E eu…? Eu rendo-me!

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Depois de ti, declarei guerra a mim próprio.

Prometi a mim mesmo, esquecer-te, desse lá por onde desse.
Pensei eu, inocente que era, que poderia amar outra mulher, resgatar a minha alma do cativeiro onde a detens, apaixonar-me por outro alguém, ser feliz sem ti… Era crente além de inocente.

Há luta pior que aquela que travamos com o coração?

Quer-me parece que o coração, tal como o amor, é cego com a agravante de também ser surdo e burro que nem um penedo.
Quantas vezes tentei eu chamar o meu coração à razão?
Explicar-lhe que tu nos abandonaste e não mais vais voltar…?
E ele insiste… Amar-te, amar-te, amar-te.
Eu persisto e tento fazê-lo entender o mal que tu nos fazes… E ele? Chama a sua amiga e aliada, Memória… Mostra-me o teu sorriso, lembra-me os teus beijos, as nossas noites de pura paixão e tesão.

E eu…? Eu rendo-me! Sim, rendo-me! Desisto! Desisto de desistir de ti!

Já tentei tantas e tantas vezes… Todas elas um verdadeiro fracasso!
Diz-me… Quando? Quando vais voltar? Quando vens matar esta urgência de ti? Quando me vens matar de amor, para que possa voltar a viver novamente?

KingOfMysteries #69Letras

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