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Perguntas para a Kat

Oi malta gira cá estou de novo para a segunda parte das “perguntas para a Kat ” adorei poder responder a algumas questões colocadas por vocês, estava à espera de perguntas assim do arco da velha, mas até que todas foram pertinentes.
Para a próxima semana as #ConversasSemMordaças já voltam ao normal.
Mas espero que com estas perguntas e respostas os leitores fiquem a conhecer um pouco mais deste mundo que é o BDSM.

– Como mulher é fácil separar a Domme do roleplay para a vida real? Continuar a lerPerguntas para a Kat

Perguntas para a Kat

Oiiiii como vai isso gente depravada? Tudo em cima?!
Vá nem todos são depravados lol.
Pois é as conversas sem mordaças de hoje são um pouco diferentes, andei a recolher perguntas que me fizeram sobre BDSM ou sobre a minha pessoa.
Vou repartir em duas vezes este desafio que vos fiz das perguntas e respostas.
Algumas foram bem lixadas de responder, mas espero que gostem tanto desta troca de ideias como eu gostei de responder.

A Dominação Psicológica é interessante para si?

Claro que sim, a meu ver se não existir dominação psicológica não faria sentido nenhum ser praticante de BDSM.
Algo que todos temos em comum é o prazer que temos em ter poder ou ceder o poder a alguém.
Controlar e ser controlado.
Mas claro que tudo tem de ser feito dentro dos limites de cada um, dominação psicológica pode deixar marcas.
Ambas as partes têm de ter consciência que pode ter um efeito negativo, mas cabe a cada um saber lidar com isso da melhor forma.

Qual a sua prática favorita?

pahhhh são tantas resumir a uma tenho que pensar muito.
Talvez Tease and Denial ou CBT, a pessoa que me fez esta pergunta sabe o que são estas práticas.
Mas para quem não sabe cá fica um resumo:

Tease and Denial– É uma prática que consiste em deixar alguém num estado extremo de excitação sexual por um período longo de tempo, sem que se permita ter a satisfação de ter um orgasmo.
Nesta prática a Dominadora pode recorrer a um pouco de tudo para que a parte submissa mantenha a excitação ao máximo e tenha de se controlar muito para não se vir.
Como costumo dizer é uma “doce tortura”.
Além do Tease and Denial também se faz controlo de orgasmo, ou seja privar a pessoa de se masturbar ou ter relações mesmo estando longe, pode ser com dominação psicológica ou com uso de cintos de castidade como este 
Aqui

 

CBT- As siglas significam
Cock- Pénis, Balls- Testículos, T- Torture
Basicamente torturar bolinhas e paus lololol, de várias maneiras diferentes, pode ser com spanking, elásticos, pontapés, pisar, com electroestimulação, entre outras coisas divertidas.

 

O que distingue um/a dominador/a de um companheiro ou companheira possessiva e violenta?

Essa pergunta por acaso é muito boa.
Claro que existem vários tipos de relacionamentos dentro do BDSM, alguns com afecto e proximidade, outros nem por isso, são completamente o oposto e não há envolvimento afectivo nenhum.
A relação que se tem com um Dominador/a nada tem a ver com uma relação dita baunilha de casal onde uma das partes mostra comportamentos abusivos psicologicamente ou mesmo físicos.
À partida o que difere é a consensualidade, quando um homem ou mulher é praticante de BDSM sabe bem o que quer e o que não quer para si, pode até nem saber todos os seus limites mas a qualquer altura termina a relação que tem com a parte Dominante.
Alguém que tenha um companheiro abusivo vive preso/a numa relação tóxica e claramente não tem prazer com isso.
Enquanto um submisso/a pode sim ter uma relação com um Top que envolva violência e sentimento de posse sobre ele, mas tem prazer nisso, em servir, em pertencer, dar tudo de si.
O sofrimento trás prazer…Para mim é essa a diferença.
Claro que também existem relações 24/7 em que o Top além de ser Dominador/a também é marido ou namorado e pode sim confundir as situações e abusar do seu estatuto e quando por exemplo numa discussão de casal normal usa o seu poder sobre a pessoa no mau sentindo.
Esperemos que o discernimento de cada um prevaleça e que não queiram manter uma relação desse género, envolva BDSM ou não.

O que é uma dominatrix?
Uma Dominatrix é uma Domme profissional ou Tributada também chamadas de ProDomme, alguém que tem conhecimentos de todas as vertentes e práticas de BDSM, conhecimento prático e teórico e que é paga para fazer seja sessões ou espectáculos como por exemplo eventos alusivos a BDSM.
Como disse anteriormente de todas as Dommes serão as mais completas pois conhecem de tudo, claro que também têm práticas que não fazem, por vários motivos.
Já agora um pequeno reparo, quando o título de Dominatrix tem XXX no fim significa que nas sessões pode haver sexo com penetração.
Por acaso já tinha escrito sobre os diversos títulos que existem para Dominadoras, se quiseres
espreitar fica aqui o texto.
Tipos de Dommes
A moça da foto sou eu, só assim naquela lolol…

 

O que pensa sobre a castidade masculina e, enquanto Domme, que sentimentos ou sensações associa a esta prática? E se já tiver sido key holder de algum submisso pode partilhar alguns pormenores da história?

