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Ilumino-te. Apagas-me. Acendo-me e roubas a luz.

O único pecado que existe é não estares ao meu alcance, como poderei eu saciar-me se não te tenho aqui onde és preciso?
Preciso-te para que me preenchas com os teus pedaços de homem trágico. Luz todos a temos, mas quantos de nós entram no quarto escuro da alma em que habitamos? E desses quantos, quantos são os que o partilham ou se deixam visitar? Adoro-te por isto! Pela porta que me abres, onde rompo por ti a dentro e instalo-me na noite sem estrelas onde resides, bruto, liberto, nessa mártir que me seduz onde alberga a minha luz. Continuar a lerIlumino-te. Apagas-me. Acendo-me e roubas a luz.

Como é possível a tua noite, ser o meu dia!

Quando me deixaste achando que o que tínhamos era passageiro não te lembraste que me estarias a despedaçar, a fazer recolher-me para a concha que nem queria ter saído… mas saí, por ti quis ser brava e amar de forma destemida, sem passados ou merdas a atormentar… mas foste.

Abandonaste-me e fiquei como se a pele me tivesse sido arrancada e por mais que me vestisse ( e acredita que me vesti muitas vezes) nada nem ninguém me cobriu como tu.
Sei lá eu o que é ter o sol dentro de mim, só o frio restou…
O meu emotivo olhar foi substituído por gelo, nunca mais vi ou alcancei, trespassei tudo o que se pusesse à minha frente talvez tentando ver se te avistava!
Meu corpo nunca identificou as diferentes peles que o cobriram, do algodão sintético à caxemira, meu toque não distinguiu nada em que tocou. Simplesmente foram corpos em atrito, tentativas furtivas tentando encontrar a pele que me roubaste mas acabei por descobrir que mesmo percorrendo todas as lojas do mundo apenas tu, tens o modelo que me veste. Tu sim tens a vida que sinto falta.

Porra! Não podias simplesmente ter ido e deixar-me de fora?

Doeu tanto… ainda dói. Fez frio… ainda faz! Mas…!
Não quero mais aquele inverno rigoroso, atravessar aquela frente de tempestade, foi devastador ainda ando a colher os pedaços espalhados a pouco a pouco…!


Como é possível
a tua noite,
ser o meu dia! A vida?

 © 👠Cátia Teixeira, Vizinha 69 Letras 2016

Com a Lilith não se brinca

M18/Texto erótico

-Dona Lilith, importa-se de chegar ao meu escritório.

-Sim.

Após a nossa sessão de sexo no carro as coisas voltaram à normalidade. Quer dizer pelo menos para mim. Os olhares intensos e faltas de concentração do chefe são constantes mas não mexem comigo absolutamente. Nem mesmo um toque indiscreto nas minhas costas no elevador, cujo o qual ele percebeu de imediato pelo meu olhar frio de desaprovação que não tinha minha autorização para tal.

-Dona Lilith, terei de ir a Nova Iorque fechar o negócio mas daria-me imenso prazer se me acompanhasse.

-Se é prazer então não necessita da minha presença.

-Queer dizer… eu necessito da sua companhia por uma questão profissional… só isso!

-Caso assim seja, posso lhe organizar companhia profissional durante a sua estadia em Nova Iorque, senhor.

-Bolas Lilith eu quero a si! Aquela tarde não me sai da cabeça! Eu quero que você me fod@ daquela maneira outra vez, percebeu?

-Perfeitamente! Mas não é você que tem de querer!

E para que não haja mesmo dúvidas, encosto-me o suficiente para me roçar no seu corpo saudoso do meu chegando-me ao seu ouvido.

-Lá fora sou eu quem quer, pode e manda brincar.

Viro costas a um homem frustrado. Desiludido por não conseguir o que queria. Um sorriso escapa-se-me de satisfação perante seu azar. 

Ele volta de Nova Iorque derrotado pela ausência da sua deusa. Mas ele não sabe que o espero na escadaria de sua casa. Os vidros partidos espalhados pelos degraus denunciam a minha nada pacifica entrada.

-Lilith! Credo, o que se passou? Você entrou …mas como?

-Pouco barulho! Despe-te e vem ter comigo ao quarto!

Apressa-se a largar malas e despir-se para me seguir até ao quarto.

Páro de frente ao quarto e olho para ele com um ar severo.

-Perdão minha senhora!

Abre-me a porta de olhar cabisbaixo.

-Ninguém te mandou andar pois não? Rasteja até à cama e põe-te de joelhos.

-Nada me dá mais prazer do que obedecer-te a tudo mas seria possível um dia termos uma relação normal?

