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Amo a vida como Amo alguém

Sou um mero homem…
 
Apaixonado de mil amores…
Por vezes o fogo consome a minha paixão numa tentação assolapada…
Saudades de um amor apaixonado, de um beijo roubado, de um sussurro iletrado.… Soubesse eu de onde venho e para onde vou…
Se que nasci um dia e um dia vou… Mas isso não importa hoje e agora.… Importa o sorriso apaixonado…
A vontade louca de sair de quem sou e ir para perto do que tu viste em mim.… Melhor homem ou melhor pessoa…

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Nada mais que palavras….

Nada mais que palavras, palavras levadas num sussurro….
Peço-te que me leias no teu mais profundo silêncio, aquele momento intimo e único….
Pedia-te para fechares os olhos e esvoaçares sem rumo, mas não me irias ler….
Por vezes ler-me é uma perda de tempo, por vezes ouvir-me é uma responsabilidade….
Não é tanto o que podes fazer por mim, mas sim o que eu posso fazer por ti….
Poderia tentar fazer-te feliz, colocar um sorriso nos lábios….
Uma alma alegre é uma alma preenchida, um corpo saciado….
Mas longe de estar satisfeito, uma mulher satisfeita é um objectivo complicado….
Não é uma hora, não são seis horas, muito menos doze e até mesmo as vinte e quatro….
Uma mulher satisfeita é uma vida dedicada, um amor inconfundível, não é sexo, é amor….
Por mais linhas que pudesse escrever para saciar esse teu apetite voraz, sei que jamais o poderei saciar,
porque tu tal como eu, precisa dos beijos….
Precisa dos carinhos, dos mimos, de sentir o calor invadir o corpo, mais importante, invadir a alma e isso só se conquistando a alma e o coração….
Palavras, meras palavras que aquecem a alma…. Mas não o coração, não estou aqui….

“Vive o presente, relembrando o passado sonhando com o futuro” ….

Palavras, puras palavras são as que me saem da alma, do coração envelhecido, mas feliz, cansado, mas guerreiro….
Fecha os olhos….
Sorri….
Respira….
Sorri….
©NMaufeitio 2017 #69Letras

A minha vida é um Acidente…

Tu és um acidente em vias de acontecer…
Sempre que olho para ti, não sei a razão,
mas tropeço em algo quando te tento chegar….
Amolga-me os sentidos…
O coração tem aqueles momentos em que o ar falta, a pulsação fica a mil….
E a vontade, nem quero pensar nas vontades….
As vontades que tenho em chocar no teu corpo….
Sentir os teus mamilos rosados nos meus lábios, os meus dedos que anseiam pelo acidente com o teu clitóris húmido, quente
Aquelas sensações que me fazem trepar pelas paredes, e quando te sorvo o sexo, penso nas reacções em cadeia, nos gemidos que assombram o quarto vazio,
O eco gritante num momento delicioso, mesmo quando me puxas e me acolhes,
quando esguiamente te enrolas no meu corpo puxando-me para ti….
Aqueles movimentos esguios do teu corpo que me fazem consumir-te a carne, o prazer, a tesão, e o acidente que vai acontecer, depois de tantas investidas em que sou prisioneiro das tuas pernas, dos teus beijos, dos teus suspiros, dos gemidos que me enlouquecem….

“Não pares, não pares, continua, mais forte, não pares, não pares”….

Acidente…. Tu és….
Um acidente em vias de acontecer, tu reviraste a minha vida, a minha vida era….
Perfeita até apareceres….
Agora a minha vida é…. Um acidente….
Eu quero ter…. Um acidente…. Contigo…. Vens?
©NMaufeitio 2017 #69Letras

A vida é tão grandiosa!

Debitamos sexo por todos os poros, é a nossa essência, falamos de amor como quem muda de roupa, como amar durante o sexo. Prazeres mundanos e pequenos, segundos de paixão e tesão por horas de agonia, o homem ou melhor avaliam-se pelas derrotas vencidas ao longo da vida, é não pelos prazeres mundanos dessa forma obtidos.

Não existe simplicidade, não existem palavras que nos consigam levantar a moral quando o mundo desaparece debaixo dos pés. Não existe sexo que cure o mal, não existe amor tão forte assim que nos alivie aquela dor que nos mata, que nos sufoca alma, que nos aperta o coração e nos leva a pensar:
 
“Que merda andamos aqui a fazer?”
Desabafa que desabafar faz bem, mas num mundo onde as amizades são efémeras, afinal os homens têm amigas…
Para as comer, ou então para irem comprar lingerie com elas, pese embora alguns desses homens gostem tanto de homens como elas. Uma partilha saudável desde que não existe amor, esse sentimento afoito capaz de grandes asneiras, mas ainda assim, não são essas amizades que nos fazem sair da penumbra, a vida.
A vida é tão grandiosa.

