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Eu juro que poderia ser feliz

Prometeram-me a felicidade, continuo sentado pacientemente à espera, numa espera sem esperança, como quem espera por quem invariavelmente não vem.
Será a vida mesmo assim?
Será a felicidade um momento e apenas isso? Um conjunto deles? Uma mão cheia de “ais”?
Ou será algo que só está ao alcance dos escolhidos pelo criador?
Sabes, eu julgava ser feliz nos nossos momentos de prazer, nos nossos momentos de loucura, nas nossas fantasias e devaneios tresloucados dentro das quatro paredes do nosso quarto de hotel, naquelas tardes em que teimamos incendiar a nossa cama a cada beijo, a cada penetração, a cada gemido, a cada grito de prazer.
Eu juro, se não fosse este vazio que me assola quando bates a porta do carro, com esse olhar minguante e esse teu passo apressado, eu juro que poderia ser feliz.
#PSassetti
#69Letras 20.06.2017

Escuta, amor

Quando damos as mãos, somos um barco feito de oceano, a agitar-se sobre as ondas, mas ancorado ao oceano pelo próprio oceano. Pode estar toda a espécie de tempo, o céu pode estar limpo, verão e vozes de crianças, o céu pode segurar nuvens e chumbo, nevoeiro ou madrugada, pode ser de noite, mas, sempre que damos as mãos, transformamo-nos na mesma matéria do mundo. Se preferires uma imagem da terra, somos árvores velhas, os ramos a crescerem muito lentamente, a madeira viva, a seiva. Para as árvores, a terra faz todo o sentido. De certeza que as árvores acreditam que são feitas de terra. Continuar a lerEscuta, amor

Afogado em emoções 

 

As emoções são como as marés!
Tanto estão cheias, como esvaziam a praia em que amaramos.
Ficamos náufragos em terra firme.
Perdidos e sem forma de sair.
Esperando que nos encham a alma ou que a maré cheia nos leve em busca de nova praia.
Sempre esperançosos que finalmente venham as marés vivas !!
Aquelas que transbordam da praia e nos carregam para terra firme!
Que nunca percamos a esperança de lá chegar…

©Read Mymind 2017#69Letras

Fogo que arde sem se ver!

 

Foi a Janela entre-aberta …
que arrefeceu os nossos corpos!

Queimei-te sim, como me queimaste!
Desde que te aproximas-te de mim, que a minha pele reagiu!
Eu queimava e tu ardias comigo …

As tuas mãos deslizaram em mim, despiam-me e tocavam-me como quem beija, a tua boca , colada em mim,sôfrega e perdida no meu sabor.
Os corpos que se roçavam e contorciam na procura dos encaixes…
O meu s3xo molhado nos teus dedos, os meus gemidos no teu ouvido!
As minhas mãos que te procuram o desejo e me matam a gula!
O momento lascivo de impulsos intensos sem sequer pensar como ter ou se o podia viver.

Eu queimava e tu …
ohhh tu queimavas ainda mais …
Ardias comigo!
Assim que te sentias em mim,
em todas as partes de mim,
olhavas e suspiravas,
o encaixe era perfeito …
Sussurravas intensidade e desejos ….

Gastamos os cheiros e os sabores, vibramos com os beijos, esbanjamos vontades, matamos uma parte da fome do corpo , acrescentamos ao querer da Alma …
Não fosse aquela janela entre-aberta …
Ainda ali estava , nos teus braços!

©My Sighs  2017 #69Letras

 


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Pequenos gestos

Aparece.

Quero ver o teu ser.

Olha.

Quero perder-me no teu olhar.

Sorri.

Quero sonhar com os teus lábios.

Aproxima-te.

Quero estremecer com a tua presença.

Toca.

Quero arrepiar-me com a tua pele.

Respira.

Quero a certeza de que sentes.

Beija.

Quero provar o teu sabor.

Abraça.

Quero arder no teu calor.

Fala.

Quero ouvir a tua melodia.

Promete.

Quero ter-te para sempre.

Sente.

Quero sentir o teu coração.

Ama.

Quero viver o teu amor.

