Prisioneiro da tua vontade e do teu querer

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Saí com o nevoeiro da noite, esse nevoeiro cerrado, úmido, envolvente e misterioso. Enquanto ouvia os meus próprios passos, esbarrei contigo, frente a frente. O meu destemor, foi o teu receio momentâneo. Quando te olhei nos olhos, sentiste o quanto profundo consegui entrar em ti. Baixaste os braços e ficaste inerte. Preparava me para apanhar o que tinhas deixado cair quando balbuciaste um ” deixa ” e durante uns segundos ficámos ali naquele mundo reservado no meio do nada em silêncio como predadores a estudar a sua presa. Ferozmente ataquei e encostei te á parede num beijo sem licença, porque pedir licença seria um meio insultante de te deixar toda a responsabilidade. Mordi esses lábios carnudos com fervor e tu meteste as mãos frias pela minha camisola acima e beliscaste me os mamilos, enquanto eu desci a minha mão pelo teu ventre abaixo, sentindo a tua roupa interior de algodão a roçar me os nós dos dedos quase adivinhando a cor só pelo tacto, como se pudesse ver através deles e fizesse morada na lisura da tua parte mais quente e frágil. Meti o polegar na tua boca e circulei com ele os teus lábios. Puxaste me o braço e meteste novamente o polegar na tua boca chupando o avidamente, assolando me uma tesão descomunal. Virei te e colaste as mãos ao granito frio da parede. Despi te as calças e mergulhei a minha língua de alto a baixo, enterrando a junto com o nariz nas tuas curvas mais apertadas. Escorrias pelas pernas abaixo e eu possuído pela cegueira do prazer entrei em ti puxando te pela trança. Gememos os dois e animalescamente uivamos. Prisioneiro da tua vontade e do teu querer, mesmo estando de costas, deslocas te o corpo para baixo, para que sentisse que tinhas mais do que um prazer. Foi nesse outro prazer que nos viemos os dois. Com uma mão na tua trança e a outra no meio das tuas pernas tentando estancar esse rio imenso que te encharcava. Encostamo nos os dois á parede e ali ficámos ofegantes com a pulsação a mil á hora. Vestiste as calças e desapareceste adentrando te nesse nevoeiro infernal, enquanto eu atônito só me vinha á cabeça a interrogação: ” hoje á noite vai estar nevoeiro, vais lá estar ? ”

Rasputin

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