E o nosso desafio a eles foi esta junção proibida, foi o orgasmo de todos os sentidos

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Maiores 18 | M18 |  Raven vs Rasputin

Rasputin:
Sentado no meu trono, ouvi quando pousaste suavemente e o cheiro do teu sangue imaculado ferveu-me nas narinas. Esbocei um sorriso e saltei num ápice, cruzando-me no teu caminho na minha forma de besta. Quando me aproximei de ti, já sabia que não serias mais que um joguete nas minhas mãos pérfidas. Estava uma noite escura como breu e tu refugiada contra os tijolos da parede suspendeste a respiração quando sentiste as minhas mãos grandes agarrarem-te as asas e os meus dedos esguios dilacerarem-te a pele. Eras tão minuscula perante mim, um pequeno colibri nas minhas mãos tão indefesa. Abriste a boca num misto de terror mas não temor, como se fosse um desafio para ti. Ouvi teu coração descompassado e mordi-te os lábios suaves, quentes e bebi o teu sangue avidamente. Senti desejo, como se fraquejasse, como se houvesse algo em ti que me dominasse. Percorri com os dedos o interior das tuas coxas e nelas cravei as unhas. Gemeste, não numa dor descontrolada, mas num prazer que me dominava. Sempre fui Senhor de mim e de todos e este poder era novo, este poder que carregavas e me fazia sentir teu prisioneiro. O teu cheiro a sexo, intenso, puro, fez-me mergulhar a lingua nesse labirinto de desejo, saboreando cada gota, como se carregasses em cada uma um sabor diferente. Entrei em ti dessa forma, quebrando o teu frio e quebrando o meu calor, esse iceberg que transportavas e escorreste em meus lábios, deliciando-me nessa maré calma de mar, de pele e sal. Enquanto as tuas penas caiam sobre a minha cabeça, levantei-me e subi o teu corpo, entrando em ti de uma forma já semi animalesca segurando-te pela cintura. Já não havia frio em ti, mas um calor imenso teu que ao contrario me esfriava de tal forma todo o meu ser que apagavas toda a minha ira, toda a minha sede de poder e quando sangraste em mim, senti-me fraco, refém de ti. Aprisionaste-me nessa grilheta que tens dentro de ti e quando olhei nos teus olhos vi o meu riso diabólico de outrora. As asas que me deste fizeram de mim teu escravo, porque tu mulher, pelo teu poder, tornaste-me refém do diabo em ti. Serei eternamente um anjo nas tuas mãos. Tu serás um Diabo porque até este já foi um anjo outrora

Raven
Sempre foi a minha missão proteger os que precisavam , sabia disso desde o inicio dos tempos .
Naquela noite percorria as ruas de Budapeste como sempre , quando senti a tua presença .
Não foi uma sensação morna , nem quente , foi … Foi gelo que senti entranhar se nos ossos , foi cada sentido meu ficar alerta .
Ouvi o teu respirar ofegante , cheirei te , um cheiro humido , animal , o meu sangue correu vertiginoso , como se te reconhece se .
Era como se fosses essência para mim . Parei e no escuro apurei a visão… Vi te quieto , mas a tua quietude era para mim destabilizadora , os teus olhos cruzaram os meus , nos meus lábios morreu um sussurro .
Já te tinha visto nos meus sonhos , já me tinham dito que eras interdito , um proscrito da alcatéia .
Ah mas eras Meu e eu Tua .
Quebrei as regras , aproximando me de ti , tentei tocar te , desfiz me das minhas asas e tornei me palpável.
Deixas te a tua forma animal e igualaste me .
Não tivemos tempo para pensar , o irracional já dominava os dois .
Devorei te a boca num beijo onde as nossas Almas se encontraram , senti o sabor de sangue nos lábios , despertou em nós algo incontrolável .
Naquela rua deserta , contra a parede gelada , agarraste me os cabelos , sentiste o pulsar no meu pescoço , senti o teu tesão contra o meu ventre , perdi a razão , com as minhas mãos tactei te , senti te , foi como se me fundisse em ti . Senti me molhada , quente , trêmula .
Não houveram palavras , não eram necessárias , invadiste me de uma assentada , senti me cheia , cheia de vida , cheia de ti , cheia de um pecado que me tinha sido interdito . Saciaste te de mim , de carne , de sexo , como quem esteve sem comer por uma eternidade .
Sim foi uma eternidade que os Deuses nos tiraram.
E o nosso desafio a eles foi esta junção proibida , foi o orgasmo de todos os sentidos . Foi o comer e ser comida , foi o foder e ser fodida , foi e ter te e ser te .
Perdi as minhas asas , mas por ti renego as , serei a tua Loba e palmilharemos o mundo desafiando as regras impostas .

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