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A melhor sangria que bebi

Querida! Já viste a bela tarde de sol de hoje? Apetece-me fazer algo… Sei lá!
Olha! Vamos estender a rede na varanda e prostrar-nos a contemplar o mar? Eu e tu, o sol e a brisa marítima. Ah! Podemos juntar uma bela e refrescante sangria de frutos vermelhos...

Hum.. A ideia agrada-me… Aliás, cresceu em mim um sentimento de nostalgia. Lembras-te da última vez que bebemos sangria de frutos vermelhos? Onde a saboreaste, e quando nos começou a subir o álcool à cabeça?

A melhor sangria que bebi! Aquele saber impetuoso e almiscarado do teu ventre deixou-me completamente fora de mim. Senti o salgado da tua pele suada, a doçura da humidade dos teus lábios, o calor do teu peito finalizando com a magnífica contemplação de todo o teu corpo… Ai! Preciso mesmo desse refresco pela minha garganta e pela boca!

Levantar-me deste sofá para te servir, é o meu maior prazer. Não me olhes assim enquanto ando por favor! O teu olhar encadeia-me de tal forma, que faz com que eu não consiga pensar em mais nada… Só em ti… Na sangria… na cama de rede… Na fruta no meu corpo… na tua boca na fruta… Ok. Calma! É melhor abrir o frigorífico, preciso de “arrefecer”…

É impossível não olhar para ti, deixar a imaginação fluir e o desejo subir. Cada passo que dás em bico de pés é de uma sensualidade brutal que me deixa prostrado e encantado com a tua beleza.
Vem, anda… Vamos nos encontrar nesta cama de desejo e vontade onde nossos corpos só desejam estar juntos a maravilhar este belo por do sol…
Anda, sai desse frigorífico e anda te deitar ao meu lado mas não tragas o gelo pois se o fazes não me responsabilizo pelos meus atos..

Adorava saber o que vai na tua cabeça nestes 2 minutos que demorei… Será que me vais mostrar o que penso? O que anseio? Será que tens noção do quanto te desejo? Do que me apetece fazer-te neste momento? Mesmo que não saibas, faço questão de te mostrar. Sirvo-te a sangria a olhar-te nos olhos… Com a ponta dos dedos, tiro um morango do teu copo, coloco-o entre os meus lábios e beijo-te!

Esse beijo despertou em mim todos os sentidos e desejos que tenho em mim por esses lábios de fada, por esse corpo escultural e curvilíneo onde me perco sempre que te encontro.
Querida, promete-me que não saímos mais daqui…

Sinto que não tenho mais nenhum lugar para estar, a não ser nos teus braços. A vontade é imensa e o desejo tornou-se incontrolável. Quero que o mates mas que mantenhas a chama da paixão viva para nos perdermos um no outro…

Minha Princesa. Hoje fazemos Amor ao som das ondas, à brisa do mar e à luz deste maravilhoso sol que nos aquece.
Hoje somos unos e presentes, apaixonados e quentes. Hoje selamos novamente o nosso amor e a nossa paixão nesta sintonia e desejo.

 

Annastasia
&
O Vizinho 
© 69 Letras 2017

Que é feito de ti?

Há um abismo imenso, entre os meus sonhos de menino e esta realidade obtusa que marca a compasso o ritmo dos meus dias.
Entre a felicidade que eu tinha quando andava de calções a saltitar nas águas paradas e a correr livre pelos campos, e este sentimento de vazio inquietante em que se tornou a minha vida.
Há um abismo imenso, entre o teu olhar meigo e delicado de menina, de saias coloridas e de tranças impecavelmente esculpidas, e este semblante carregado, e nada inocente, com que agora me olhas.
O que é feito de ti, menina das tranças pretas?
Onde se escondeu aquele rosto doce, de sorriso aberto, que me fazia percorrer os campos em busca de malmequeres?
Onde estas tu, que me fazias chapinar na lama, e mergulhar no rio gelado no inverno, e percorrer o bosque em busca dos ninhos de cuco?
O que é feito de ti?
O que é feito dos nossos sonhos?
Para onde voaram as nossas juras de amor eterno, cravadas a canivete no velho pinheiro manso junto ao celeiro?
Para onde fugiu o nosso olhar inocente, as nossas certezas, ou os nossos tesouros que escondíamos na nossa velha casa da árvore?
Para onde voaste tu?
Porque teimas em esquecer os nossos planos, as nossas vontades?
… Será que ainda te lembras no nosso primeiro beijo?
Aquele que demos debaixo das acácias, com os lábios parados, imóveis, e com os rostos rosados de vergonha…
Será que não tens escondido na algibeira esse teu olhar doce de menina?
Sabes….
Sinto falta de ti….
Das tuas brincadeiras, das tuas birras constantes, do teu sorriso puro, das tuas gargalhadas desconcertantes,
….dos teus beijos na face quando ganhava no futebol.
Tu, eras tudo para mim, dei-te todos os meus tesouros, dei-te a minha colecção de berlindes, os meus cromos da bola, os meus aviões de papel, ….o meu coração de menino.
O que é feito de ti?…..
©PSassetti #69Letras 21.03.2017

Presa

Ela era uma mulher, como tantas outras mas no entanto já não se sentia feminina.

