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Alguém na minha condição

Não adianta, não vale a pena! Não consigo f@der sem fazer amor!

Meu alter ego bem me guia para constantes engates, divertimentos one nigth stand mas meu corpo nega, meu Eu racional abana comigo e diz-me de forma subtil que não é disso que eu preciso.
De que vale uma lap dance quando o que eu preciso é de cafuné?
De que me vale uma noite de copos e folia quando o que eu quero mesmo é o sofá e Netflix com ela?
De que me vale despir o corpo quando não consigo despir a alma?
Nem todos sabem Amar e muito menos sabem f@der. Numa conversa saiu-me uma frase que agora uso:

“F@der é fastfood, fazer amor f@dendo é gourmet!”

Nunca esta expressão fez tanto sentido! Nunca na vida pensei em concordar tanto comigo!
É qual a causa disto tudo?
O que está por detrás deste dilema que me atormenta de uma forma tão subtil mas causa estragos tão grandes?
Ela. Aquela. Tu.

E esta cabeça de burro pensa de mais, age de menos e congela, não faz o que devia fazer.

Talvez por medo de mexer nos confins do meu coração e da minha mente… Ou medo de mexer com os dela, sabendo eu da sua condição. Estes receios levam-me a Friedrich Nietzsche, neste pensamento adaptado.
“Sou demasiado orgulhoso para acreditar que uma mulher me ame: seria supor que ela sabe quem sou eu. Também não acredito que possa amar alguém: pressuporia que eu achasse uma mulher da minha condição.

© O Vizinho 2017 #69letras

Exteriorizações da memória

Confesso que precisei de saber. Precisei de saber se realmente valeria a pena esperar e lutar por ti.
Não foi fácil estar horas deitado no sofá a ouvir aquelas memoriosas músicas do VH1 que me lembravam o quanto inocente e ignorante era eu na Arte da Sedução (sim, seduzir é uma arte, resistir faz parte) e saber que por muitas “cantadas” ou tentativas do tal café não foram suficientes para te convencer a estar mais 15 minutos comigo. Todas as minhas certezas de que afinal eu já saberia seduzir uma mulher caem por terra, desabou aquela máscara confiante e segura de mim. Tu, com ou sem intenção, com ou sem consciência, diminuirias este homem num “gajo” qualquer, criatura esta que nem há pouco bastavam umas palavras para conquistar a atenção da plateia, ou parte dela (é assim que se começa rapazes) e conquistava meio mundo, e que naquele momento nem a ele próprio se convenceu que era capaz de seduzir uma mulher.

Valeria eu a pena para ti? Seria eu o suficiente para ti? Seria eu o ideal para ti? Ou então, serias tu tudo isto para mim? Seriamos apenas uma ilusão, um sonho acordado alimentado pelas tesões partilhadas, ou mesmo única e exclusivamente uma pequena história que acabou no momento que começou?
Eram dúvidas que me atormentavam e não me deixavam avançar sem ter a certeza que nós valeríamos a pena…

Sabes, tudo em cima se tornou obsoleto, deixou de fazer sentido. Agradeço-te por me teres permitido te conhecer, e saber que afinal ainda sei fazer alguém feliz e preenchida. Sabes, ela reapareceu, voltou com aquele sorriso que me encanta e me deixa babado, basta um palavra para me derreter e me deixar com cara de parvo. Quando passas pela vida de alguém deixas sempre rasto e marcas, tu simplesmente não és passageiro. Algo teu fica sempre, nem que seja para preencher temporariamente para que no final ficar o definitivo, nem que seja um definitivo temporário…

© O Vizinho 2017 #69letras

Hoje sonhei contigo…

Good morning My Lady.

Hoje acordei contigo no pensamento e no corpo também. Sonhei contigo. Sei que não te pedi permissão mas sendo eu um rebelde ninguém manda no meu subconsciente.
E que sonho!

Sonhei com esse teu tímido sorriso de lábios rosados que eu tanto gosto, com a mordida provocante e com as covinhas nessas bochechas rosadinhas.

Sonhei com os teus cabelos selvagens e ondulantes pela brisa do mar como que um conjunto de felinos belos e magníficos se tratassem.

Sonhei com os teus olhos, profundos e misteriosos, onde a perdição é um simples estado de espírito.

Sonhei com o teu cheiro… Ah.. Aroma fresco e frutado, como se uma mistura de néctar dos Deuses se tratasse, entrou narinas e de tão delicioso e estonteante senti-me a voar com esse soberbo aroma.

Sonhei com toque da tua pele. Oh, tão macia e quente, reativa ao meu toque.

Sonhei com o teu abraço e com o teu beijo. Haverá algo mais puro e apaixonado que um beijo cheio de intensidade e vontade? Abraço apertado com as mãos a circular as costas, subindo os braços e segurando na cara. A respiração intensa, o arfar profundo e os olhares pedindo sempre mais, deixando a promessa no ar que o próximo será ainda melhor.

Sonhei que fazíamos amor ao Luar, na foz do rio junto ao Rochedo dos Amantes. Melhor sitio não poderíamos ter encontrado. Ali, tu foste minha e eu fui teu. Ali consumamos a nossa tesão e desejo acumulado, as nossas vontades bem pendentes deste o primeira dia em que nos vimos.

