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Fogo

Este calor que teima não passar, que queima a minha pele e ferve a minha alma.
Este calor de verão que estimula ainda mais as nossas feronomas..
Não aguento!, preciso de arrefecer este fervor que o meu corpo tem.
Preciso descarregar esta chama no teu corpo.
Quero sentir todo o teu vigor dentro de mim.
Quero que sejas o rastilho para incendiar o que falta e o extintor para acalmar esta vontade louca.
Beija-me, toca-me, possui-me neste manto de areia, 
Deixa as ondas nos cobrirem aos olhos dos curiosos,
Mas deixa o mar ser testemunho do nosso amor, da nossa união carnal.
Preciso de ti, necessito de ti, 
Quero-te em mim…
©Lola 2017 #69Letras

Sem olhar a quem!

Sei que poucos de vós me conhecem a cara, ou mesmo o espirito, mas posso-vos dizer que sou eterna criança.
Sinto-me todos os dias como se fosse uma gaiata que descobre tudo pela primeira vez.
Sou leve, levinha a quem me olha e pesada quem me quer mal.
Vibro com cores, formas e feitios.
Estudo todos os recantos da vida, pois sem ela seriamos inúteis.
Abraço assim tudo o que me conforta o coração e de certa forma rejuvenesce a alma, desde do nascer do sol à sua ida, apanho todas as manhas e segredos que o dia me oferece.
Bom dia, boa tarde e um como vai? São tão importantes que muitos não se apercebem do preenchimento de alegria que nós dá, da satisfação que é sentir a simpatia da alma humana.
Sou tão isto e tanto mais…
Espero que todos vós assim sejam, e se não forem…
Troquem a pressa pela calma de uma chávena de café à janela da vossa humilde casa, não deixem que a maldade da sociedade vos devore e sejam amáveis, troquei o telemóvel por uma sangria na praia com amigos de pés na areia e agarrem as noites quentes no campo com um piquenique!
Partilhem um “olá” com aquele senhor de olhar cansado que vai no barco convosco, de certo que com isto o dia dele irá ser melhor.
Porque alguém se interessou, reparou na existência de quem ali está.
Custa tão pouco ser humano, e felizmente consegui acordar para a vida simples e singela que me rodeia antes que a vida industrializada me levasse para longe.
Pratiquem a bondade,
Rezem à alma, seja qual for a alma.
Digam “olá”,
Não se esqueçam do “dorme bem”,
Sem olhar a quem!

©Krishna 2017 #69Letras

De férias mas perto do teu corpo

Texto Erótico|M18

Estamos de férias, finalmente.
Escolhemos Varadero. Clima quente, as melhores praias, ideal para relaxar depois de um ano inteiro de trabalho.
Estamos casados à 2 anos, dois Touros, dois teimosos mas muito apaixonados. Desde o primeiro momento que nos conhecemos que nunca mais desgrudamos, não saberia viver sem ti.
Chegamos ao hotel, pousamos as malas e fomos a correr como dois adolescentes para a praia… é fantástica, e como era de esperar, areia branca, mar azul turquesa, música cubana invade o ar, cheira a verão e estou neste paraíso com o meu amor.
Tu corres para o mar, deitas a t-shirt para o chão e entras a mergulhar. Eu sento-me numa das espreguiçadeiras a observar-te ainda a captar tudo o que me rodeia.
Estou feliz… sou uma mulher de sorte, e tu estás lindo nessa tua pele morena, corpo magro ligeiramente musculado, estou a adorar a vista!
Apercebes-te que te olho com safadeza e desafias-me a entrar na água.
Vou ao teu encontro, a água está quente como era de esperar… Tu estendes a mão para mim e olhas-me nos olhos, esses olhos pequenos cheios de ternura, que ficam ainda mais verdes quando estás moreno.
Puxas-me para ti e beijas-me com intensidade… ahhh! Esses lábios carnudos como adoro.
Envolves-me num beijo demorado sugando-me os lábios…  Fiquei acesa só com o beijo e apercebo-me da erecção visível nos teus calções. Esse pau já chama por mim. Agarro-o dentro dos teus calções e ponho o para fora, adoro vê-lo, é enorme, viril. Começo a masturbar-te, estamos com a água pela cintura, tem pouca gente na praia estamos em Setembro e já não tem tantos turistas.
Tu puxas a parte de cima do bikini para baixo, queres os meus seios, estão arrepiados para ti, pegas-me no ar e pões-me no teu colo, com as minhas pernas abraço a tua cintura, chupas os meus seios um de cada vez e mordes, tu sabes o que eu gosto, sabes como me fazer gemer.
Beijas-me sem parar.
De repente apercebemo-nos de alguma agitação à nossa volta e gritos vindos da praia… olhamos para ver o que se passava, vinha aí tempestade, ficou o céu negro de repente, chuva e vento vinham na nossa direção, as pessoas fugiam do temporal com receio… Tolas…
Eu quero aproveitar tudo, até este temporal, duas tempestades no meio da água… fiquei ainda mais exitada pela situação toda… não podemos parar, e sem demoras puxas a minha cueca do bikini para o lado e entras em mim… começas as tuas investidas fortes, ahhh! como adoro senti-las! Agarras o meu rabo e ficam ainda mais fortes enquanto mordes o meu seio…
Eu cravo as unhas nas tuas costas e gozamos em uníssono, foi sempre uma das nossas características e é maravilhoso sentir o teu pau a jorrar dentro de mim enquanto a minha vagina se contrai em torno dele ordenhando tudo para mim.

