como se pudesses servir-me tão infindavelmente quanto tudo, quanto a falta que te sinto. Tanto quanto me faltam os teus lábios a desbravar-me a pele como um mar infinito…

Marte
#69letras

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