Hummm pois bem já me fizeram esta pergunta umas quantas vezes, apesar de gostar de Tease and Denial a parte de controlo com o uso de um CB ou cinto de castidade nunca me trouxe nenhuma satisfação.
É me um pouco indiferente saber que um submisso está condicionado estando longe de mim.
Sou uma pessoa muito física, não gosto de dominação virtual por exemplo.
Tudo o que seja longe e que não seja feito durante a sessão não me interessa muito.
Posso sim ordenar que um submisso não se masturbe alguns dias ou tenha relações sexuais durante X tempo.
Mas muito esporadicamente o faço.
Já me foi oferecida uma chave sim, mas declinei pois eu sabia que a pessoa em questão dificilmente me iria pertencer, então preferi recusar.

Voltarias a te submeter a alguém? Homem ou mulher?

Epahh e eu na esperança que não tivessem lido o texto em que falava do meu começo nestas andanças.
Essa resposta não é daquelas que está na ponta da língua, a mulheres eu sei que jamais o faria.
Não tenho perfil de submissa e dificilmente uma mulher tem paciência para insolência e mulheres igualmente dominantes lol, tendem a gostar de pessoas submissas mesmo e subserviente coisas que não sou eheheh.
Já um homem acaba por ter sempre aquela coisinha que diz: “Vá eu consigo domar esta fera.”
Não é fácil ter alguém compatível comigo nesse aspecto, naquela altura estava mais disponível a conhecer e passei por uma fase experimentalista, agora sei bem o que quero e principalmente o que não quero.
Tenho sim prazer com dor e nunca escondi isso mas quem sabe, se a pessoa certa aparecer.
A resposta é Nim.

Acha possível haver uma relação D/s num relacionamento “baunilha”??  Quando digo isto não é terem uma vida normal e depois de vez em quando fazem jogos ou sessões estou a falar viverem mesmo nessa condição.


Sim claro que é possível a isso se chama relacionamentos 24/7 pessoas que além de terem relacionamento DS têm também relacionamento  baunilha.
Podem começar primeiramente como DS e apaixonarem-se e depois trazem isso para o mundo baunilha ou começar como baunilha e ir apimentando as coisas até terem um relacionamento DS.
De ambas as formas deve ser divertido.

 

 

Bem 69´nrs espero que se tenham divertido esta é a primeira parte das perguntas feitas aqui á Kat para a semana tenho mais.
Uma lambidela enorme na orelha esquerda, ouvi dizer que são as melhores.
Até quarta, à próxima quarta.

