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Nós também gostamos disso…

“Tarado!”

Ultimamente só recebo elogios destes. Sim elogios, leste bem pois eu considero que quando o fazem é sempre com um sorriso safado nos lábios. E confesso que me aproximo muito desse registo de safadeza mas sempre com a subtileza que me é característica.

E tu, Mulher, Tu gostas disso, não é? Tu, mulher madura e segura das tuas decisões, deusa de vontades e musa de desejos. Sabes, entendo que não queiras uma pessoa de baixo autoestima, que te olhe como um bicho-de-sete-cabeças, alguém que não sabe quando estás triste ou mesmo com vontade e desejo sexual, entendo que queiras ser apreciada com delicadeza e glamour como um prato gourmet daqueles servidos nos restaurantes de Estrelas Michelin, mas ao mesmo tempo queres ser devorada com toda a vontade e de forma voraz como quem come um naco de entrecosto com as mãos.
Entendo que te queiras sentir amada, bem cuidada e compreendida, queres ouvir um “Bom dia Princesa” pela manhã, um “Amo-te” ao almoço e um “És tão linda” ao deitar (não necessariamente nesta ordem cronológica), entendo que tens dias em que só te apetece ficar no sofá enrolada no teu homem, como de repente o seu simples respirar te incomoda, entendo que nem sempre te apetece sair de casa como de repente já só queres sair com as tuas amigas. Eu entendo isso tudo, assim como a maioria dos homens, mas (há sempre o mas) nós também gostamos disso.
Man have feelings.
E não somos todos farinha do mesmo saco, nem temos todos os mesmos gostos.

E que tem a minha taradice a ver com isto tudo? Tem tudo e nada!

Tu que me vês como um homem desejável, sempre com apetites vorazes e vontades teimosas, tenho os meus momentos de desejo como de repente bate aqui aquela vontade de me sentir abraçado e mimado. Também gosto de sentir a reciprocidade nas palavras e nos gestos da mulher quando eu a provoco, e como gosto de ficar a olhar nos olhos a ouvir o que ela tem para me dizer, ou simplesmente ficar ali no silêncio dos nossos sorrisos.

A cada dia que passa tenho mais dificuldade em encontrar alguém com quem consiga baixar as defesas e ser todo este ser de meiguice e carinho, de desejo amoroso e carnal ao mesmo tempo.
“Tens que confiar”.
Tenho, eu sei, mas não encontro aquelas mulheres autênticas, aquelas de verdade com quem eu me entregaria sem receio… e sabem porquê que não encontro? Porque essas mulheres andam como eu, receosas e escondidas daqueles que se aproveitam da boa vontade e do bom coração, daqueles chupadores de amor, cheios de egoísmo e narcisismo, sedentos por atenção e de baixo autoestima. É desses que fogem, não é? Assim como as mulheres, eu fujo das pessoas dessa “categoria” mas lá pelo meio aparecem umas lobas disfarçadas de cordeiros que me vão deixando ainda mais de alerta. Amar é cada vez mais uma ato de coragem e não tão natural como deveria ser. A falta de Amor provoca um efeito bola de neve e arrasta-nos cada vez mais para baixo, deixando-nos desmotivados e sem forças para nos erguer, e é por isso mesmo que temos que tomar a decisão correta com a pessoa certa, seja ela abrir nosso coração e aceitar essa pessoa ou então saber dizer não para não continuar a sofrer e a tratar mal o nosso intimo… se correr mal só temos que ter a coragem e força para levantar, guardar a experiência adquirida e começar de novo, entregando-nos à pessoa que estiver connosco.

© O Vizinho 2017 @69letras

Alguém na minha condição

Não adianta, não vale a pena! Não consigo f@der sem fazer amor!

Meu alter ego bem me guia para constantes engates, divertimentos one nigth stand mas meu corpo nega, meu Eu racional abana comigo e diz-me de forma subtil que não é disso que eu preciso.
De que vale uma lap dance quando o que eu preciso é de cafuné?
De que me vale uma noite de copos e folia quando o que eu quero mesmo é o sofá e Netflix com ela?
De que me vale despir o corpo quando não consigo despir a alma?
Nem todos sabem Amar e muito menos sabem f@der. Numa conversa saiu-me uma frase que agora uso:

“F@der é fastfood, fazer amor f@dendo é gourmet!”

Nunca esta expressão fez tanto sentido! Nunca na vida pensei em concordar tanto comigo!
É qual a causa disto tudo?
O que está por detrás deste dilema que me atormenta de uma forma tão subtil mas causa estragos tão grandes?
Ela. Aquela. Tu.

E esta cabeça de burro pensa de mais, age de menos e congela, não faz o que devia fazer.

