Poupa-me.. e a ti também.

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Deste cambalhotas, fizeste o pino, malabarismo e até gaita de foles tocaste, tudo para captares a minha atenção.
Falhaste de tal forma no teu espetáculo que arrisco dizer que já nem me lembrava da tua existência até reapareceres como por magia com mais manobras de diversão.
Mas agora o discurso é diferente. É típico de um ‘ressabiado’.
‘Quem perde sou eu’ – dizes! Perdi o quê? O que nunca sequer ponderei achar, liguei ou me importei? Dou-te razão, realmente estou a perder algo, (seja lá o que esse algo for, mas guarda para ti, sim?), já pensaste que talvez seja isso que quero?
Perder-me. Não em ti, porque segundo a tua filosofia, encontrar-me-ia!
E eu quero perder-me, navegar, voar, viajar, andar kms até chegar ao meu destino.
Deixa-me segredar-te mais uma coisa: Poupa-me da tua conversa barata.
Quando precisar de teorias, filosofias, ou lições de moral, contratarei um bom psicólogo e certamente conseguirei ter uma conversa decente com ele, sobre o que devo ou não devo fazer, ver ou escrever, ter ou escolher, ler ou comer.
Poupa-me.. e a ti também.
Engrandece-te.

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