-Hummm, normal! Claro. Querido conta-me sobre a tua viagem enquanto chupas o meu dedo do pé e me massajas os pés!

Não consigo falar assim…

-Exato! Também não te quero ouvir. Só te quero fod3r. 

Com toda a dedicação massaja-me os pés enquanto alternadamente vai-me chupando os dedos grandes. Sinto-me relaxada e vou apreciando seu corpo nu que me adora.

-Pára e deita-te na cama de barriga para cima.

Acendo uma das velas e enquanto espero que se derreta um pouco vou-me despindo. Lentamente.

Reparo como ele não consegue disfarçar o estado de excitação. Deseja tanto me possuir como precisa de ar para respirar.

Subo para cima da cama e fico de pé à cabeceira com a cabeça dele entre os meus pés. Com o meu soutien prendo-lhe as mãos. Abro-me o suficiente para ele apreciar tanto o que deseja.

-Quero-te tanto! És linda!

-E tu falas demasiado para escravo! Quero-te calado nem que estejas para morrer!

Que nem um cachorrinho obedece. Vou-me tocando pois excita-me ver sua devoção. Subo para cima da sua barriga. Com a ponta dos dedos dos pés, vou brincando com o seu sexo. A dor do silêncio estampada no seu rosto formiga-me a tesão.

-Sobe com a língua  pelas minhas pernas acima.

Sento-me na sua cara para ele com a sua língua me lubrificar. Sabe-me tão bem. Ele sabe como lamber e chupar o sexo da sua deusa. Vou-me deliciando, gemendo entre o vai e vem do meu corpo de encontro à sua língua devota ao meu prazer.

Pego na vela de parafina, olho para ele enquanto me vou ajeitando em cima do seu sexo, e vou despejando lentamente num dos seus braços atados à cama.

Sinto seu corpo tremer facilitando a penetração. Seu sexo dentro de mim, seu olhar de dor e submissão às minhas vontades e toda eu à beira de um orgasmo que não vou conseguir aguentar por muito tempo.

Mantém-se calado, sofrendo em silêncio mas é pura satisfação que leio nos seus olhos.

Despejo um pouco mais de cera enquanto me afundo mais nele. Não aguento muito mais, sabe bem demais.

Apago a vela e cavalgo seu sexo com ganas de o partir ao meio.

Um orgasmo simultâneo gritado por ele e bem suado por mim. Descarga de adrenalina que se apodera dos nossos corpos fez-nos reféns numa ligação de tortura e prazer.

Cansada saio de cima dele. Dirijo-me à sua casa de banho para tomar um duche rápido.

Por momentos até me esqueço da vitima que deixei para trás amarrado à cama.

Já depois de vestida admiro sua lealdade. Permaneceu calado e ansioso pelas novas ordens minhas.

-Muito bem. Portas-te à altura. Por isso vou-te dar um mimo.

Seu olhar equipara-se ao de uma criança perante um brinquedo novo.

Inclino-me e dou-lhe um beijo enquanto o liberto do meu soutien que o prendia à cama.

Nosso beijo quase que ro4ava na paixão, não fosse eu trincar o seu lábio inferior.

Viro costas e saio. Sim, deixo um pouco de destruição atrás de mim mas sinto-me satisfeita… por agora.

©Lilith 69Letras  2017

 

 

 

 

 

 

Pai de Minha Mãe

“Mãe mãe mãe!!”
Bem chamo por ti mas tu não respondes, nada dizes… Preciso de ti e tu não estás aqui…
Nem sempre foi assim. Sempre que precisei de ti estiveste lá para me acudir e me dar mimos. Mas agora a história é outra. Quem precisa és tu, quem necessita de cuidados és minha Querida e Adorada Mãe! Se soubesses o quanto me dói ter que te lavar, preparar a tua refeição e dar-te de beber…
Chegou a minha vez, não é Vida? “Filho és, Pai serás!” sempre me disse meu Pai.
Mãe, neste dia de celebração deveríamos estar num restaurante todo fino e elegante mas preferimos ficar no teu quarto, tu na cama e eu na poltrona e desta forma celebramos o teu dia, o dia da Mãe.
Mas para nós é isto todos os dias…
Feliz dia Mãe mulher da minha vida…