©  #MissesKat #69letras

Sweet Sex

Oi oi gente gira.
Cá estou eu mais uma quarta feira para vos falar de coisas boas, pelo menos para mim são boas lol.
Após puxar pela cabeça com o tema da semana lembrei-me de uma conversa que tive recentemente num grupo de amigos que até podia ser giro trazer para as conversas sem mordaças.
Ora bem, para quem não sabe quando escolho alguém para meu submisso ou os possíveis candidatos passam por algumas provas e existem coisas que peço que me tragam.
Mas não me vou alongar nas coisas que peço ou provas que determino isso é conversa para outro dia.
Hoje vou-me focar numa coisa que não pode faltar nas sessões que faço: doces.
Pois é eu adoro doces, chocolates, gomas enfim, coisinhas boas.
Não só porque tenho imensas quebras de tensão e devido ao esforço físico contínuo da minha parte, ou porque fico horas sem comer, opah são muitos factores que podem levar-me a “dar uma coisinha má”.
Então peço que puxem pela cabeça e me tragam uma coisa diferente, pode ser interactiva e usada na sessão, ou apenas porque me apetece comer e pronto fico por ali mesmo.
Resolvi então falar sobre algumas coisas que podem usar com os vossos namorados/as, maridos ou mulheres etc e tal.
Halls– Bem, acho que toda a gente já usou halls para refrescar as ideias ou simplesmente algumas partes do corpo ehehh, sim halls fazem um fresquinho agradável no clitóris e na ponta da gaita também lol.
Agora fala-se muito dos Halls pretos que deviam supostamente ser mais fortes, pessoalmente não achei grande espingarda e prefiro os azuis mesmo.
Canetas de decorar bolos– Estas canetas vocês encontram nos grandes supermercados, na parte de material de confecção de bolos e tal, deixem que vos diga que além de darem asas à vossa imaginação o seu uso pode ser mesmo muito agradável.
Vêm em varias cores e sabores, se puder dar uma dica não comprem de chocolate e passo a explicar porquê.
Tentem lá imaginar, vocês resolvem usar a bela da caneta e vão desenhando no corpo da pessoa amada umas palavras bonitas, uns desenhos fofinhos e tal e coisa.
Resolvem estender a criatividade à zona genital, óbvio que vão querer lamber as vossas obras primas.
Que acontece??? acaba tudo castanho, é castanho… O dito cujo todoooooooo castanho, para os amantes de scat até pode ser divertido para os demais que querem manter a coisa sensual já não se safam.
Fica tudo feito em merd@, ser mais honesta que isto é impossível.
Por isso escolham as canetas branca ou rosa, morangos são inofensivos lol.
Peta zetas– As minhas favoritas de sempre, amo de paixão e quase sempre tenho um saquinho em casa ou perdido numa mala.
Ora bem o uso das peta zetas na zona genital pode ser super divertido e até um bocadinho malvado se vocês enfiarem umas quantas pelo vosso parceiro/a a dentro lol.
Agora para as mulheres, se quiserem ser um bocadinho mais audazes além de encherem a ponta do pénis do vosso amori metam um pouco ou de espumante, lambrusco, água das pedras epahhh qualquer coisa com gás na vossa boca e não é só um bocadinho.
Encham a boca com convicção lol e depois já com as petas zetas ali a estalar metam na boca o dito cujo e deixem ficar, não façam nada durante uns segundos heheeh isso é que vai ser rir depois.
Epahh agora depende da destreza de cada uma mas se conseguirem beber com ele na boca e depois sugar um pouco “dizem” que a sensação é boa… eu não tenho um pénis por isso não sei.
Mas que alguns se contorceram tipo enguias lá isso sim, mas também varia da sensibilidade de cada um.
E agora a parte gira, se querem ser mesmo más lol podem sempre meter o pénis directamente num copo de champanhe, pronto aí está tudo estragado.
Fondue de chocolate– Epahhh recomendo de novo chocolate branco simmmmmmm, lol.
Para quem não tem um fondue de chocolate daqueles de cerâmica que se aquece com velas, nos supermercados vendem umas embalagens de chocolate já em estado liquido e não sólido que podem aquecer no microondas uns segundos e usar. 
Ou então comprem tabletes de chocolate branco e aqueçam em banho maria lentamente, isto porquê?! Bem vocês não querem queimar ninguém né?!Por isso o ideal é o fondue.
Mas se não têm cão caçam com gato mesmo, lol.
É um pouco como waxplay (play com velas) a sensação de calor do chocolate derretido é altamente estimulante e delicioso, se puder dar um conselho usem uma toalha por baixo da cama ou usem protecção de colchão impermeável que isto faz uma sujeira desgraçada.
Recomendo que usem uma venda nos olhos dos vossos parceiros para que não saiba que é chocolate, e depois dêem a provar, hummmmm deu-me a fome agora de repente.
PS- antes de verterem testem a temperatura na parte interior do vosso braço ou numa coxa sim, para terem a certeza que não queima.
Óleo de côco– Ok, não é um doce mas é uma coisa que hoje em dia quase todas as mulheres têm em casa, ou porque é um excelente hidratante ou porque usam na cozinha etc e tal.
Pois bem uma das propriedades do óleo de côco que se vende em jarros é que é concentrado e bem espesso e portanto basta um pouco para poderem usar numa bela massagem, é comestível e antifúngico podem usar em todo o corpo, se é que me fiz entender.
Sim minha gente porque a flora vaginal é muito sensível e alguns doces dentro da vagina podem causar infecções devido à quantidade de açúcar que têm, por exemplo, o mel e melaço e caramelo derretido.
Como o óleo de côco tem propriedades antifúngicas e bactericidas vocês podem estar à vontade para usar até como lubrificante.
(momento fofinho e médico da noite, Misses Kat sempre a pensar no bem estar das vaginas das leitoras, lol.)

Chantili– Pronto é cliché mas como os belos filmes clássicos não deixam de estar na moda, o chantili e os morangos também não.
Smarties– Outra coisa engraçada que dá para fazer tipo um jogo engraçado.
Peçam ao vossa/o parceira/a que se deite e vão colocando smarties coloridos pelo corpo fora, obviamente que a pessoa fica proibida de se mexer pois os smarties não podem cair senão existem consequências, lol.
E vão lambendo ou abocanhando os smarties estrategicamente de forma que a pessoa se contorça e acabe por deixar cair alguns…
Isto é só pra valentes e amantes de smarties.
PS- não aconselhável a quem tem muitas cócegas senão acaba o jogo rápido demais 🙂

Rebuçados- Bem estes na verdade podem ser de qualquer tipo.
Chupem um bocadinho até amolecer e circulem algumas das zonas erógenas do vosso corpo, depois dêem ao vossa/o parceira/o número de hipóteses que têm, tipo 6 zonas.
E apostem algo, como por exemplo se acertares nas 6 faço-te ….. isso agora fica à vossa imaginação eheh.
Claro que a pessoa tem ordens para ir de zona a zona apenas com a língua, se não sentir o sabor do rebuçado falhou.
-ADEUS, és o elo mais fraco, agora vou te trocar por um outro gajo que saiba quais são as minhas zonas erógenas.
eeheh brincadeira com sorte até acertam todas e alguém fica no fim todo lambido.