Talvez por medo de mexer nos confins do meu coração e da minha mente… Ou medo de mexer com os dela, sabendo eu da sua condição. Estes receios levam-me a Friedrich Nietzsche, neste pensamento adaptado.
“Sou demasiado orgulhoso para acreditar que uma mulher me ame: seria supor que ela sabe quem sou eu. Também não acredito que possa amar alguém: pressuporia que eu achasse uma mulher da minha condição.

© O Vizinho 2017 #69letras

Exteriorizações da memória

Confesso que precisei de saber. Precisei de saber se realmente valeria a pena esperar e lutar por ti.
Não foi fácil estar horas deitado no sofá a ouvir aquelas memoriosas músicas do VH1 que me lembravam o quanto inocente e ignorante era eu na Arte da Sedução (sim, seduzir é uma arte, resistir faz parte) e saber que por muitas “cantadas” ou tentativas do tal café não foram suficientes para te convencer a estar mais 15 minutos comigo. Todas as minhas certezas de que afinal eu já saberia seduzir uma mulher caem por terra, desabou aquela máscara confiante e segura de mim. Tu, com ou sem intenção, com ou sem consciência, diminuirias este homem num “gajo” qualquer, criatura esta que nem há pouco bastavam umas palavras para conquistar a atenção da plateia, ou parte dela (é assim que se começa rapazes) e conquistava meio mundo, e que naquele momento nem a ele próprio se convenceu que era capaz de seduzir uma mulher.

Valeria eu a pena para ti? Seria eu o suficiente para ti? Seria eu o ideal para ti? Ou então, serias tu tudo isto para mim? Seriamos apenas uma ilusão, um sonho acordado alimentado pelas tesões partilhadas, ou mesmo única e exclusivamente uma pequena história que acabou no momento que começou?
Eram dúvidas que me atormentavam e não me deixavam avançar sem ter a certeza que nós valeríamos a pena…

Sabes, tudo em cima se tornou obsoleto, deixou de fazer sentido. Agradeço-te por me teres permitido te conhecer, e saber que afinal ainda sei fazer alguém feliz e preenchida. Sabes, ela reapareceu, voltou com aquele sorriso que me encanta e me deixa babado, basta um palavra para me derreter e me deixar com cara de parvo. Quando passas pela vida de alguém deixas sempre rasto e marcas, tu simplesmente não és passageiro. Algo teu fica sempre, nem que seja para preencher temporariamente para que no final ficar o definitivo, nem que seja um definitivo temporário…

© O Vizinho 2017 #69letras

Hoje sonhei contigo…

Good morning My Lady.

Hoje acordei contigo no pensamento e no corpo também. Sonhei contigo. Sei que não te pedi permissão mas sendo eu um rebelde ninguém manda no meu subconsciente.
E que sonho!

Sonhei com esse teu tímido sorriso de lábios rosados que eu tanto gosto, com a mordida provocante e com as covinhas nessas bochechas rosadinhas.

Sonhei com os teus cabelos selvagens e ondulantes pela brisa do mar como que um conjunto de felinos belos e magníficos se tratassem.

Sonhei com os teus olhos, profundos e misteriosos, onde a perdição é um simples estado de espírito.

Sonhei com o teu cheiro… Ah.. Aroma fresco e frutado, como se uma mistura de néctar dos Deuses se tratasse, entrou narinas e de tão delicioso e estonteante senti-me a voar com esse soberbo aroma.

Sonhei com toque da tua pele. Oh, tão macia e quente, reativa ao meu toque.

Sonhei com o teu abraço e com o teu beijo. Haverá algo mais puro e apaixonado que um beijo cheio de intensidade e vontade? Abraço apertado com as mãos a circular as costas, subindo os braços e segurando na cara. A respiração intensa, o arfar profundo e os olhares pedindo sempre mais, deixando a promessa no ar que o próximo será ainda melhor.

Sonhei que fazíamos amor ao Luar, na foz do rio junto ao Rochedo dos Amantes. Melhor sitio não poderíamos ter encontrado. Ali, tu foste minha e eu fui teu. Ali consumamos a nossa tesão e desejo acumulado, as nossas vontades bem pendentes deste o primeira dia em que nos vimos.

Sabes, meu corpo deve ter reagido ao sonho pois acordei cansado mas com a mente a sorrir. Tenho a certeza que sonhei com uma infinidade de coisas que acordado imaginei que te faria, com a certeza que desta vez terá sido mais prazeroso tendo em conta que acordei cansado… Sim, não é a primeira vez que sonho contigo, apenas considero que só te devo descrever este, ficando os restantes para mim. Quem sabe um dia não te demonstre como foram?

© O Vizinho 2017 #69letras

Quando os meus olhos se fecham….

