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Quero um homem!

Quero um homem!

Um homem sem medo de se entregar.

Um homem sem medo de beijar e ser beijado.

Um homem sem medo de tocar e ser tocado.

Um homem sem medo de sentir e ser sentido.

Quero um homem que me queira f@der, mas que também queira  o que muitos chamam de “ fazer amor” e eu chamo de sentir e entregar.

Quero um homem que deixe as suas mãos tocarem-me suavemente, e que cada beijo que me dê seja compreendido e entendido.

Ahhh!!! Como seria bom, um homem assim…

Quero um homem que não tenha pressa.

Quero um homem que me faça vir, antes de pensar nele.

Quero um homem que me olhe nos olhos a cada investida e não tenha medo do que veja.

Quero um homem que enrosque o seu corpo no meu, depois de me fazer sua.

Quero um homem que não tenha medo de ser feliz, mesmo por um dia…

 

©The Oyster 2017 #69Letras

 

No quarto

Texto Erótico [ maiores de 18 ]

Entras no quarto…

Deixo-te vir até mim…

Beijo-te os lábios…

Tiro-te a  roupa devagar…

Passo os dedos no teu corpo, até ficares nu…

Sento-te numa cadeira em frente ao espelho e inclino-me sobre ti… aproximo a minha boca do teu centro…

Elevo o meu rabo, para que tenhas uma visão completa do meu corpo ( as costas, o rabo, vislumbres da minha parte mais íntima , conforme me movimento).

Começas a ganhar vida quando sentes  os meus lábios e a minha língua a percorrer-te.

Os teus gemidos…

Os teus espasmos, quando a minha boca te sorve por completo e o meu corpo acompanha o ritmo.

Não te deixo tocar-me…

Elevo-me e dou-te os seios a provar.

Toco-me e levo os dedos à tua boca, deixando que sintas o meu sabor…

Roço-me em ti… como te  agitas de desespero.

Reclino-me na cama, atrás, e toco-me muito lentamente em todos os sítios que sei que te levam à loucura….

Devagar… muito devagar… vou tirando o pouco que tenho vestido. Adoro o acto de te provocar…

Sinto o meu sabor enquanto o teu olhar me faz gemer e entro em combustão…

Chego-me a ti…

Sento-me no teu colo …

Abres caminho  em mim….

Atiras-me ao chão e sorves-me com ansiedade fazendo com que os espasmos me trespassem…

Grito o teu nome….

Peço que me tomes de novo , que te faças sentir tudo, outra vez…

©The Oyster 2017 #69Letras

O meu pedido.

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Peço-lhe que se toque para mim.

Anui, mas faz-me um pedido estranho.

Pede para que coloque aquele espelho, antigo, no chão.

Satisfaço-lhe a  vontade, pensando no significado.

Olha-me nos olhos e vai tirando a roupa lentamente, até nada mais a cobrir, a não ser ela mesma , em si.

Observo-a colocar-se  de gatas e percorrer o chão, da porta até ao espelho, posicionando-se, de pernas parcialmente abertas, sobre ele.

Sempre naquela posição… Vejo-a observar o seu corpo, através do espelho deitado no chão.

O peito que balouça…

A mão que lhes toca …

Quase que me perco … o meu corpo está em ebulição, com esta cena, que eu próprio provoquei.

Os dedos que correm o seu corpo…

O  afastar mais as pernas , para poder olhar-se, enquanto se toca intimamente.

Os movimentos do seu corpo… tão eróticos, tão sensuais…

Vejo o reflexo da sua humidade escorrer em fio para aquele vidro frio.

Vejo aquele tocar no seu próprio corpo, aumentar de ritmo, quase que a fundir-se nas arestas da madeira ….

Não resisto mais…

Rastejo até ela e tomo-a para mim…

Sim! Com um desejo louco e incondicional…

De repente é o nosso reflexo que se vê!

São os nossos sucos que escorrem e marcam aquele espelho …

 

©The Oyster 2017 #69Letras

Desabafo…

Apetece-me chorar…

Chorar de tristeza.

Chorar de alívio.

Chorar de ter tido coragem.

Chorar por mim…

Chorar enroscada em mim.

Chorar no colo de alguém.

Chorar enquanto uma mão me embala.

Chorar enquanto uma boca me beija.

Chorar enquanto um corpo me faz seu.

Chorar…

Apenas chorar…

©The Oyster2017 #69Letras


Não olhes assim…

Não me olhes  assim…

Não com esse olhar de estares feliz por estares aqui.

É que eu não consigo olhar para ti…

F@di-te em pensamento

Vezes e vezes sem conta…

Saboreei a tua intimidade, com o requinte dos requintes…

até sentia o teu néctar, só de o imaginar.

Mas não me olhes assim…

Não com esse olhar de pessoa com alma…

É que eu não consigo olhar para ti!

Acabei de te f@der, efectivamente,

Mas não saboreei a tua intimidade, com o requinte dos requintes,

nem senti o teu néctar nos meus lábios.

Não me olhes assim…

É que eu não consigo olhar para ti…

©The Oyster 2017 #69Letras


Esfrangalhados

 

 

Onde ficam os sonhos dos que se protegem em caixotes e cobertores, delicadamente, em mau estado?

São os rostos, esfrangalhados, descobertos nos recantos desta cidade…

Onde fica a esperança desta gente em dias de tempestades, profundas?

Como será o gelo, que lhes queima a alma?

Como será sentir a falta daquele candeeiro, que transporta o aconchego de uma segurança?

São os carros que passam…

São as pessoas que os ignoram…

O simples olhar para eles reflete o outro lado da humanidade.

O lado da decadência escolhida ou imposta, tanto faz…

Assustador, para quem decide fechar os olhos e tentar não pensar…

©The Oyster 2017 #69Letras

Sinaléticas da vida.

Sempre pensei em como as sinaléticas da vida afectariam todo o meu conhecimento do  mundo, o meu possível conhecimento de ti….

” Não há longe nem distância”, já escrevia Richard Bach…

Mas existe o longe!

Mas existe a distância!

Podemos estar tão perto como o agarrar de um telefone ou o clicar numa tecla da tecnologia, mas não estamos perto o suficiente para sentirmos os beijos que queremos dar, as mãos que se querem tocar, o olhar de reconhecimento um no outro.

Como vim parar  a esta placa de ” tesão tecnológico” ?

Não sei…

Antigamente as sinaléticas eram as cartas e os postais, com aroma a perfume ou pétalas de flores…

Como pode uma simples frase escrita num visor, uma palavra dita numa lonjura de milhares de quilómetros, deixar-me assim…. perdida, sem alternativa ao pensamento, o qual preenches, o corpo em fogo de um sentir de pequenos condutores eléctricos, que me fazem entrar em combustão ….

Serão estas as paixões do futuro?

Os desejos ?

Mas eu quero sentir!!!

Quero que o homem, por quem anseio nos meus sonhos e acordada, seja real…

Que me desperte desta sonolência, auto induzida, que teimo em transformar a vida, apenas porque é mais fácil …

Sim…

É tão mais fácil quando partes do nosso mundo quotidiano, estão latentes, adormecidas, postas de lado como as coisas que já não usamos, mas também não nos apetece dar…

Quero que o homem, que está do outro lado do visor, me mostre que este corpo ainda sabe entregar-se, cheio de vontades e paixão…

 

©The Oyster 2017 #69Letras