Foi-lhe roubada, no entanto, fora ela quem ficou presa. Encarcerada na sua mente perturbada. 

Alguém lhe roubou a sua identidade, o seu ADN, tudo aquilo que a distinguia das outras mulheres.

Violada.

Humilhada.

Diminuída…

Ao perguntar-lhe o que ela sentia, simplesmente me respondeu; NADA.

Nada? Toda a mulher em mim indignou-se, revoltou-se! Lembro-me até de ter pensado que ela estaria ainda fora de si, apesar de me relatar o seu destino de há uns anos atrás.

Como? Como não se sente nada quando nos roubam o ser!

Mas olhei para ela, com olhos de ver. Se é que me faço entender. Tentei descortinar o pensamento por detrás do olhar. E arrepiei-me toda. Fiquei sem um pingo de sangue na minha alma.

Não vi NADA. Somente um vazio frio e cru de quem não tem nada na alma mesmo.

Não consegui impedir uma lágrima de cair no meu rosto cheio de empatia por aquela mulher de frente. Acariciei-lhe o rosto. No meu coração só me apetecia abraça-la, confortar de alguma forma o lado humano daquele ser, se é que lhe ainda restava.

E dela recebi de volta NADA, o espirito já tinha abandonado aquele corpo.

Fiquei sem saber mesmo o que fazer. Bom, fiz o que melhor que sei fazer. Ofereci-lhe um abraço e um ombro.

Já que não posso apagar de sua memória os horrores vividos e na pele sofridos, ofereci-lhe o melhor que outro ser humano pode oferecer.

Compreensão do meu coração aberto, a amizade sincera do meu peito e uma mão para segurar as suas tristezas e más experiências da vida.

Sejamos mulheres ou homens, somos todos seres humanos.

©MissSteel 69letras 2017

Tarde de Inverno

Texto Erótico|M18

“- Hello Mrs. V…
– Boa tarde Miss E… Como está?
– Estava com saudades suas…
– Hum… Também tinha saudades suas Miss E… Já á muito tempo que não falava consigo…”
Ali parados em frente à cafetaria e ao frio trocamos olhares quentes e saudosos. Que saudades desta bela mulher.
“- Miss E, entramos? Estou desejoso para experimentar o capuchino de chocolate, que segundo dizem é a especialidade da casa.
– Sure Mrs. V. Let´s go!”

Durante duas horas falamos acerca das suas férias no Brasil, da passagem por Cuba e Jamaica, tudo na companhia da sua parceira de crime, Miss A. As aventuras engraçadas, as conquistas one nigth stand e daqueles que ficaram marcados na sua memória e nas suas fantasias. A nossa amizade era assim. Sem tabus nem julgamentos, sempre em prol do bem estar um do outro.
Damn! Já tinha saudades de estar assim com ela…

“- V, vou para hotel. Miss A está à minha espera para irmos ás compras. Chegamos e não temos roupas de Inverno!”
Saímos, andamos 5 minutos e um chuveiro apanhou-nos de surpresa. Puxei Miss E para mim, para o meu regaço e senti o volume dos seus voluptuosos seios. Olhos nos olhos ficamos prostrados e encostados á porta da livraria que entretanto encerrou para almoço. Em silêncio mas numa conversa tão intensa dominada pela tesão e desconforto latente entre as minhas coxas…
“- V, isso é tudo alegria por estar comigo?
– Você sempre me deixou assim, “alegre”…
– Oh… Novidade para mim. Sempre pensei que eu fosse apenas a sua submissa preferida… apenas isso…”

Nossos corpos estão cada vez mais molhados, e o tecido da blusa adere à pele, e adquire aquela transparência reveladora…
A visão fica turva pelo desejo, e pelos grossos pingos de água da chuva, que obriga a cerrar os olhos. Procurar abrigo sob essa tempestade, seria inútil, mas um pouco de privacidade para dar vazão à luxúria é urgente.
Corremos pela rua, de mãos dadas, rindo e nos recostando de tempos em tempos contra uma parede, para trocar mais um beijo, enquanto pressiono meu corpo contra o seu.
Sentindo meu membro rijo e pulsando diz-me:
“- Não podemos suster mais esta rigidez!”