Digam lá que não dou boas ideias aqui aos leitores?!Hum, tão calados? Bem me parecia, quem cala consente.
Bem pessoal, caso tenham as vossas preferências e eu não tenha referido aqui estão sempre à vontade para comentar as que usam, jogos novos são sempre bem vindos.
Espero que se divirtam com coisas docinhas hoje à noite.
Uma valente beijoca gorda 
© MissesKat #69letras

Baby Kat, Big Kat

Oiiiii malta gira cá estou eu de novo, mais uma quarta feira que vocês levam comigo.
Epahhh levam comigo salvo seja, que não estou de strap-on posto, ninguém leva com nadica de nada, mas talvez gostassem, vá admitam !
Pois bem pessoal eu acho que no começo vos tinha falado que além de explicar alguns termos técnicos e práticas e blá blá wiskas saquetas também iria escrever sobre situações reais e relatos de amigos etc e tal.
Hoje vou contar uma pequena história que se passou comigo.
A verdade é que nem sempre fui Domme, era bom mas ninguém nasce ensinado e eu devo muito a uma pessoa da minha vida que foi quem me mostrou como o BDSM e eu tínhamos de estar ligados e fazia parte da minha vida mesmo sem eu naquela altura saber.
Bem cá vai, não é coisa que costume dizer a torto e a direito, só contei a meia dúzia de gatos pingados mas estou num ponto da minha vida que sinceramente a opinião de terceiros é-me um pouquito indiferente.
Sei quem sou, o que sou e o que valho.
Aqui a Kat começou nestas andanças como gatinha/Kitten ou melhor “Miauzinha”que era o meu nome, pronto já disse.
Esta alcunha de Miau, Gata ou Gatinha já existe na minha vida desde a adolescência e vou ser velhinha e algum babão no lar vai me chamar de velha gatona.
Pffff não era submissa pois nunca me iria submeter no sentido que a palavra tem, e como já expliquei a capacidade de ser submisso nasce com uma pessoa, não dá para se tornar ou tentar ser.
E eu realmente não dava para submissa, mas pronto, na altura não havia tantos termos e acesso a informação.
Pois bem a baby Kat apaixonou-se na altura por uma pessoa que era Switcher, como sabem nutro um grande respeito por SW´s pois para mim, como costumo dizer, são os mais completos dos praticantes e com uma certa lógica.
Era bem mais velho que eu, como quase todos os homens da minha vida são sempre mais velhos que eu …Tipo 10 anos para cima eheh…..
Na altura a coisa começou de forma muito orgânica e natural pois além de eu ter uma postura dominante e activa no sexo também gostava da parte passiva e até meter um pouco de masoquismo à mistura.
E foi assim que aos poucos ele foi feito malandro introduzindo plays no contexto de relacionamento baunilha e sexo baunilha tornando a coisa, como alguns dizem, baunilha apimentado vá.
Depois devido a práticas mais complexas lá tive coragem de perguntar como sabia fazer aquelas coisas e ele revelou-se, se já gostava dele na altura fiquei a gostar mais ainda.
Então lá fui aprendendo as coisas aos poucos com muita paciência da parte dele e devoção pois eu era “UMA PESTE DOS INFERNOS”.
O que agora chamam de Brat´s, blahhh não tenho paciência para Brat´s.

 Já agora posso explicar os Dominantes  que gostam de Brat´s são chamados de Tamer, eheh Domadores, é que não podia ser mais adequado.

Um animal selvagem a ser domado, bem, pode-se vergar mas vira as costas e se puder ataca, eu era um pouco assim, só baixava a cabeça quando queria brincar senão tava tudo estragado que não havia cá “Miauzinha” para ninguém lol.
E assim de mansinho e com muito castigo à mistura, sim porque eu não era submissa mas a parte física e disciplinar sempre me agradou então fui castigada muita vez porque vá, tenho de assumir, só fazia merd@ para ele me fazer maldades.
Mas lá está nunca me quis entregar ou só permitia até certo ponto, quando via que a coisa já não dava para mim torcia o nariz e batia o pé.
Coisa de Rainha como é óbvio, como vos expliquei ele era Switcher então também me permitiu aprender e treinar nele.
Ainda me lembro da primeira vez que o pude marcar, mas marcar como deve ser e fui feita parva exibir a minha bela arte feita nas costas dele a uma amiga minha.
Ele todo envergonhado e eu orgulhosa de ver aquelas costas num péssimo estado e ela achou o máximo.
Acho que no caso dele ainda era mais humilhante porque eu era uma catraia e ele já um homem feito com idade para ter juízo, mas no que tocava à minha pessoa perdia o juízo todo.

