cheiro a palha molhada

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Já o sol no campo, dava o tom prateado,
refletido no orvalho do terreno, outrora semeado,
quando te vi num passo apressado ate ficar estacado,
enterrando as botas, naquele campo enlameado.
Peguei-te ao colo e senti o cheiro do teu cabelo,
de um castanho revolto, outonal e belo,
num rosto desenhado num perfeito zelo,
corpo de Deusa, musa dos poetas em pêlo.
Com todo o cuidado pousei-te no celeiro,
deitada na palha admirei-te por inteiro,
teus seios pequenos, mas perfeito liteiro,
Afrodite mulher de redondo traseiro.
O calor dos dois corpos destilavam no frio vapor,
os beijos rasgados, na boca delicioso sabor,
dentadas nos lábios, indicadores do ardor,
ferviam os sexos com tamanho calor.
Escorria suor em dois peitos colados,
meus dedos, no interior das tuas coxas fincados,
puxão do teu corpo nos meus lábios tentados,
língua solta por ti dentro e em teus lábios molhados,
animais inquietos pelo barulho do sexo excitados.
Subi em tua boca e o salgado te dei,
ávidos cravamo-nos e perdemo-nos, eu sei,
no meio das tuas coxas fizeste de mim o teu rei,
apertadas na minha cintura com vontade entrei.
Olhei-te nos olhos e acompanhei o teu olhar,
compassos de vontade e os dois a controlar,
multiplos teus, meu sorriso, teu esgar,
loucura da volúpia no corpo teu eu um orgasmo soltar.
E ali ficámos os dois a gozar esse braseiro,
brincavas com o meu peito e eu com o teu traseiro,
suados, cheiro a palha molhada e sexo, nesse encontro primeiro,
maravilhoso outono este, debaixo de um celeiro.

Rasputin

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