A tua natureza é selvagem.

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Quiseste testar-me. Subjugaste-me à tua vontade e bloqueaste as minhas mãos atrás das costas, para que me impedisse de aliviar o desejo…
Não esqueço aquela tarde. Imóvel, sobre a tua tortura, sobre o teu toque malicioso, fizeste-me sofregar por misericórdia. Implorei por ti. Por conhecer o teu calor dentro de mim. Mas as tuas mãos devassas, de natureza selvagem amassaram o meu corpo e confundiram os meus sentidos. Sofri, suei, gritei, chorei, implorei… Ameaçaste tocar-me na sensibilidade do meu desejo, acalmar o meu corpo, mas não o fizeste. O teu domínio sobre mim, tornou-te, naquela tarde ainda mais belo. Só quando me viste rendida a ti, sem lutar, já sem força pela luta que travei contra os nós com que me ataste sobre a mesa, é que te uniste a mim. E o nosso mel atingiu a qualidade ancestral, que poucos conhecem…

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