Era tão bom quando eu ia trabalhar e ele dispendia de umas 4 a 5 horas para ficar num canto a ver-me trabalhar, apenas isso.

Quieto, num espaço comercial, feito estátua a ver-me, porque para ele simplesmente olhar para mim era algo que o preenchia e era mais que suficiente.
Tenho que lhe agradecer pelas palmadas que me deu e ensinou a dar, posso-vos dizer que recentemente fui assistir a um play em que uma pessoa levava com um flogger, mas quem estava a dar não tinha experiência ou conhecimento de como o fazer.
Era tipo test drive vá, a rapariga estava lá consciente que isso lhe poderia acontecer e a qualquer momento poderia interromper, bastava uma palavra.
Mas não posso deixar de dizer que fiquei um pouco revoltada e até me ausentei da sala para fumar, beber e fechar os olhos.
Pensei: “Calma ela está bem, ela pára quando quer”.
Não gosto deste tipo de situações por uma razão: imaginei-me na pele dela, aquela pessoa não lhe era nada, não tinha amor, não tinha sentimento de pertença, nada, nem uma amizade vá, para poder estar à vontade, a mim já bastava isso.
E sei o que custa levar com um flogger e que mal ou bem convém ir mudando de local, ir alternando, variando a força a distancia etc e tal.
Cada vez que ele não mudava, algo em mim me deixava desconfortável.

Talvez porque sabia que a pessoa em questão não é muito masoquista então apanhar por apanhar é tipo o oposto do que ela gosta, precisa de outro tipo de estimulos.
Sei que o facto de me ter iniciado assim me torna um pouco mais compreensível ás necessidades de quem me pertence e de outros.

Assumo que não sou uma Domme muito sádica e isso não tem mal nenhum.
Gosto de ser adorada e venerada pelo que sou.
Entendo que muitos SW não digam o que são não pela vergonha ou assim, mas pelo facto de neste meio, quando se sabe que existe essa possibilidade, muita gente abusa da confiança e acham que podem tratar de forma diferente e da forma que querem só porque têm essa informação.
Mas as coisas não são assim tão lineares, Sou Domme, já fui Switcher neste momento masoquismo apenas em contexto sexo, nada de Dominação/Submissão.
Por isso de forma alguma devo ser tratada de outra forma que não como se trata uma Domme.
Um dia conto algumas peripécias da “miauzinha”, espero que tenham gostado da conversa que mais pareceu uma sessão com um psicólogo ehehhe.
Gosto de sessões mas de outro estilo.

Fiquem bem 69´nrs e não se esqueçam, sejam vocês tarados ou não, kinksters ou totalmente baunilhas o que interessa é que se sintam bem com o que são e não reprimam vontades e desejos.
A vida são dois dias e quando dás por ti podias ser mais do que és hoje.
Por isso divirtam-se, uma beijoca gorda cheia de cuspo.
©Misses Kat #69letras

Bdsm e o “normal”

Olá meus caros cá estamos de novo para mais dois, três ou quatro dedos de conversa, depende do aguentamento de cada um.
Mais uma semaninha e cá estou eu de novo a tentar arranjar tema para vos falar de algo que possa ser do vosso interesse e não faça ninguém fugir a sete pés e tirar o gosto na página à conta da minha pessoa!
Simmmmm que isto é giro mas acaba por ser uma responsabilidade, não quero passar informações erradas a ninguém, ?
Vocês também não facilitam nadica de nada a minha pessoa, escrevo e feedback que é bom nicles… E que tal darem ideias?!
Eu bem vejo as partilhas, não pensem que não vos vejo taradinhos mais lindos, mas sinto-me um pouco esquizofrénica a falar (escrever) como se vocês fossem uma entidade, lol.
Vá isto para dizer que hoje vou falar de coisas “normais”.
Ahhhh pois é!
NORMALIDADE e BAUNILHA com fartura.
Quando aqui escrevo não é só a Misses Kat que se chega à frente pois pelas parvoíces devem notar que sou uma pessoa…vá… divertida.
E apesar de ser Domme não tenho dupla personalidade, nem nada que se pareça, então escrevo como se fosse eu mesma fora do contexto de Dominadora, pois não faço dominação virtual e não vejo necessidade de estar aqui toda cheia de “ai não me toques”.
Não me chamo Anselmo Ralph para vir com essas manias de grandeza, mas respeito quem pense de forma contrária.
Sou uma mulher que apesar de ter gostos particulares até é bem simples, e gostava de me manter assim.
Neste meio já tive a oportunidade de lidar com várias pessoas diferentes, Tops e Bottoms e se há coisa que vos posso dizer é que, mesmo pondo uma carrada de liturgia, dureza ou devoção e adoração seja lá qual for a postura, somos todos normais!
É, normais dentro da nossa maravilhosa taradice lol.
Pode fazer confusão como conseguimos conciliar a vida “baunilha” com esta vertente BDSM.
Bem amigos é fácil, das duas uma, ou andamos uma vida inteira a esconder o que somos de tudo e todos e nem às nossas “caras metade” revelamos ou então assumimos e corre mal.
Ouuuuuu por uma sorte dos diabos até que a outra pessoa entende, permite ou tem um fetiche que até vá de encontro aos nossos.

