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Como nunca

Mostra-me o que nunca vi.

Olha-me como nunca me olhaste.

Escreve-me a carta que nunca li.

Beija-me como nunca me beijaste.

Sorri como eu sorrio para ti.

Toca-me como nunca me tocaste.

Sente-me como nunca te senti.

Sonha comigo como nunca sonhaste.

Faz-me viver como nunca vivi.

Ama-me como nunca me amaste.

© Fox 2017 #69Letras

Pára!

Pára.

Olha para mim

E diz que me amas.

Não olhes para trás

Enquanto a chamas.

Pára.

Pega-me na mão

Leva-me numa viagem celestial.

Não pegues na mão dela

Nem a leves numa viagem angelical.

Pára.

Ouve o que te digo

E perceberás.

Não oiças o que ela diz

E feliz serás.

Pára.

Diz a verdade

Diz que comigo a vida é bela.

Não digas mentiras

E que precisas dela.

Pára.

Pensa em mim

E nos bons momentos.

Não penses nela

Nem nos seus sentimentos.

Pára.

Sorri para mim

Ilumina-me o coração.

Não sorrias para ela

Destruindo a paixão.

Pára.

Lê o que escrevo

E tudo mudará.

Não leias o que ela escreve

Pois só mentiras verás.

Pára.

Lembra-te do meu toque

E de como te aconchega.

Não te lembres do seu toque

Nem da sua incerteza.

Pára.

Vem abraçar-me com força

Deixa-me sentir o teu coração.

Não aceites o abraço dela

Pois é só uma ilusão.

Pára.

Dá-me a certeza

Da tua paixão por mim.

Não mates a esperança

Não olhes para ela assim.

© Fox 2017 #69Letras

Pequenos gestos

Aparece.

Quero ver o teu ser.

Olha.

Quero perder-me no teu olhar.

Sorri.

Quero sonhar com os teus lábios.

Aproxima-te.

Quero estremecer com a tua presença.

Toca.

Quero arrepiar-me com a tua pele.

Respira.

Quero a certeza de que sentes.

Beija.

Quero provar o teu sabor.

Abraça.

Quero arder no teu calor.

Fala.

Quero ouvir a tua melodia.

Promete.

Quero ter-te para sempre.

Sente.

Quero sentir o teu coração.

Ama.

Quero viver o teu amor.

© Fox 2017 #69Letras

Perto ou Longe…?

Tão perto e tão longe

À distância de um toque,

De um sorriso,

De um olhar,

De uma palavra,

De uns metros,

De um telefonema,

De uma cidade,

De um oceano,

De uma estrela,

À distância de um mundo.

O teu beijo nos meus lábios,

O teu toque na minha pele,

O teu cheiro na minha roupa,

O teu sorriso no meu olhar,

O teu olhar na minha mente,

A tua voz no meu ouvido,

O teu reflexo em mim.

O teu reflexo num espelho quebrado,

A tua voz num eco solitário,

O teu olhar noutro lugar,

O teu sorriso nas estrelas,

O teu cheiro na brisa suave,

O teu toque em cada gota de chuva,

O teu beijo perdido no ar.

Tão fácil de encontrar,

Tão difícil de ter.

Tão fácil de sorrir,

Tão difícil de falar,

Tão fácil de amar,

Tão difícil de esquecer.

Tão perto do meu coração,

Tão longe do meu ser.


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Deixa-me contar-te uma história sobre o tempo…

Texto Erótico|M18

Foram dezoito minutos desde o momento em que te encostaste a mim, até que acabou. Dezoito eternos minutos…
Costumam ser seis.

Assim que me deitei, como em qualquer outra noite, encostaste-te a mim, desviaste o meu cabelo que te atrapalhava e beijaste-me o ombro…
Com o teu roçar no meu corpo, eu já sabia o que viria a seguir.
Como todas as noites em que me deito e ainda estás acordado. Porque todas as noites são iguais…
A tua mão que desliza pela minha coxa, que me puxa a roupa para baixo. Puxas-me para ti.
Notas o meu desinteresse e tentando captar o meu desejo, desces a tua boca até ao tesouro do qual te julgas dono e senhor…
Fecho os olhos…
Penso em tudo menos em ti, penso em tudo menos em s3xo.

Caramba, devia ter ligado para desmarcar a consulta de amanhã esqueci-me! Concentra-te.

Abro e fecho os olhos mais uma vez. Sinto a tua língua…
De repente a conversa com uma conhecida a propósito das crianças e as alergias irrompe pelo meu pensamento e volto a abrir os olhos.

Tenta-te concentrar! Não é este o momento… Pensa nisso depois!

A tua língua continua empenhada em fazer-me vir e eu gemo… É o mínimo que posso fazer para dar um sinal a ti que ainda estou “viva”.
Fecho os olhos e recorro ao arquivo…
Aquele. Sim, aquele! Pensa nele agora, imagina que é ele. Aquele, daquela aventura que te fazia encharcar as cuecas só de te sussurrar ao ouvido… Sim, esse!
Não. Não funciona. Esse tinha um toque diferente, uma língua que não se mexia assim, tinha umas mãos que percorriam o teu corpo à medida que te comia fervorosamente…
Inventa, disfarça, finge… Ahhhh!
Com a excitação, nem percebeu.

“Já te vieste?”

Respondo que sim, respirando mais rapidamente para dar essa sensação.
Viras-me de costas para ti, penetras-me. Uma, duas, três, quatro vezes. Gozas. Acabou.
Fumas o teu cigarro à janela da casa de banho, eu fumo o meu, no terraço, embrulhada na 1a peça de roupa que encontro minha…
Como todas as noites, deitas-te e dormes.
Eu fico um pouco mais, acordada. Fumo outro e outro cigarro.
Agora sim, o “outro”, “aquele” vem-me ao pensamento…
Com ele as noites eram infinitas.
Mas essa é outra história…
E para essa história, eu precisaria bem mais do que dezoito minutos…

QueenP

Cair no cliche de uma rosa

Não sou de bombons e ramos de flores caríssimos naquelas datas dadas aos clichés normais mas…

Apeteceu-me! Vi alguém com uma rosa na mão e cobicei! AHHH Que pessoa horrível que sou, já sei! Mas assumo a minha pequenez ao sucumbir a tais normalidades.

A vulgaridade de uma simples flor, meio despida e ausente de ligação à terra.  Límpida. No entanto tão crua e dura, parece ainda conectada à origem silvestre.

Apetecia-me recebê-la, abraçá-la numa partilha de sentimentos, de igual modo, repleta de clichés também. Mas não…

Não me pertence. Não sou eu. Inadequado. E afinal do que sou?

Se não sou de clichés ou de vulgaridades, tudo dentro das normalidades, que raio sou?

Serei de palavras desenhadas no vento, que depressa se apagam, na esperança que o tempo não as abafe?

©Miss Steel 69Letras 2017

Sinto-me teu

Sabes,
Gosto de sentir a tua boca na minha naqueles fins de tarde esquecidos à beira mar,
naqueles em que o sal se crava sem aviso na nossa pele e torna os nossos beijos quentes e salgados.

Continuar a lerSinto-me teu