© Fox 2017 #69Letras

Deixa-me contar-te uma história sobre o tempo…

Texto Erótico|M18

Foram dezoito minutos desde o momento em que te encostaste a mim, até que acabou. Dezoito eternos minutos…
Costumam ser seis.

Assim que me deitei, como em qualquer outra noite, encostaste-te a mim, desviaste o meu cabelo que te atrapalhava e beijaste-me o ombro…
Com o teu roçar no meu corpo, eu já sabia o que viria a seguir.
Como todas as noites em que me deito e ainda estás acordado. Porque todas as noites são iguais…
A tua mão que desliza pela minha coxa, que me puxa a roupa para baixo. Puxas-me para ti.
Notas o meu desinteresse e tentando captar o meu desejo, desces a tua boca até ao tesouro do qual te julgas dono e senhor…
Fecho os olhos…
Penso em tudo menos em ti, penso em tudo menos em s3xo.

Caramba, devia ter ligado para desmarcar a consulta de amanhã esqueci-me! Concentra-te.

Abro e fecho os olhos mais uma vez. Sinto a tua língua…
De repente a conversa com uma conhecida a propósito das crianças e as alergias irrompe pelo meu pensamento e volto a abrir os olhos.

Tenta-te concentrar! Não é este o momento… Pensa nisso depois!

A tua língua continua empenhada em fazer-me vir e eu gemo… É o mínimo que posso fazer para dar um sinal a ti que ainda estou “viva”.
Fecho os olhos e recorro ao arquivo…
Aquele. Sim, aquele! Pensa nele agora, imagina que é ele. Aquele, daquela aventura que te fazia encharcar as cuecas só de te sussurrar ao ouvido… Sim, esse!
Não. Não funciona. Esse tinha um toque diferente, uma língua que não se mexia assim, tinha umas mãos que percorriam o teu corpo à medida que te comia fervorosamente…
Inventa, disfarça, finge… Ahhhh!
Com a excitação, nem percebeu.

“Já te vieste?”

Respondo que sim, respirando mais rapidamente para dar essa sensação.
Viras-me de costas para ti, penetras-me. Uma, duas, três, quatro vezes. Gozas. Acabou.
Fumas o teu cigarro à janela da casa de banho, eu fumo o meu, no terraço, embrulhada na 1a peça de roupa que encontro minha…
Como todas as noites, deitas-te e dormes.
Eu fico um pouco mais, acordada. Fumo outro e outro cigarro.
Agora sim, o “outro”, “aquele” vem-me ao pensamento…
Com ele as noites eram infinitas.
Mas essa é outra história…
E para essa história, eu precisaria bem mais do que dezoito minutos…

QueenP

Solta-te e vive!

A vida são dois dias!! Mentira pegada! Mas parece mesmo…

Juro que ainda ontem estava na idade da inocência, meus problemas resumiam-se à duvida dos ingredientes para um jantar e agora… Sinto-me uma verdadeira chefe do estado de trazer por casa onde a responsabilidade dos membros depende de mim…

Como forço os outros a rirem e viver a vida se eu própria me entreguei à expressão descaída no meu rosto cansado?

Parou! Basta! Agora, forço-me a soltar-me! A desprender-me das nuvens negras e cinzentas que pairam sobre mim! Confesso que até lhes ganhei carinho… GRRRRRR!!!!!

Salta mulher!  Grita! Sente o mundo que se ri às gargalhadas lá fora! Deve ser boa gente…

Revive a miúda rebelde que outrora foste, até o teu riso era mais sentido, vira costas ao nulo!

Solta-te de pés juntos num abraço à loucura sentido! E porquê? Para renasceres, voltar à vida, cresceres e permitir que teu coração se dê numa batida com ritmo!

E os olhares? As vozes da penitência desmedida e sem fibra?

Não passam de pesos mortos numa sociedade quase a morrer e a perder encanto.

Solta-te! Vive! Porque nesta vida, que dura pouco mais que dois dias, são os teus passos de dança que te projetam para o outro lado da limbo.

©Miss Steel 69Letras 2017