E óbvio existem os corajosos que não temem nada nem ninguém e de caras mostram o que são e o que gostam, haja malta de coragem 🙂
Não sei se tiveram a oportunidade de ler, mas foram feitas neste blog algumas entrevistas a sub`s e uma das perguntas feitas até calha bem pois é: “eras capaz de abdicar deste estilo de vida?”.
Acho que todos iríamos responder o mesmo: Não.
Isto é muito bonito, agora vamos a factos, e creio que este dilema já deve ter passado pela cabeça de alguns.

Como faz um submisso/a que tenha um relacionamento baunilha para ter um relacionamento DS com outra pessoa?!
Pois, não é fácil.
Tem de haver um acordo prévio onde a parte dominante aceita limitações a nível físico sobre que práticas poderá introduzir num Play.
Imaginação e conhecimento são palavras de ordem, porquê?
Simples, imaginação para se conseguir colmatar essa falha e necessidade do bottom de ser estraçalhado violentamente e sem dó nem piedade.
Ou seja o dominante tem de criar forma de se “entreter” com o submisso/a e criar novas experiências de forma a manter a relação intensa.
Claro que isto é um pouco relativo, há muitas Dommes/Dom´s que nem sequer lhes passa pela cabeça terem alguém com limitações deste género.
Alguns querem fazer parte inclusive da vida baunilha do bottom, controlando a vida pessoal, laboral e até financeira do mesmo.

Felizmente que temos gostos para tudo.

É algo que faz parte de nós mas não comanda as nossas vidas a não ser quem possa ter uma relação 24/7 e sejam completamente assumidos sem terem necessidade de se esconder por detrás de nomes falsos.
Eu não me escondo propriamente, tanto que já postei fotos minhas nos textos e até na página 😉 
Sabem, entrar neste estilo de vida pode ser complicado e difícil de conjugar com a vida baunilha, principalmente por questões afectivas ou pessoais.
Podemos até desaparecer do mapa uns anos como opção própria ou por imposição de terceiros em prol de manter uma relação familiar “normal”.
Mas mais tarde ou mais cedo a necessidade fala mais alto, tal como um adultero dificilmente o deixa de ser não é?
Como dizem os americanos “A tiger doesn´t change his stripes” e eu acredito muito nisso, não que ache que as pessoas não mudam.
Até podem mudar mas a questão é quererem mesmo mudar e os motivos, serão os mais correctos?!

Outra situação que se fala é no amor e paixão e essas coisas fofinhas que os livros das 50 sombras infernais trouxeram. (fãs não fiquem amuados comigo, pleaseee)
Bem no BDSM pode haver e há sim muito amor e paixão e isso tudo, ou pode não existir nada disso mesmoooooo.
Depende da proximidade entre a parte dominante e a submissa.
Em alguns relacionamentos nem o nome sabemos de quem nos pertence e vice versa, não há conversas casuais, não há interacção nenhuma a nível pessoal.
Outros já o fazem e distinguem os dois mundos muito facilmente, eu sou do estilo que precisa de ter algum tipo de amizade para realmente ter alguém senão nem consigo estar à vontade.
É como se só desse 40 % de mim se não tiver isso, para mim apenas a amizade já é mais que suficiente.
Mas por exemplo para uma Lady a coisa já é vista de outra forma e por norma quer uma relação baunilha com o submisso, lá está, cada um é como é.
E gostos não se discutem (tem dias heheh).

Mas eu gosto quando dou por mim a divagar enquanto falo com pessoas novas e tento ver se aquela pessoa se enquadrava como TopBottom ou Switcher se tivesse esta preferência sexual, assim como eu.
Todos nós, mesmo que não sejamos praticantes, temos uma postura que ou é dominante ou mais submissa e não falo de sexo, falo de dia a dia mesmo e personalidade.
Gostava que pensassem bem que tipo é a vossa, e não digam logo dominante só porque sim.
Para que conste na realidade é bem mais difícil ser Bottom que Top.
Ok, não têm que ler tanto ou praticar e treinar e aprender certas coisas que um dominante tem de saber, masssssssssss psicologicamente e fisicamente não se compara o esforço e a capacidade do que um Bottom aguenta.
É de louvar a resistência de alguns homens e mulheres, como costumo dizer
“Não é pra todos, é só pra quem pode.”

E ainda bem que esse tipo de pessoas existem, senão andavam muitos sádicos/as tristonhos e aos caídos sem ninguém pra torturar, eheheh.

