Corre em mim um mar onde nunca soubeste navegar

Hoje sou eu que te mando embora, vai para bem longe, segue o teu caminho se possível encontra a luz!

Sim! Tenho a certeza que quero que vás, és sombra quando quero sol, és cinza nos meus dias e eu quero colorir!

A ti entreguei grande parte da minha vida, a ti o meu coração sempre foi fiel mesmo depois de teres partido.
Hoje chega!

Se partiste a ti só te devo estas queridas memórias que guardo, mas não te devo uma vida sozinha impedida de voltar a amar. Assumo a culpa, minha grande culpa em mais uma vez me desperdiçar e amar-te acima da minha própria vida.

Enquanto hoje, és ar, passado e memórias, eu sou de carne! Em mim corre um mar de sangue que nunca soubeste navegar! Eu respiro, sou real, tu não és mais do que passado.
Por isso hoje, digo-te adeus talvez noutra vida nos tornemos a encontrar, mas não mais me desperdiçarei a amar alguém que não tornarei a tocar.
Quis o destino que partisses, que interrompesses o teu percurso entre quem respira, e se tu foste, e se eu fiquei, então vou viver! Tenho vivido estes anos desde que partiste como se fosse eu que estivesse coberta de terra, como se tivesse enterrado toda a felicidade, foste um dia motivo para sorrir mas mais motivos virão. Ergo-me, sacudo o pó e deixo-te finalmente ir.


Meu velho amor vou deixar entrar o novo, chega de estares presente quando à muito estás ausente.

 

 © ?Cátia Teixeira, Vizinha 69 Letras 2015

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