A não ser que me leias…

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Se o cheiro das magnólias se calar
Se o calor da vela nos deixar de ver
Assim…
Acesos!
Que punhos de algodão se serrem na mesa
Que joelhos de Alfama se pousem no chão
E que brilhem com cores letras em papel…
Poderia nunca o rasgo ter acabado
Se a força do abanão fosse maior
Que a vontade…
Porém, tudo o que ressalta à vista
São trevos partilhados
que a má sorte foi para longe
E agora, só quero prender-te aqui
Com fitas de seda nas mãos…
E cruzar-te os braços no peito
Em feitio de abraço apertado
Porque punhos de algodão
e fitas de seda
Só magoam e só prendem…
Vento!
A não ser que me leias…

Ela

 

 

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