E com esta me despeço meus amores, tenham uma boa semana e até à próxima quarta feira para conversarmos de novo.
Cupidelas nos vossos olhos, 
©Misses Kat #69letras

Blood and more Blood

Olá gente doida, como estão vocês esta semana?
Resolvi falar convosco sobre… Preparados?!  3, 2, 1 SANGUE…

Ahhh pois é bebé, eu cá adoro este tema e antes que comecem a pensar que sou vampira ou algo que valha, aproveito para dizer que não sou lol, mas não me importava nada.
A verdade é que desde muito pequena que tenho um fascínio por sangue em particular com o meu que tem uma característica muito engraçada que a longo prazo não tem piada nenhuma e posso vir a ter bastantes problemas. O nome é  (creio eu, lol,  já foi há muitos anos que me disseram o que era) Hipercoagulação e no meu caso é defeito genético.
Agora vem a parte em que explico porque acho giro, lol.
Pois sempre que me feria os meus cortes cicatrizavam a olhos vistos o meu sangue ficava feito gelatina e estancava super rápido, assim como a minha cicatrização é rápida demais o que é bom mas também tem desvantagens, fazer tatuagens acaba sempre por expelir a tinta enfim um filme mas em compensação 4 dias e é como se tivesse feito à 1 mês lol.
Bem mas já deu para entender de onde vem o meu fascínio por sangue, né?!
Agora onde entra o sangue no BDSM?!

Bem de várias formas muitas vezes até nem é intencional depende dos limites impostos e práticas feitas.
Só para que saibam não é só em BDSM que existe excitação. Nas práticas que têm sangue, existe um fetiche mesmo, o termo certo creio que é Hematomânia mas a maioria da informação que existe na net escrevem fetiche de sangue e tá feito.

Bem, ele consiste em ter satisfação sexual em assistir alguém sangrar, beber ou apenas ver sangue no corpo mesmo que não seja de nenhum dos participantes.
Cá por terras lusas não é muito comum mas já li que em outros países existem comunidades de “vampiros” que é comum este tipo de práticas, até o consumo diário.
Eu já tive oportunidade de falar com um senhor que mora na Inglaterra que se diz vampiro. Digo senhor porque era homem para cima de 57 anos.
A família quase toda era vampira,  achei um piadão falar com ele e gostei de saber que até me enquadrava no estilo de vida vampírico.

Eles não são inflexível, são vampiros que trabalham e andam ao sol, é mesmo só o gosto pelo degustar de sangue.
Ahhhhhhhh só um reparo. Antes que partam as cabeças a pensar se esta malta faz sangria (termo dado para sangrar, não tou a falar da bebida tá) uma das formas de consumo e a principal pelo que fiquei a saber é sangue menstrual 😉 pronto já meti nojo a 95% das pessoas que estão a ler.

Até existe uma categoria porno só pra isto, podem ir ver se faz favor é Menstrual sex 🙂 para maiores de 18 sim?

Pois bem, bebem, lambem e guardam no congelador.

Como?!

Pois eu por acaso também uso o acessório em si não para esse efeito, chama se copo menstrual é um copito que se insere na dita cuja e guarda o sangue menstrual até 8 horas e depois é esvaziado.
Pronto é assim que eles fazem para não perderem nenhuma gotinha.
Achavam que iam aos hospitais buscar saquinhos de plasma como na série Buffy, a caçadora de vampiros?!

Nahhh assim vem direito da fonte é melhor.

Aproveito já agora para falar de uma coisa importante que é segurança nestas práticas, não é coisa que se faça assim à maluca geralmente é com um parceiro fixo e exige exames regulares.
Para não falar na noção de anatomia como onde cortar, onde NÃO se deve cortar e até ter em conta a área a cortar. Pois não querem numa zona onde a pele esteja muito esticada pois a cicatrização é mais difícil, entre outras coisas a ter cuidado.
Por isso não é aconselhado a inexperientes, tá? É aquele momento que se ouve uma voz off a dizer :
“Meninos, não tentem isto em casa”.

Existe algum play com sangue?! Yessssssss a categoria é Bloodplay.

Agora calmex que não andamos por aí a cortar pessoas a torto e a direito, tanto que não é das práticas mais comuns entre praticantes.
Claro que a intensidade dos cortes varia de pessoa para pessoa. Temos de lembrar que a pele é feita por 3 camadas.  Alguns apenas rasgam a Epiderme com leves rasgos feitos pela ponta de um objecto afiado e outros a derme e aí já faz sangue mas não ao ponto de se ficar com cicatriz pois aí já teria de se atingir a terceira cama que é a Hipoderme.
Já fiz algumas cicatrizes de propósito e posso dizer que para quem faz Cutting (cortar) pelo menos a parte submissa, não há nada mais satisfatório que guardar aquela cicatriz como uma recordação de momentos passados e entrega total.