Naquela parede agreste e fria onde suas costas estão prostradas contra a mesma, seu corpo fica entre a minha tesão e minha vontade de a possuir. Nada mais desejo senão o seu calor e o seu toque nesta tarde fria e escura.
Com as minhas mãos hábeis subo a saia até a altura dos quadris, e a fina cueca de renda é desfeita em pedaços.
Não aguentando mais a pressão das calças e abro os botões, apresentando o meu membro ao seu quadris já desejoso de me possuir. Enquanto a minha boca percorre o seu pescoço, desço pelo seu colo e a surpreendo abrindo a sua blusa já com os seios, com os mamilos rijos de tesão a esperar pelo meu toque.
Minhas mãos percorrem todo o seu corpo, e ao ergue-la pelo quadris perde o fôlego por uns segundos, e assim suspensa, com as pernas em volta de minha cintura, penetro-a profunda e intensamente.
Não sentimos mais a chuva, nem mesmo a parede fria. Todos os nossos sentidos agora estão tomados na nossa presença. Só sinto o seu cheiro, só ouço a sua respiração junto da minha, sinto somente sua pele, seu sabor delicioso, mesmo meus olhos só a vêm diante de mim…
Nada mais pode importar, pois agora Miss E é minha e eu sou dela…
Nada mais desejamos, nada mais queremos, apenas este orgasmo nos pertence.

Componho nossa roupa e pego sua mão. Seguimos mais uns metros e entramos no hotel e misteriosamente Miss A não está, mas deixou a lareira acesa com a sua chama calorosa.
Deito-a em cima do cobertor e em frente ao fogo que nos aquece, e aí sirvo-lhe um belo copo de Vinho Tinto.
Aquecidos e saciados, recosta-se nos meus braços, enquanto acaricia meu peito.
Poderia até lhe perguntar se foi mesmo bom mas não o faço… Seus suspiros e o seu abraço apertado dizem tudo.
Com um sorriso safado e com um brilho nos olhos, tirando o copo das minhas mãos e pousando-a num lugar seguro sobre a mesa, beija-me dizendo:
“- Foi bom, mas o melhor está para vir!”

O Vizinho #69Letras® 28-02-2017

A minha secretária

Texto Erótico|M18

Nesta solidão de Inverno safo-me com o bom tinto e a lareira como companhias imprescindíveis, mas nem sempre é suficiente. A vontade de partilhar uma garrafa de Quinta de Cabriz, Reserva 2011 e umas boas horas de conversa é mais forte. Aproveito estes dias de chuva para colocar a escrita em dia mas hoje não me sinto inspirado.
– Plim! – Uma notificação de mensagem…
“- Olá V! Que fazes?”
Pergunta pertinente neste dia de vontades preguiçosas.
“- Boa tarde MJ. Estou a colocar as minhas escritas em dia mas não está fácil. Falta-me inspiração.
– Alguma coisa que posso fazer por ti?
– Estás tão longe…
– Alguma vez isso foi impedimento para nós?
– MJ, não me ponhas com ideias…
– Oh… Ele vai-se cortar… És mesmo tu quem está aí desse lado?
– Apenas não me sinto virado para esses lados…
– V, estás no teu escritório? Na tua bela secretária sempre arrumadinha e pronta a receber-me?
– MJ, nunca mais esta secretária foi a mesma após aquela reunião…”

Ela sabe bem como me provocar. Bastou umas horas para ficar a saber um pouco de mim, de e até onde pode ir comigo, como e quando o fazer.
Neste momento imagino-a sentada à minha frente em cima da secretária enquanto eu fico sentado na cadeira. A imaginação flui, a excitação aumenta.
Fico a pensar “De que cor será a lingerie? Será rendada? Ou não usará? ”
Iimagino na minha forma muito veloz de pensamento que nem eu próprio me acompanho. Acabei de ficar segundos a imaginar a suas pernas abertas, de saia, lingerie preta rendada, com cinta e meias pretas. Um belo manjar de deuses. Com os joelhos prostrados nos meus ombros vou tirando os seus sapatos, deliciando me com os seus pés, lentamente retiro as meias…
Exalo o odor vaginal das suas cuecas permitindo que o meu inchaço me obrigue a libertá-lo. Sem pudores massajas o meu caralho com o pé direito, enquanto o outro se afasta ainda mais de si permitindo uma abertura de pernas que aguardam impacientemente pela minha língua. Desculpem mas não perdoo as cuecas. Terei que as rasgar.
Que bela e deliciosa visão.
Minha língua fica trémula e impaciente, minha boca seca e meus olhos brilhantes…
Será desejo ou sede?
Acho que é mesmo sede de desejo.
O seu olhar pede-me para não parar e como bom menino que sou assim o faço.
Beijando o interior das suas coxas chego a si, ao seu ninho de prazer. O cheiro inebria-me o discernimento, obrigando a ficar de língua de fora.
Com a ponta toco suavemente no grande lábio esquerdo e ele treme, largando um breve gemido…
Delicio-me com a sua cona lambendo, sugando e chupando. Minhas mãos ficam irrequietas e meus dedos prontos…
Um, dois… Meus dedos a penetram e sentem a sua macia e quente vontade de ser fodida..
Por detrás do clitóris sinto a sua rugosidade, Teu ponto G? Vamos já descobrir…
Enquanto a minha boca se ocupa do teu clitóris meus dedos entram, massagem e circundam, voltando a sair consecutivamente, libertando em ti um orgasmo belo e intenso, fazendo tremer a tuas pernas e endurecendo o meu caralho.
Está pronta para ser fodida!
Levanto me e apontando me para dentro de si, com a mão ajeita e permite que entre em si… Olha-me nos olhos, deseja que lhe enterre até ao fundo, e eu acedo pois também o desejo…
Com movimentos certeiros e fortes permitimos que o nosso desejo termine num belo e ruidoso orgasmo.
Acordo deste sonho de imaginação fértil e cruel ao mesmo tempo, sentindo um enorme inchaço entre pernas… No ecrã do computador as seguintes palavras:
“- Já vi que estás ocupado. Deixo-te com um belo e prazeroso beijo… Até amanhã V…”
Porra! Logo agora que tínhamos assuntos a debater…