Quando a noite cai e os meus olhos se fecham, vejo-te a correr livremente pelo meu pensamento, de cabelo solto ao vento, feliz como as chitas de Shamwari.
Vagueias em mim de pés descalços, de seios despidos, de sorriso rasgado e com o sol a clarear esse teu corpo de menina feito mulher.
Teimas em chapinar nas poças das minhas ilusões, baralhas-me a razão e excitas-me com o teu perfume de flores silvestres e águas bravas de Niagara.
Sinto-me teu, tão teu, que chego a tocar o teu corpo imaginado, a beber dos teus seios, a morder a tua vulva selvagem.
Perco-me nos teus cabelos. Agarro-os com força, quase tanta quanta a força que abuso do teu quadril.
Beijo-te o ventre, deslizo a minha língua descontrolada pelo teu corpo, acaricio-te o rosto, sorris, para por fim beber do mel que jorra de ti.
Sou teu, sabias?
#PSassetti 26.06.2017
#69Letras

Eu, tu e uma dúzia de gaivotas…

Deslizo os meus dedos macios pela tua pele eriçada, como que numa dança de cereais maduros nos longos campos livres da Califórnia do Sul, à mercê do vento e com sabor a maresia. Aprecio o teu tremor.  Demoro-me.
Dedilho calmamente o teu dorso como numa valsa de Viena, sem pressas, e empenho-me na descoberta incessante do estimulo dos teus sentidos.
Perco-me livremente pelos teus sinais, deixo-me conduzir por eles, percorro-te sem destino.
Provo dos teus lábios molhados de sal em beijos demorados com sabor a pecado e a ternura, enquanto que afago o teu cabelo contra o meu peito.
Ao longe, o sol demora a esconder-se. A praia está deserta, estamos apenas nós a contemplar o momento, abraçados, longe de tudo, com o coração cheio de emoção e mais uma dúzia de gaivotas.
Os nossos corpos abraçam-se, entrelaçam-se, fundem-se. Penetro-te, sinto-me a deslizar calmamente pela tua vulva que me chama. Contorces-te. Aconchego-te. Percorro o teu pescoço sem pressas com o meu arfar quente, já agitado. Suspiras, soltas um gemido mais forte, afugentas as gaivotas. Despertas em mim o meu lado secreto, adormecido. Sinto-me empolgado. Sinto-me teu, neste fim de tarde, onde abraçados a ver o pôrdo sol, quiseste ser minha.

Deixa-me contar-te uma história sobre o tempo…

Texto Erótico|M18

Foram dezoito minutos desde o momento em que te encostaste a mim, até que acabou. Dezoito eternos minutos…
Costumam ser seis.

Assim que me deitei, como em qualquer outra noite, encostaste-te a mim, desviaste o meu cabelo que te atrapalhava e beijaste-me o ombro…
Com o teu roçar no meu corpo, eu já sabia o que viria a seguir.
Como todas as noites em que me deito e ainda estás acordado. Porque todas as noites são iguais…
A tua mão que desliza pela minha coxa, que me puxa a roupa para baixo. Puxas-me para ti.
Notas o meu desinteresse e tentando captar o meu desejo, desces a tua boca até ao tesouro do qual te julgas dono e senhor…
Fecho os olhos…
Penso em tudo menos em ti, penso em tudo menos em s3xo.

Caramba, devia ter ligado para desmarcar a consulta de amanhã esqueci-me! Concentra-te.

Abro e fecho os olhos mais uma vez. Sinto a tua língua…
De repente a conversa com uma conhecida a propósito das crianças e as alergias irrompe pelo meu pensamento e volto a abrir os olhos.

Tenta-te concentrar! Não é este o momento… Pensa nisso depois!

A tua língua continua empenhada em fazer-me vir e eu gemo… É o mínimo que posso fazer para dar um sinal a ti que ainda estou “viva”.
Fecho os olhos e recorro ao arquivo…
Aquele. Sim, aquele! Pensa nele agora, imagina que é ele. Aquele, daquela aventura que te fazia encharcar as cuecas só de te sussurrar ao ouvido… Sim, esse!
Não. Não funciona. Esse tinha um toque diferente, uma língua que não se mexia assim, tinha umas mãos que percorriam o teu corpo à medida que te comia fervorosamente…
Inventa, disfarça, finge… Ahhhh!
Com a excitação, nem percebeu.

“Já te vieste?”

Respondo que sim, respirando mais rapidamente para dar essa sensação.
Viras-me de costas para ti, penetras-me. Uma, duas, três, quatro vezes. Gozas. Acabou.
Fumas o teu cigarro à janela da casa de banho, eu fumo o meu, no terraço, embrulhada na 1a peça de roupa que encontro minha…
Como todas as noites, deitas-te e dormes.
Eu fico um pouco mais, acordada. Fumo outro e outro cigarro.
Agora sim, o “outro”, “aquele” vem-me ao pensamento…
Com ele as noites eram infinitas.
Mas essa é outra história…
E para essa história, eu precisaria bem mais do que dezoito minutos…

QueenP