Por uma noite.

Texto escrito para a minha paixão platonica. Jared Leto.

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Fotografia: Jared Leto

Se te tivesse por uma noite, nem tu nem eu abriríamos a porta ao João Pestana! Ai não!
Passaríamos a noite acordados, numa king size de um hotel qualquer, rodeados de almofadas de todos os tamanhos e cores, lençóis desfeitos, janelas abertas e uma corrente de ar a beijar as nossas peles…
Se te tivesse por uma noite, as roupas à muito que nos deixariam de cobrir. Corpos livres de pudores, silhuetas reveladas pela luz da lua que se intromete pelo quarto dentro, a segunda fonte de luz, porque a primeira será a dos nossos olhares um no outro ou simplesmente esquecidos nas paredes brancas daquele quarto de hotel.
Se te tivesse por uma noite, entrelaçaríamos as nossas peles numa confusão de posições e sobreposições, estaríamos tão envoltos que a dada altura já não saberíamos a quem pertence o quê. Um só.
Se te tivesse por uma noite, teríamos conversas sem fim, conversas de alma alimento e nutrição!
Se te tivesse por uma noite, não quereria o teu sexo como todas as mulheres te querem. Não! Pelo menos para já, não é isso que quero de ti.
Quero conversar contigo, olhar para ti, partilhar o mesmo espaço físico contigo, e sentir o teu silêncio neste cenário que apresento.
Se te tivesse por uma noite os relógios vestiriam-se de pressa e da janela daquele quarto de hotel o sol comandará o fim daquela que é a minha noite perfeita ao teu lado.
E antes que ele tome conta do céu, já eu terei saído por aquela porta, saciada pela presença do teu espírito, sorriso e olhar naquele quarto de hotel.

 

A Vizinha

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