Acordado na vidraça do meu pensamento

12250089_1628184380760626_6728055904283102204_n

 

Acordei com o teu sol a bater na vidraça do meu pensamento e o calor da tua proximidade a desestabilizar o meu baixo ventre, de olhos fechados senti tocares o meu corpo nesse momento, o teu peito roçar no meu e o teu halito quente. Viajei como se viaja sem espera na bagagem, apenas a pele sensivel da ponta dos dedos, como bilhete de quente viagem, sem paragens, sem apeadeiros, sem cancelas ou medos. Numa troca de linguas senti o doce sabor, entrelaçando a minha na tua em forma de nó, como a calma tranquila, húmida e quente de um comboio a vapor, incorporei meu corpo no teu apesar de estar só. De lábios molhados e lingua travessa os mamilos rodeei, com a pontas dos dedos em teu corpo entrei, denvidraçado prazer quando os dedos á boca levei, lambendo o sabor os mamilos dos lábios soltei, eriçada essa tua pele desde os peitos a beijei, aprofundando a cabeça em teu colo me aquietei. Quanto tempo passou ? Não sei, não precisei, perdi me no relógio do teu corpo e por ali fiquei, arqueando o corpo, afastas te me a cabeça e parei, pois teu corpo, tua vontade e teu prazer é minha lei. Teu sorriso em arco iris no meu colo sentaste, abri esse caminho apertado e o teu sexo no meu enroscaste, abarcando meu corpo num abraço as unhas cravaste, homem, mulher, prazer mental e corpo em inverso contraste, de malas e bagagens, sem paragens, apeadeiros ou quanto baste, teu útero toca o meu sexo numa descarga elétrica de desgaste, estação sorriso, suada e suspiro de bagagem vazia ficaste. Eu acordado na vidraça do meu pensamento, inquieto, danado, bravio, presente e quente, vesti me á pressa, corri para a estação nessa vontade crescente, de tocar tua pele, sentir teu sabor, parar esta vontade demente, de ser homem, amante, criatura, para no fim ser apenas nome de gente.

O Inquilino

Deixar uma resposta