Sabes, meu corpo deve ter reagido ao sonho pois acordei cansado mas com a mente a sorrir. Tenho a certeza que sonhei com uma infinidade de coisas que acordado imaginei que te faria, com a certeza que desta vez terá sido mais prazeroso tendo em conta que acordei cansado… Sim, não é a primeira vez que sonho contigo, apenas considero que só te devo descrever este, ficando os restantes para mim. Quem sabe um dia não te demonstre como foram?

© O Vizinho 2017 #69letras

Quando os meus olhos se fecham….

Quando a noite cai e os meus olhos se fecham, vejo-te a correr livremente pelo meu pensamento, de cabelo solto ao vento, feliz como as chitas de Shamwari.
Vagueias em mim de pés descalços, de seios despidos, de sorriso rasgado e com o sol a clarear esse teu corpo de menina feito mulher.
Teimas em chapinar nas poças das minhas ilusões, baralhas-me a razão e excitas-me com o teu perfume de flores silvestres e águas bravas de Niagara.
Sinto-me teu, tão teu, que chego a tocar o teu corpo imaginado, a beber dos teus seios, a morder a tua vulva selvagem.
Perco-me nos teus cabelos. Agarro-os com força, quase tanta quanta a força que abuso do teu quadril.
Beijo-te o ventre, deslizo a minha língua descontrolada pelo teu corpo, acaricio-te o rosto, sorris, para por fim beber do mel que jorra de ti.
Sou teu, sabias?
#PSassetti 26.06.2017
#69Letras

Eu, tu e uma dúzia de gaivotas…

Deslizo os meus dedos macios pela tua pele eriçada, como que numa dança de cereais maduros nos longos campos livres da Califórnia do Sul, à mercê do vento e com sabor a maresia. Aprecio o teu tremor.  Demoro-me.
Dedilho calmamente o teu dorso como numa valsa de Viena, sem pressas, e empenho-me na descoberta incessante do estimulo dos teus sentidos.
Perco-me livremente pelos teus sinais, deixo-me conduzir por eles, percorro-te sem destino.
Provo dos teus lábios molhados de sal em beijos demorados com sabor a pecado e a ternura, enquanto que afago o teu cabelo contra o meu peito.
Ao longe, o sol demora a esconder-se. A praia está deserta, estamos apenas nós a contemplar o momento, abraçados, longe de tudo, com o coração cheio de emoção e mais uma dúzia de gaivotas.
Os nossos corpos abraçam-se, entrelaçam-se, fundem-se. Penetro-te, sinto-me a deslizar calmamente pela tua vulva que me chama. Contorces-te. Aconchego-te. Percorro o teu pescoço sem pressas com o meu arfar quente, já agitado. Suspiras, soltas um gemido mais forte, afugentas as gaivotas. Despertas em mim o meu lado secreto, adormecido. Sinto-me empolgado. Sinto-me teu, neste fim de tarde, onde abraçados a ver o pôrdo sol, quiseste ser minha.

Era um beijo teu…

Aquele toque no meu ombro ….
Era um beijo teu … tão bom de sentir… Continuar a lerEra um beijo teu…

Assinaturas “a quente”

M18/Texto erótico 

 

Feira do livro de Lisboa. 12-06-2017. Encontro-me no stand da minha editora a fazer promoção do meu mais recente livro “A sangue quente”. Está um calor infernal e o tédio instala-se. Preparo-me para me deslocar até à minha roulote para fazer uma pausa e usufruir do ar condicionado por um bocado.

Quando me levanto ouço alguém dizer: “importa-se de assinar o meu livro?”. Viro-me e ali está ela completamente ofegante, cansada e a arder de calor mas com um sorriso de esperança de quem andou quilómetros a pé apenas para comprar o meu livro. Acedo imediatamente. Pergunto a quem devo dedicar o autógrafo. “Maria, apenas”, responde. Começo a escrever e ela sussurra: “Que pena ser apenas um simples autógrafo. Perdoe a ousadia mas os seus livros deixam-me desinibida e esperava poder ter algo inolvidável seu”.

Convido-a a acompanhar-me até à roulote para conversarmos e bebermos um copo de espumante bem fresco. Entramos. Pergunta-me se tenho WC e dirige-se a ela. Diz que está a arder de calor e que necessita de se refrescar.

Quando sai, vem completamente nua. O seu corpo delicioso revela a maturidade dos anos, contudo sensual e muito apetecível. Desvio o olhar e pergunto se quer beber algo, enquanto lhe ofereço a flute já cheia de espumante. Ela não responde e senta-se em frente a mim abrindo ligeiramente as pernas revelando uma vulva que brilha de humidade.

Levanto-me e dirijo-me a ela com um olhar penetrante. Sem nada dizer, ajoelho-me à sua frente e mergulho a minha cabeça entre as suas pernas. Devoro-a. Ouço os seus gemidos e intensifico os movimentos da minha língua no seu clitóris. Não demora muito tempo até que se venha num orgasmo infindável.

Levanto-me e volto a sentar-me no meu lugar. Acabo o autógrafo que tinha começado no stand, terminando beijando a página deixando o seu sabor na mesma. De um só trago bebo o meu espumante.

Digo-lhe: “Fica à vontade e o tempo que quiseres. Espero que o autógrafo tenha sido do teu total agrado e satisfação”. Saio para voltar ao stand onde me espera a canícula e uma fila de leitores que aguarda pelo meu autógrafo”. Quanto tempo será que ela vai ali ficar?…

THE DARK MASTER OF INCUBUS