Para malta mais Hard temos o Branding aqui não é tão focado no sangue mas na marca em si, tal qual como marcar gado com ferro quente.  É feita uma queimadura com um símbolo de forma a submissa/o ficar marcada/o para o resto da vida como propriedade da parte dominante.
Ainda existe a Escarificação, creio que já devem ter visto nalguma imagem parece uma tatuagem mas feita com objectos cortantes e o resultado é uma linda cicatriz (ou não lol) com desenhos e formas.

Já que estamos a falar de modificação corporal não podia deixar de falar de BodyPiercing Play ou Needle Play que é outra vertente.
Acho que a primeira é bastante óbvia e até entusiasmante a ideia de ter as endorfinas aos saltos.
Atenção que ambas as práticas devem ser feitas com todo o cuidado de higiene e segurança seja como materiais descartáveis e esterilizado, utilização de antissépticos e afins.
Vocês podem até achar estranho como se pode tirar prazer em fazer um piercing mas heyyyy temos gostos para tudo sim?

Neddle Play já falei anteriormente e é realmente algo lindo de se ver. Uma verdadeira obra de arte e cá está uma coisa que aqui a Kat quer aprender um dia 🙂 para isso claro que vou pedir umas lições a quem realmente sabe, não me vou por a inventar, estejam tranquilos.

Bem espero ter elucidado um pouco sobre este assunto do qual gosto bastante.

Uma lambidela nas costas de todos.

©Misses Kat 2017 #69letras

 

Prazer na dor

Olá sejam bem vindos novamente ao nosso cantinho de javardice, obscenidades coisas kinkys e afins.

Para quem segue a rubrica já está familiarizado com o sadismo/masoquismo e o que isso significa.
Como sabem, eu falo (escrevo) tudo assim de fugida sem grandes mimimis *

Uma coisa que todos os praticantes de BDSM têm em comum será a sua relação de prazer/dor, seja infligir ou receber.
Nunca fiz nenhuma pesquisa super cientifica e não tenho gráficos catitas para vos mostrar, mas já falei com muita gente e dei lhes a conhecer quem sou para também os poder conhecer.
Para além dos nicks, para além dos estatutos ou categorias.
De todas as pessoas com quem falei existe um denominador em comum (por momentos ia escrever dominador lolol)
E qual é, perguntam vocês?! Bem a nossa relação com a dor/prazer é notório desde criança assim como alguns fetiches e parafilias.

Talvez faça confusão quando pensamos que é algo que remota ainda na fase da inocência, como a infância.
Muitas vezes digo que uma pessoa não se torna ou aprende a ser Bottom ou Top , nasce connosco.
Vem daí, pois tenho quase a certeza que sim e influência muito a nossa maneira de ser. Alguns reprimem as vontades e até se culpabilizam por terem gostos que parecem desajustados ou depravados até.

Muitos de vocês podem ter filhos, são mães ou pais ou podem ainda vir a ter.
Pensar que um dos vossos filhos possa vir a ter um fetiche é coisa que não nos passa pela cabeça provavelmente.

Na minha sim e, penso que até gostava de ter isso em comum com os meus filhos.
Como seria esconder uma vida inteira a nossa verdadeira essência?! Não quero pensar nisso sequer.
A sexualidade supostamente devia ser discutida sem tabus, devemos sim esclarecer e elucidar os nossos filhos a tomarem as decisões para se protegerem a eles mesmos e a quem eles escolherem para ser parceiros.

Mas e o bdsm?!Não se resume a sexo, pode até não ter nada a ver com sexo na verdade.
Não é comum discutir preferências sexuais com a família, mas depois dou por mim a pensar…
Se ultimamente se fala de bissexualidade e homossexualidade tão abertamente porque não se fala de BDSM?
Que mal tem em se ter prazer com a dor?!
Entendo quem se esconde, quem omite e mente, quem se proteja.
Mas lamento ao mesmo tempo essa opção que é não poder viver em pleno, eu quero um dia ser totalmente livre, aos poucos soltar as amarras que me foram atribuídas no dia que assumi para mim mesma o que sou.
O que quero.
Não sabia que o tema de hoje ia ser tão pessoal e, se não estão habituados, desde já peço desculpas e aceitem uma palmada no rabinho da minha parte.

Mas se estas nossas conversas servem para elucidar e desmistificar certos assuntos que sirva também para abrir os olhos pois hoje são vocês que me lêem um dia quem sabe possa ser um dos vossos filhos.

Por isso meus amores, sejam vocês obscenos na normalidade ou banais com a vossa vida kinky estarei cá para vos estender uma luva de latéx ou nitrilo branca (alguns entenderam).

Neste cantinho que são as conversas sem mordaças.

Uma grande lambidela no pescoço.

©Misses Kat 2017 #69letras

*Termo brasileiro para conversa fiada ou serve como blá blá blá 🙂 lol nunca fiz um asterisco e a modos que me apeteceu fazer um.