Ficamos assim parados a olhar nos olhos, “dizemos tantas coisas assim, não é? ”
No meio daquela tormenta o que acaba de acontecer foi fenomenal, ficando uma sensação de plenitude dentro de nós… Sempre foi uma das minhas fantasias e talvez por isso tenha sido tão bom.
Voltamos para o quarto sem pressas de mãos dadas no meio daquela chuva toda.
Entramos, tu abraças-me e dizes-me “Amo-te mais que tudo nesta vida… ”
Adoro quando me olhas assim.
“És tudo para mim, meu mundo, Amo-te”

Nefertiti 

A última palavra

Sentou-se junto dela e ficou em silêncio, a olhar as ondas que se desfaziam em espuma na areia branca.
Ela também ficou em silêncio.
Ele desviou-lhe da cara os cabelos dourados.
Ela chorava em silêncio.
E o coração dele também começou a chorar.
“Desculpa por…” começou ele, mas ela interrompeu-o.
“Não digas nada. Nunca disseste nada. O silêncio é a tua melhor palavra.”
Ele sabia que ela tinha razão.
Nunca foi capaz de lhe explicar o que aconteceu, porque se afastou, porque a deixou sozinha sem nenhuma justificação.
Apenas se calou e saiu da vida dela sem uma palavra.
O silêncio foi a sua última palavra.
Mas a dor que sentia no coração não ia deixar que, desta vez, o silêncio fosse a última palavra.
Levantou-se e com o indicador escreveu na areia molhada.
Quando acabou, aproximou-se dela, limpou-lhe uma lágrima e beijou-lhe os cabelos.
Ela não falou, não se mexeu.
Apenas deixou que mais lágrimas caíssem pelo rosto.
Ele foi embora, deixando um rasto de pegadas atrás de si.
Ela olhou para trás e, quando já não o conseguia avistar, levantou-se e aproximou-se da areia molhada em que ele escrevera.
Um sorriso surgiu entre as lágrimas.
“Amo-te.”

© Fox 2017 #69Letras

Primeiro-ministro manda os portugueses imigrar

Desculpem-me lá mas eu vou ter que comentar uma notícia que acabei de ler. Qual é a ideia do senhor primeiro-ministro de mandar os portugueses emigrar? Estupidez? Só pode ser. É que nenhum primeiro-ministro devia de ter a infeliz ideia de mandar o próprio povo emigrar. Em primeiro lugar devia de querer era todos os portugueses em Portugal, já que é o “nosso” país. E em segundo lugar se não sabe dar conta do recado que faça lugar para quem sabe.

Eu sou sincera – não entendo nada de política. Mas uma coisa sei – sei que não se emigra só por um “político” dizer isso ao povo.

Não se emigra de um dia para o outro. Não se chega ao “destino” e lá está uma casa e um trabalho onde se ganha bem a esperar-nos. Não, o que espera os emigrantes é trabalho duro, infelicidade e muitas lágrimas. É preciso saber para onde se vai antes de ir para lá. É preciso ter a certeza que teremos um trabalho e dinheiro a cair todos os meses na nossa conta bancária. É preciso sofrer para viver.

