Poemas enfiados num agrafo

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Ganchos de mártir
Presos nos cabelos…
Desfolhadas de pó
Inerte e sem pouso
Claridades sem coisa nenhuma
Espelhos de cedro
E guitarras sem cordas…
Pastilhas na sola do sapato
Poemas enfiados num agrafo
Em cima da mesa
Debaixo,
Um cheiro a dó menor
Um toque a suavidade
Rasgada na toalha de seda
Que se fez de lençol
Na tarde de chuva
No berço de verga
Ditado
Sem dó menor!

Ela

 

 

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