Por vezes sinto-te a falta, pacientemente… É difícil assumir o que intimamente quero…

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… O que me fizeste tu?…
Mais bem do que mal, não duvido.
Despertaste-me a alma
como todas as almas anseiam por estar despertas — mesmo que ainda não o saibam.
Encheste-me de sensações, quiçá, sentimentos…
experimentei-os num extremo que anseio,
calmamente,
encontrar de novo; sou paciente…
Sou paciente mas não encontro!
Sou paciente mas não tive mais esse arrebatamento que,
tem dias, o meu corpo pede do fundo das suas entranhas.
Por vezes sinto-te a falta, pacientemente…
É difícil assumir o que intimamente quero…
Sinto-te a falta inconsolavelmente
como uma criança perdida, esquecida…
Sinto a tua falta num desejo quente e palpitante.
Sinto a tua falta com uma saudade
que me abate pesadamente.
Sinto a tua falta com tal raiva desmedida que só a tua mão pesada domaria!
Qual será o mistério que me acusam de carregar, nos olhos, nos lábios?
Proveste-me de paz, de lucidez, de alma…
Marte
#69Letras

 

 

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