Eu nunca tive a “sorte” de viver em Portugal, já que os meus pais emigraram a muitos anos. E sei o que lhes custa estar a viver na suíça e não em Portugal. Eles aqui não são felizes. Eles estão cá para poder proporcionar uma vida melhor aos filhos. Pode haver agora pessoas que pensem – ah aqueles estão na suíça, são ricos. – para essas pessoas tenho uma notícia bombástica: Não somos ricos! Nós – os meus pais já passaram grandes dificuldades aqui. Fartamo-nos de trabalhar para podermos ter dinheiro para ir visitar a família. Caiem lágrimas todas as vezes que temos de nós ir embora. É um aperto enorme no coração quando por telefone vamos sabendo o estado dos membros mais velhos da família. Não podemos sair de casa e ir lá ter, porque estamos a muitos quilômetros de distância das pessoas que gostamos. Das pessoas com quem os meus pais cresceram e viveram. Ta certo que aqui podemos comprar mais facilmente um bom par de tênis ou uma peça de roupa mais cara. Mas sabem uma coisa? Eu prefiro ser feliz do que andar com roupas de marca. Eu preferia poder ir todos os dias a praia do que comprar algo mais sofisticado.

Espero que entendam. Vida de emigrante não é fácil nem bonita.

?? © Peregrinus 2017 #69Letras

Volta Verão, estás perdoado

Chuva/Frio/Cachecóis/luvas/Casacos

Inverno!

A Steel em mim está mais que farta! Se gostasse do frio, tinha vindo ao mundo em forma de Boneco de neve!

 

Meu querido e amado Verão! Volta! Estás perdoado!

Sejam quais tenham sido os motivos das nossas divergências, eu perdoo-te de tudo!

Lembras-te daquela paixoneta de verão que virou um fracasso, considera-te redimido!

Aqueles quilitos a mais depois dos imensos barbecues e gelados ao luar, esquecidíssimo!

Até te perdoo aquele escaldão que me tirou o sono e me manteve longe da praia por algum tempo!

Eu amo-te Verão! Quero-te de volta!

 

Só tu compreendes a minha satisfação pessoal naquelas noites de luar junto à praia, na necessidade física do vestuário reduzido e leve!

Quero voltar a abraçar os chinelos de praia, os óculos de sol e o bronzeador!

Sentir-me livre de pegar no carro e ir até àquela praia onde nudismo é permitido!

Dar as boas vindas à brisa fresca na minha face rosada do sol!

Exijo a presença imediata do sol e do calor!

 

Meu querido e amado verão, volta filho… e disfrutemos dum Cocktail à beira da piscina!

 

 

©Miss Steel 69letras 2017 

Numa praia qualquer

Texto Erótico|M18

No quarto de hotel as coisas aqueceram, começou por me beijar a boca. Sugava os meu lábios, a minha língua… A boca dele preenchia a minha por completo. Estava um dia maravilhoso de praia, mas nos só queríamos acabar o que a tanto desejávamos. Ele foi deslizando com a boca para o meu pescoço e descendo para o meu peito. Puxou-me a camisola por cima da cabeça. Deslizou as suas mãos para dentro das copas do meu sutiã e endurecendo com o seu toque os meus mamilos, continuava por me beijar pelo peito fora. Senti um leve sopro e depois um sugar no mamilo direito. Aquilo me deixava louca de tesão. Tive de me deitar.

Já em cima da cama, puxou de uma vez os calções e o fato de banho. “Humm…”, dizia ele. Antes de se abocanhar entre as minhas pernas. Lambeu, sugou, soprou e penetrou-me com os dedos vezes sem conta. Já tinha perdido a conta dos meus orgasmos quando o seu telemóvel tocou. “Tenho de atender”, desculpou-se ele antes de se levantar e sair do quarto.

Ali estendida e exposta comecei por me sentir mal. Mal conhecia aquele homem, mas tinha tido mais prazer do que com qualquer outro antes. Ele entrou e disse-me que teria de ir me embora. Fiquei parva a olhar para ele. Ainda agora estava ele a lamber-me e agora mandava-me embora? Foi ai que veio a explicação chocante dele. “A minha namorada esta a chegar. Ela não te pode ver.” Em choque com o que tinha acabado de ouvir, levantei-me e vesti-me o mais rápido que pude. Estava a sair porta fora quando ele me puxou e me beijou uma ultima vez. “”Adorei e quero repetir.” Foram essas as ultimas palavras dele antes de eu sair.

Mas será que eu vou querer repetir? Ele namora… Mas eu adorei estar com ele. Bem, veremos como corem o resto das férias.

Peregrinus #69Letras

Fotógrafo: Helder Mendes Photography

Modelo: Sarah Schwarzenbach