Manhãs vazias

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Manhãs vazias
Manhã do depois, reflectido nos olhares, gravado em brasa no coração. A vertigem da tua ausência é demais para mim. Sem ti desço dos sonhos e com os meus pés caminho a realidade impossível que dizias. Nunca mais. depois de um dia que não sabia de mim cai a noite breu na cidade abandonada…vou desbravando terreno no ponto de não retorno, não consigo articular pensamento, entro no quarto e quebro. na tortura da tua ausência, na dor mastigada do retrocesso. meia-noite certas e desço as escadas apressado, saio na rua…vagueio como lobo por becos inauditos, aguardente, aguardente…procuro absolvição nos restos mortais de mim.

Texto:Galhardo
Foto: https://www.facebook.com/Photospedrolopes/

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