Eu quero!

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Quero que as folhas de papel que borrei de tinta
quando me inspirava a pensar
Desvaneçam!
E quero porquê?
Quero porque o que falamos é vago, inconstante, aliciante mas
desviado…
Sempre desviado, por ti ou para ti
Por bem estar, mal estar ou inconsciência…
Virei a página, sabia a página seguinte sem me contares a
história
talvez tenhas contado tudo em silêncio…
é para isso que servem os silêncios surdos
contam histórias que não somos capazes…
para além das guitarras me cantarem serenatas
percebi num sussurrar baixinho que não estavas.
Enganas-te quando colocas a capa às costas qual estudante
carente de cores, e me cantas incessantemente ao ouvido
choradinhos e desventuras…
Não quero,
Nem que lembre ao Diabo, palavras ocas
Preciso pestanejar quando olho
e arrepiar-me na espinha!
As borboletas no estômago entram nas histórias todas,
e as minhas começaram a voar
não querem sentir o frio na espinha que eu quero
não querem que eu feche os olhos
E eu quero!
(…)O Jornal das más notícias não me espanta,
Já o conhecia antes de me falares em diários
Não foi novidade…
Mas, aquele vento que passa, que engulo com vontade
e me arrepia a espinha como os beijos
Esse…
Vou querer aqui!
Mesmo que estejas muito…
Lá!

Ela

👠A vizinha #69Letras

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