Como não é preciso palavras ficamos pelos gestos simples

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|M18 | Maiores 18 | Na janela o vento bate pausadamente e a chuva que cai lá fora convida à cama. Tu murmuras entre dentes o sono que está lá dentro e o acordar vagaroso que te faz sensual logo pela manhã.
Sinto-te quente como se mil velas acesas te invadissem o corpo e eu olho-te mais uma vez nesse corpo pequeno que tens mas com tanto para dar. A tua tez morena é terra e tu tens o cheiro a maresia fresca pela manhã.
Debruço-me sobre ti e beijo-te, puxando o lábio para mim num ensejo de te despertar dessa modorra matinal, tu passas-me a mão pelas costas e aquietas-te em mim, numa busca de desassossego só teu.
Num passar de entre línguas, ofegas e agarras-me as costas com força puxando-me para ti, para eu sentir o teu peito colado ao meu e nos teus mamilos hirtos tocando os meus sinto-me renascer.
Beijo te o pescoço num frenesim de vontade própria de quem tem vontade de te ter e tu gemes baixinho o meu ouvido, segredando-me a desinquietude que te estou a dar. Aquietas-te e ficas ali apenas ofegante e expectante, eu num repassar de língua percorro-te o corpo de cima a baixo.
Baixas as calças de pijama e escorres para os lençóis alvos deixando-os maculados e eu sem eira nem beira, me acomodo de cabeça entre as tuas pernas e sugo-te esse liquido tão delicioso que tens e que me apraz saborea-lo de uma só vez, e quanto mais saboreio e mais passo a língua mais te inundas e mais te fechas sobre as minhas têmporas gemendo alto até parares estática como em estado de choque.
Levantas-te num ápice e montas-me por cima puxando o meu sexo para dentro do teu num vontade frenética de querer ter em ti todo aquele portento de força e vigor, e baixas-te para sentires ao máximo esse membro roçar-te por dentro e num fechar de olhos gritas como se estivesses possuída por algo maquiavélico que te faz pecar uma e outra vez sem te sentires em pecado.
Eu de olhos fechados deixo-me ir contigo, e ao som dos teus gritos compassados deixo-me ir no teu ritmo, até sentir que estás comigo em alma e corpo. Como não é preciso palavras ficamos pelos gestos simples de escutar um ao outro em gemidos ferozes e animalescos á espera do que há-de vir.
E quando murmuras ao meu ouvido que te estás a vir, abre-se-me o mundo meu, que em teu está colado e num jacto de esperma te inundo o interior escaldado como se o sol despontasse em teu ventre.
E num abraço apertado entras em erupção e eu na tua lava me banho.
E num sorriso de felicidade, ali ficamos os dois a contemplar o que já sabíamos, temos muitos aspectos em comum, mas este é o que faz de nós almas gémeas.

Rasputin

 

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