…levaste o teu tempo a despir-me enquanto me cobrias de beijos e eu entrava num transe quase diabólico…

12729141_1659395254306205_7838541194485020840_n

Demorei uma eternidade para perceber que somos como um carro clássico… com linhas curiosas e cheias de classe, com muitas amolgadelas, que demoram a pegar mas quando começam a trabalhar soam que é uma beleza…
A noite ia longa, bem regada e pautada por uma conversa deliciosa… devias estar cansado de ver as minhas mãos a dançar na tua frente enquanto gesticulava os meus argumentos que já começavam a fugir conforme esse olhar azul penetrava mais fundo no meu ser inebriado… imagens assaltavam a minha mente e os mamilos enrigeciam por baixo do soutien enquanto a minha deusa interior se açoitava cheia de culpa por já se ter masturbado centrada nessas investidas de profundo azul…
Parou ela e parei eu no momento em que as tuas mãos envolvem as minhas num toque doce, suave e electrizante que me deixaram incrédula e ridiculamente húmida…
Confesso que ainda tentei manter a postura e seguir sem perturbações mas a tipa que há pouco se açoitava foi buscar todas as memórias dos olhares interpretados como brincadeira (esta mania de nos desenganarmos), de todos os sorrisos ternos… fugi sob a desculpa de uma bexiga pequena e quando voltei vi-te de copo na mão a olhar pela janela e a expirar… avancei liberta de demónios e possuída por uma deusa a fervilhar e com o andar mais sexy que o look desengonçado que usava naquela noite permitia, e abracei te e sussurrei algo junto ao teu ouvido… a partir desse momento calaram-se as palavras e as tuas mãos e boca envolveram-me numa ternura que te desconhecia… uma leveza contrastada com a intensidade, o toque que parecia já conhecer o meu corpo de cor e a certeza de que já não ia parar, porque não conseguia (nem queria) sair da teia onde me tinhas deliciosamente presa… deixei-me ir e senti que me envolvias as pernas para as colocar enroladas em ti e me levavas… para onde? Não sei, não interessava porque já me tinhas entregue, rendida… levaste o teu tempo a despir-me enquanto me cobrias de beijos e eu entrava num transe quase diabólico…
Nem dei por já estar nua e ao teu dispor até sentir a tua boca e língua a assaltarem o meu sexo com uma mestria incomparável… experienciei diversos orgasmos até que me detive a observar o prazer que tu estavas a ter ao te deliciares nos meus fluidos, na minha carne que fervia e não parava de pedir mais…
Queria tanto retribuir mas não me deixaste… seguraste no meu queixo e como uma boneca estaquei o olhar no teu e satisfiz o que silenciosamente me pediste… sentei-me vagarosamente sobre ti e saboreei a tua excitação enquanto me penetravas com um desejo que se sentia acumulado. Mantive o ritmo lento, porque ao contrário do que acontecia contigo que parecias saber-me de cor, eu queria conhecer-te, estudar-te… mas fui aumentando a intensidade, a cadência até que dançava em ti perdida de mim…
Mais uma vez arrancaste-me do meu transe e fizeste-me tua, de quatro agora com uma urgência maior… o meu prazer vinha em ondas, o teu em gemidos abafados e tímidos que caracterizavam a tua personalidade auto controladora… deixei que te viesses ali porque sabia que não íamos ficar por ali… aconcheguei-me no teu peito por um bocado, os dois em silêncio e a respiração a compassar mas não tardou muito até os nossos corpos pedirem mais…
Sem pedir licença voltamos a possuir-nos de várias formas, sem palavras, só com sorrisos ocasionais, marotos e quase inocentes… quando te senti a chegar perto do abismo, saí de ti e tomei as rédeas com um olhar felino que ainda não te tinha mostrado… dediquei-me ao teu prazer… demorei – me entre variações de mãos de língua sucção e contemplação do belo exemplar que desconhecia ser tão bem ensinado e saboroso… ao toque… À vista…
Senti a tentativa de controlo da tua parte e mergulhei ávida, gulosa e só descansei quando ouvi o grito e senti o tiro do teu prazer… perdeste o domínio, a postura e desmanchamos os dois caindo num sono que já via o despontar do dia…
Scarlet

 

Deixar uma resposta