Não roubarei teu conhecimento nem tuas vontades, prezo e respeito teus defeitos e qualidades.

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Nunca te roubarei a alma, não roubo aquilo que é só teu, prefiro residir nela como um pedaço de alguém que te acalma, que cuidadosamente a carrega e zela no amor que é meu. Nunca roubarei o teu ser, gosto dele tal e qual como é, foi a força dele possante teu conhecer que me fez gostar dele da mesma forma que amas o café. Não roubarei teu conhecimento nem tuas vontades, prezo e respeito teus defeitos e qualidades. Não roubarei teu corpo porque é livre e não se prende a liberdade, passearei nele de mão dada, nessa mão guiada em que prevaleça para sempre a tua vontade, porque não se magoa nem maltrata quem é nossa convidada. Ensinaram me desde pequeno a ser um cavalheiro, estaco o passo, recuo, as mangas arregaço, porque mulher está primeiro, é paisagem do inverno soalheiro, poesia que me inspira e dela faço do seu corpo o primeiro. E no dia que quiseres chegar, procurarei acompanhar, fazeres do meu o teu lar, em segundo ficarei a observar o teu adaptar ao que quiseres adaptar. E um dia se quiseres partir és livre de o fazeres, não se prendem anjos nem querubins, nem tão pouco mulheres de pensamento forte, porque escolhas de alma liberta são delas proprias arlequins no sorrir da vida que já me calhou em sorte. Não imponho, não exijo. Apenas respeito. Poemas lavrados por conhecimentos formados e tentar todos os dias ser melhor, corrigir o que houver a corrigir para ter por fim, tempo para conhecer de cor, o que corpo tem para reagir, quando se gosta com amor. Não tomarei tua alma ávida, gosto dela assim, viver nela já é em mim o teu presente e a tua maior dádiva.

O Inquilino #69Letras

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