Acho que lhe vou tirar a caneta das mãos

 

Lá está ela rodeada de pessoas, sentada numa mesa com uma vela acesa e copos vazios pelas bocas sedentas daquele bar, e ao lado dela, as colunas a rebentar nos seus ouvidos.
Lá está ela, unhas e cabelo arranjado, sentada na mesa, nos pés uns clássicos saltos altos pretos, e no seu corpo um belíssimo vestido preto de mangas transparentes e costas descobertas, e as pernas expostas impossíveis de não reparar.
Lá está ela no seu dialogo com o papel e a caneta a escrevinhar parvoíces, coisas com ou sem sentido, o que para ela não importa. O que ela gosta é de conversar consigo, com a sua mente de múltiplas personalidades, quereres e sentires, e confusão de pensamentos aleatórios que passam em rodapé em simultâneo.
Lá está aquela Loira, parece tão sossegada, tão bem comportadinha.. aaaah, mas não pode ser!
O que será que a faz levantar-se da cadeira e perder-se entre a multidão em danças ou conversas ocasionais? O que será que ela tanta escreve? Quererei eu ler?
Será que ela me notou? Me viu?
Bolas, parece tão compenetrada no que está a fazer…
Quem é ela? Como será a sua voz? Será meiga como aquele olhar que me seduz?
A vela arde e perante a sua luz os seus olhos e cabelos brilham, e ela, não tira os olhos do papel…
, puxá-la da cadeira e oferecer-lhe uma bebida….

© 👠Cátia Teixeira, Vizinha 69 Letras 2015


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