© O Vizinho 2017 #69Letras

De férias mas perto do teu corpo

Texto Erótico|M18

Estamos de férias, finalmente.
Escolhemos Varadero. Clima quente, as melhores praias, ideal para relaxar depois de um ano inteiro de trabalho.
Estamos casados à 2 anos, dois Touros, dois teimosos mas muito apaixonados. Desde o primeiro momento que nos conhecemos que nunca mais desgrudamos, não saberia viver sem ti.
Chegamos ao hotel, pousamos as malas e fomos a correr como dois adolescentes para a praia… é fantástica, e como era de esperar, areia branca, mar azul turquesa, música cubana invade o ar, cheira a verão e estou neste paraíso com o meu amor.
Tu corres para o mar, deitas a t-shirt para o chão e entras a mergulhar. Eu sento-me numa das espreguiçadeiras a observar-te ainda a captar tudo o que me rodeia.
Estou feliz… sou uma mulher de sorte, e tu estás lindo nessa tua pele morena, corpo magro ligeiramente musculado, estou a adorar a vista!
Apercebes-te que te olho com safadeza e desafias-me a entrar na água.
Vou ao teu encontro, a água está quente como era de esperar… Tu estendes a mão para mim e olhas-me nos olhos, esses olhos pequenos cheios de ternura, que ficam ainda mais verdes quando estás moreno.
Puxas-me para ti e beijas-me com intensidade… ahhh! Esses lábios carnudos como adoro.
Envolves-me num beijo demorado sugando-me os lábios…  Fiquei acesa só com o beijo e apercebo-me da erecção visível nos teus calções. Esse pau já chama por mim. Agarro-o dentro dos teus calções e ponho o para fora, adoro vê-lo, é enorme, viril. Começo a masturbar-te, estamos com a água pela cintura, tem pouca gente na praia estamos em Setembro e já não tem tantos turistas.
Tu puxas a parte de cima do bikini para baixo, queres os meus seios, estão arrepiados para ti, pegas-me no ar e pões-me no teu colo, com as minhas pernas abraço a tua cintura, chupas os meus seios um de cada vez e mordes, tu sabes o que eu gosto, sabes como me fazer gemer.
Beijas-me sem parar.
De repente apercebemo-nos de alguma agitação à nossa volta e gritos vindos da praia… olhamos para ver o que se passava, vinha aí tempestade, ficou o céu negro de repente, chuva e vento vinham na nossa direção, as pessoas fugiam do temporal com receio… Tolas…
Eu quero aproveitar tudo, até este temporal, duas tempestades no meio da água… fiquei ainda mais exitada pela situação toda… não podemos parar, e sem demoras puxas a minha cueca do bikini para o lado e entras em mim… começas as tuas investidas fortes, ahhh! como adoro senti-las! Agarras o meu rabo e ficam ainda mais fortes enquanto mordes o meu seio…
Eu cravo as unhas nas tuas costas e gozamos em uníssono, foi sempre uma das nossas características e é maravilhoso sentir o teu pau a jorrar dentro de mim enquanto a minha vagina se contrai em torno dele ordenhando tudo para mim.

Ficamos assim parados a olhar nos olhos, “dizemos tantas coisas assim, não é? ”
No meio daquela tormenta o que acaba de acontecer foi fenomenal, ficando uma sensação de plenitude dentro de nós… Sempre foi uma das minhas fantasias e talvez por isso tenha sido tão bom.
Voltamos para o quarto sem pressas de mãos dadas no meio daquela chuva toda.
Entramos, tu abraças-me e dizes-me “Amo-te mais que tudo nesta vida… ”
Adoro quando me olhas assim.
“És tudo para mim, meu mundo, Amo-te”

Nefertiti 

Lágrimas

Percorro o beco mal iluminado, fazendo me lembrar onde outrora fui feliz.
Onde a minha infância era inocente, sem preocupações.
Só ali fui feliz.
Mas os retornos a casa eram um castigo, a vida que me deram e levei, não foram das melhores.
Pais ausentes, educação de rua, dos vizinhos.
Aprendi cedo o que era suportar o mundo nos ombros.
Tornei-me uma pessoa amargurada, fria, sem amor.
Amor, o que era isso??
Senti na pele e no corpo, tudo o que sou hoje.
Tornei-me num muro inpenetrável, nada nem ninguem me poderia atingir.
Mas a vida traz-nos muitas surpresas, agradáveis ou com dissabores. Bem o sei…
A reviravolta que a vida me deu, não estava a preve-la. Alguém se colocou no meu caminho, fez-me sentir, fez o meu corpo e mente abalar.
Aos poucos, o muro que tinha construido, foi derrubado e preenchido com carinho, com amor. Sim soube o que era amar.
Ao fim de muitos anos, senti as lágrimas correrem pelo meu rosto.
Lágrimas negras de dor e felicidade.
Dum passado sofrido e dum presente radioso, que nunca pensei poder merece-lo.
©Lola 2017 #69Letras

Tentações laborais

Aquele teu primeiro dia de trabalho, nunca vou esquecer.