O Vizinho #69letras® 28-02-2017

Quem inventou as saudades?

Quem inventou as saudades?


A sério, digam-me por favor quem foi o filho da puta que inventou as saudades!
Juro que se o descubro, esgano-o!
Melhor… afogo-o! Ou dou-lhe um tiro aqui e outro ali e deixo-o a agonizar!
Pelo caminho torturo-o mais um pouco!
A sério que sim!
Ah se eu apanhasse esse cabrão!
Desculpem-me as asneiras!
Mas as saudades torturam! Matam!
Pelo menos a mim!
A cada dia um pouco menos de mim que fica vivo!
A cada dia uma faca nova atravessa o meu peito.
A sangue frio, sem qualquer dó, nem piedade!


As minhas saudades têm cheiro, têm sabor, têm rosto!


E o que me mata é não ter nada, rigorosamente NADA!, perto de mim!
Fecho os olhos e as saudades assombram-me o pensamento.
Nem a dormir me livro delas… Acordo exaltado de um sonho que mais parece real mas não passa, infelizmente, de um sonho.


Caramba mulher! Volta! Olha para a miséria em que me deixaste!
Eu louco por ti e tu sei lá eu onde!


Vejo-te e revejo-te em tudo e todo o lado.
Ouço uma música, fecho os olhos e é o teu corpo que vejo dançar diante de mim.
Estou a dar em louco. Literalmente.


Amo-te. Desejo-te mais do que alguma vez voltarei a desejar alguém!
Acreditas que dou a vida por ti? Dou, mas dou mesmo acredita.


Só te peço que me mates com a tua presença, com o teu amor… Mata-me com o teu desejo, mata-me de felicidade!
Antes que as saudades me matem por ti!


SilentSoul #69Letras

Cumplicidade

Quando preciso de falar da falta de tempo, da falta de dinheiro, da falta de afecto…. Quando preciso de falar da falta de sexo, da falta de tempo….

Penso naquela que tem sempre paciência, um Sorriso e uma palavra amiga para mim. Não me adianta querer apenas sexo selvagem, pois mesmo esse sem um quê de carinho não me seduz…

Seduzem-me as gargalhadas. A troca de segredos idiotas nas horas tardias.. As palavras doces, as palavras ásperas ….
O abraço que em luas de outras vontades, me sacia…

Consola-me a tristeza nos dias de aperto no coração, acalma a minha raiva e meu temperamento mesmo quando não quero sequer ver a minha sombra… Com aquele abraço sinto um calor tão bom que invade o meu coração e fico desarmado, eliminando quaisquer sentimento de maldade e revolta…

E às vezes a tesão… Pura, animalesca, aquela tesão de quem quer num momento perder toda história, a memória, a noção do tempo perdido, do tempo corrido, dos dias a fio…. A vontade carnal…
E depois de novo o afeto… Cobrindo todas as dúvidas, sarando feridas, e duas piadas ligeiras … Uma música ao tom dos sentidos… E todo um sentido real que nos toma de assalto…

Com um beijo na testa prendo-te a mim, segurando toda esta euforia neste abraço lindo e apaixonado.
É para estes momentos que vivemos a nossa paixão e nosso carinho, nossa cumplicidade e amizade… É por isto que Amo a vida de corpo e alma…

É por isso que te amo a ti.
Porque te dás sem que te amarrem os pretextos.
Porque gaguejas nesse teu corpo imenso e viril, porque choras.
Porque estás aí.
E sorris…

Marie
&
O Vizinho #69Letras