Agora sei que és quase minha

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De memória em coisas grandes.
De memória te mantenho qual voz me paira na mente e me cala as palavras.
Como é que se consegue ser tão pequena e tão grande, como o fruto que desponta alimentando-se da seiva da árvore maior emana.
Parvos são os que acham que a paixão é amor. Porque a paixão da mente, puxa o amor que do corpo rompe numa volúpia contagiante.
Agora sei que és quase minha, quase porque serás minha quando se encontrarem os suores dos nossos corpos ofegantes em lençóis de pele nua.
Sei que és capaz de amar, porque tu és a personificação em corpo frágil como se de uma folha de papel eu fosse a caneta que te preenche.
Mas que chatice a distancia que me enche o presente e me faz sentir a tua falta no futuro.
Acredito na tua frágil e diáfana pureza de passado enterrado como se as tuas dores fossem as minhas.
Acredito que no meu corpo viajarás de felicidade de te ter presente, tal como o sol desponta todos os dias para dar felicidade aos que se amam em segredo.

O Inquilino

👠A vizinha #69Letras

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