 Entraste no Gabinete de Desenho confiante e determinado, o que te tornou ainda mais sexy á primeira vista. Tinhas a barba por fazer, lábios cheios, porte alto e olhos doces. Lindo de morrer!

Sempre que nos olhávamos havia desejo, desde o primeiro momento te desejei, e senti o mesmo vindo de ti. Ficávamos cada um na sua pois estávamos em ambiente de trabalho.

Seguiram-se dias, meses em que trocávamos mensagens e provocações constantes, olhares de tesão de tirar o fôlego. Até que um dia a rumo de uma obra me incendias. Estávamos sozinhos, o resto da equipa ainda não tinha chegado ao local da obra. O cheiro do cimento, das tintas e da luz penetrante pelas portadas envolve o ambiente em bruto! Nesse clima tão hostil e puro sinto o teu olhar a brilhar, desejar e cheio de vontade. Agarras-me pelo cabelo, beijando-me com uma urgência, como se desde o primeiro dia estivesses a contar os segundos para o fazer. Agarrei-te nos teus cabelos e com um puxão trouxe-te para mais perto de mim.

Não nos largamos.

A tua língua envolve a minha com tesão e ternura… ahhhh, doce tentação, que misto de sensações… Não perdes tempo, abres caminho pelo meu vestido, puxas a tanga para o lado e sentes a minha excitação… Suspiras de satisfação enquanto me olhas nos olhos. Com todo o querer tiras-me o vestido deixando-o no chão. Afastas-te e demoras-te a observar o meu corpo, e vejo pelo ter olhar predador que gostas do que vês. A lingerie preta e os meus cabelos longos e negros emolduram o meu corpo, e do nada fazes aquele sorriso torto e safado que eu tanto adoro, enquanto desapertas a tua camisa e me revelas esse corpo delicioso, ligeiramente musculado de pele morena… És uma tentação!

Num movimento único e repentino voltas a mim, começando por explorar o meu pescoço com essa língua… ahhhh essa língua!! Com a tua mão exploras o meu sexo querendo e desejando o meu prazer, e não me dás tréguas… Como eu gosto!! Arrancas o meu sutiã e abocanhas o meu seio, obrigando-me a soltar um gemido enquanto me mordes sem piedade… E quando te ajoelhas e começas a saborear o meu sexo fico quase a atingir o êxtase pois tu sabes bem o que fazes. Estou tão perto e ansiosa que te agarro pelo cabelo com força e ponho a minha perna no teu ombro, “Agora quem manda sou eu” rodo as minhas ancas em direção a tua boca até explodir num orgasmo bem alto.

Com esse sorriso safado de quem ganhou um premio dás-me a provar o meu orgasmo num beijo bem delicioso e molhado, cheio de desejo.

Recebe o que dás… Agora quem quer explorar sou eu. Esse corpo de Deus Grego é agora meu. Beijo cada recanto da tua pele até chegar ao ponto que quero descobrir e que está gritantemente inchado nas tuas calças. Tiro-o para fora…”Oh! Tão belo e apetecível” Percorro o teu membro com o meu nariz, soubesses tu como adoro o teu cheiro de macho pronto para me possuir, o cheiro a tesão no ar é inebriante. Sou gulosa, ficas a saber, e sem parar rodo a minha língua no teu membro, e quando sinto que estás quase lá paro… ”Não! Não vais gozar já, tenho bons planos para ti”.

Ahhh esse sorriso tira-me novamente dos eixos! Salto para o teu colo e tu apanhas-me surpreendido com a minha vontade, movimentando-me ao ponto de me penetrar com fúria encostando-me na parede. Sinto o cimento em bruto a arranhar-me as costas mas não me importo, é bom demais sentir-te dentro de mim depois de tanto tempo a desejar-te.

Enquanto investes em mim com estocadas fortes e certeiras, mordes-me os mamilos que já há muito que estão inchados e pontudos para ti.

Ouvimos barulho, é o resto da equipa de trabalho a chegar, “Damn! Que mau timing” dizes. “Lamento minha querida mas agora não paro, está bom demais, não queremos parar.” As tuas investidas ficaram mais fortes, deliciosas, a minha vagina contrai com o meu orgasmo e traz o teu comigo. Temos um belo orgasmo em simultâneo, e gememos no ouvido um do outro para abafar os barulhos.

Vestimo-nos á pressa ainda a saborear o prazer do orgasmo e quase somos apanhados. Para além da roupa vestimos também a nossa melhor cara de sem vergonha e voltamos ao trabalho.

A brincadeira acabou… mas não será com certeza a última….

Nefertiti