já não preciso de luz para te reconhecer…

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Sabes que coisas esquisitas atraem-me, sabes que quando tudo está ao contrário solto uma gargalhada e sabes que quando te olho nos olhos parece que nada mais existe…
Tudo se apaga, só fica a luz da vela para conseguir continuar a ver-te.
Porém, quando a vela se apaga, tenho nas minhas mãos o toque, já não preciso de luz para te reconhecer…
Sei que estás lá e quando estás,sei se foste embora e sei até, muitas vezes, se vais voltar…
Tenho um medo parvo, bruto, estranho e revoltante que por vezes me deixa numa maré agitada e nas nuvens uma tempestade de confiança que me embala a alma, que me pede que acredite que o amanhã vai chegar ao teu lado e que o ontem que não volta mais valeu a pena, mesmo que não tenha valido grande coisa ou que valha o que valeu e pronto!
Acima de tudo, ou quase tudo, aprende-se a ser corajoso, a seguir em frente porque atrás vem gente,porque a fila anda…sempre! O que me assusta é na verdade o que me fascina também, a incerteza, a incógnita, a conquista, esta ultima que depois de ela mesmo conquistada rasga tantas vezes o papel que a escreveu!
Mas tudo vale a pena, acertar, marcar ao lado, ganhar ou perder…
Triste seria nunca ter visto o sol a teu lado,triste é, muitas das vezes não poder ver também o mesmo ir embora de mão na mão…
Para amanhã faltam umas horas ainda.
Do ontem guardo o abraço que sempre sonhei, o cheiro que se entranha na pele e a certeza que naquele dia fiz bem em dizer sim!
O medo, esse, tem dias…mas quando lhe fecho a janela, acho que ele percebe que não o quero mais aqui!!

Ela

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