O que estavas a fazer comigo? Já não me pertencia.

 

| Conto Erotico | M18 | Concordámos adiar a união dos nossos corpos esta noite. Mas quando passas a tua mão e sentes a ausência das cuecas debaixo da saia do fato que trago, descobres que esta noite vamos fazer história. A minha jogada descontrolou-te, e encostas-te atrás da minha silhueta. Sinto-te a inalar o cheiro dos meus cabelos., sobes a mão pela saia, subindo-a, deixando-me exposta no parque de estacionamento. Cravas os teus dedos arrogantes no interior das minhas coxas, empurrando-me contra a dureza que fazes sentir nas minhas nádegas. E naquele lugar, inclinas-me sobre o carro, apoias a tua mão no meu pescoço, e com fome de explorador viajas para dentro de mim, fazendo-me escorrer pelas pernas, o desejo que tenho guardado de ti.

Já noutro local, ambos despidos e unidos, paras! Apertas o fecho das calças e anuncias que já chega.
Os teus olhos faíscam com o desapontamento que encontras no meu rosto.
Deitados de lado, frente a frente, sob o brilho estelar, e o som misterioso do mar observas-me. Suavemente tocas o meu corpo ao de leve, mas sabes que não é essa a intensidade que a minha respiração pede. Percorres o meu corpo, desprezando a excitação dos meus peitos e o calor que emito entre as pernas. Dei por mim a implorar pelo teu toque faminto, e a forçar as tuas mãos irem para onde quero. Por este erro, prolongas a tortura.

Não há palavras que descrevam, a tesão que o teu rosto acentua. Os teus olhos estavam mais negros que o habitual, e libertavam um brilho que me deixavam nervosa.

O que esconde a tua alma? O que estavas a fazer comigo? Já não me pertencia.

Implorei, pelo teu toque, por prazer… que desespero! Soltas um terrível sorriso quando vez os meus olhos húmidos de tesão.
Inesperadamente afogas a tua boca nos meus peitos, e com a mesma fome, nesse mesmo instante dois dedos viajam ao centro do meu calor.

Finalmente.

A tua voz, marca a minha liberdade, e serviçal como sou, momentos depois, cumpri o teu pedido e pertenci ao céu. As estrelas abraçaram-me de excitação, pela beleza que lhes proporcionámos.

A VIZINHA #69LETRAS

Deixar uma resposta