Por vezes vivemos dando tudo por garantido, e quando assim o é, as chapadas caem do céu a velocidades diabólicas, quando se dá tudo por garantido, eis… que chega a chapada de luva branca, dada com tal violência que o mundo parece que acaba. E, aqui começa a prova de resistência, da luta para se manter de pé mais um dia, de resistir mais um dia, de mentalizar por dentro que somos o que somos e a ninguém o temos a provar, excepto talvez há luva branca…

Agora, quero todo o sexo do mundo, o meu mundo é vil, tarado e eu adoro que assim o seja, quero “meter ela de quatro e possui-la à bruta”, quero esse prazer vil, mundano, e por fim, quero aquela réstia de prazer, aqueles segundos mundanos em que se tem o orgasmo, simples, banal…
A vida pode ser tão fácil de ser vivida… Excepto…
Quando não a vivemos…
©NMauFeitio #69Letras

Pensa em…

Pensa em letras… Pensa em palavras… Sorrisos… Sorri…

Noites mal dormidas contigo a meu lado… Abraçado na escuridão… Temendo perder-te…

Nada é… Seguro… Tu és… Especial… Única… Abraça-me…

Letras e palavras ficam nas frases que te leio…

Sorrisos ficam nos teus lábios quando te beijo… Fazes-me sorrir…

Fazer amor contigo é… O que quiseres que seja… Nada mais que isso… Nada menos que tudo…

Tu… És tudo para mim… Eu sem ti… Sou apenas um homem…

 

Pensa em mim…

 

Carpe Diem

 

NMauFeitio 69Letras® 27.02.2017

Fascínio feminino….

Acho que nunca irei entender as mulheres e o fascínio pelos talhos, o facto de estar ali tanta carne exposta, carne despida, carne pendurada, carne por todo o lado e a tentação que provoca, parece-me quase algo indistinto, a minha carne pendurada e tapada para não ferir mentes susceptíveis por atentados ao pudor e nenhuma mulher me observa como que hipnotizada, tal e qual quando vão ao talho e ficam ali fascinadas olhando os homens que gentilmente cortam aquelas carnes com uma mestria de anos de experiência, e as carnes penduradas que irão servir mais tarde para saciar certos apetites que deixam qualquer homem em brasa….

 

Também não entendo o fascínio das mulheres pelos padeiros, homens que trabalham durante a noite, que metem as mãos na massa como ninguém, esmurram a massa com paixão, com uma tal fogosidade que lembra quase a sedução de um beijo, aquele segurar na anca forte e viril, aquela necessidade de mexer a massa bem mexida, partir em pedaços que mais tarde levaram o toque final, aquele toque másculo, que faz a massa abrir como se um acto sexual se tratasse, mas não, é uma futura simples carcaça…

 

Fascínios à parte, eu ainda adoro a minha antiga profissão, mecânico de automóveis, mas nunca vi mulheres a babarem-se por mim enquanto eu fazia de médico na viatura delas, a sujidade que se impregnava na minha pele misturada com o meu suor enquanto operava cirurgias sérias para tentar recuperar pacientes abusados até ao extremo, pacientes onde o coração já falhava, onde o cérebro já desistia, e pior, mexer nos travões de uma mulher é como mexer no não garantido seja para o que for, nem mudas de óleo ou rectificações dos cilindros, nunca vi uma mulher excitada com a minha vertente medica nas suas viaturas, mesmo quando chegavam as minhas mãos a caírem aos pedação e saindo da minha mão em perfeitas condições se serem usadas ao limite, numa perfeição continua que só orgasmo acabaria…

 

Elas fascinam-se por muitas profissões, se envolverem fardas então, elas ficam rendidas, e o meu fato-macaco sujo de óleo, encardido dos travões, mal cheiroso do suor, não atrai mulheres, apenas mais trabalho, resta-me mudar de profissão, e ir ver onde elas querem a carne pendurada…

Sessenta e nove…

| Conto Erótico | Maiores 18 |

 

Sessenta e nove prazeres, seria um longo dia, um dia bem saciado, mais bem satisfeito, e talvez picante o suficiente para ficar a arder durante muito mais tempo.

Não me recordo das razões, nem quando, nem porque, mas a primeira vez que ousei o sessenta e nove, foi intensamente estranho, o dia começou como mimos ao despertar, e as brincadeiras que se tem numa cama, creio que foi a um feriado, ou talvez a um fim de semana, tento lembrar-me mas não consigo precisar, as brincadeira que as crianças adultas têm numa cama, e sabe-se lá porque razões ficaste em brasa comigo e decidiste vingar-te, e alçaste do rabo na minha direcção, sentaste quase em cima da minha cara, aquele teu cheiro ao despertar, sinceramente, confesso e como tu pudeste comprovar, deu-me tesão, muita tesão.

Não sou homem de fazer rogado a estas iniciativas, e quando assim o é, resta-me trabalhar no duro, e eu percebi que aquele ataque puro e duro que fiz ao teu sexo encharcado te deixou quase nocaute, aqueles gemidos teus intensos enquanto enterrava a minha língua toda dentro do teu corpo foram bem perceptíveis, deixei a língua mergulhar no teu sabor, húmido e quente, meio acre, deslizei por todos os recantos do teu sexo, sabia bem onde te dar mais e mais prazer, mordisquei o interior das coxas, levemente, pacientemente, nada de pressas, a manhã acabara de começar.

Percebi pela tua excitação, que iria sentir mais do que estava a sentir, quando tu passaste a língua pelo meu sexo palpitante, primeiro um pequeno beijo, depois a tua mão que se enrolou para o segurar, mas nem era preciso, ele não iria fugir, antes pelo contrário, apenas ainda ganhou mais tensão quando lhe deste o pequeno beijo, depois do beijo, senti a tua língua quente, quase me descentraste do que estava a fazer, e acabaste mesmo por desconcentrar quando senti os teus lábios deslizarem por mim abaixo, aquele calor, aquelas sensações que me provocaste, fizeram-me por breves momentos perder a noção de onde estava.

Talvez por tusa, ou por tesão, talvez por acordar cedo, não sei, sei que tivemos na brincadeira algum tempo, não sei quem aguentou mais tempo, mas o prazer que nos invadiu foi letárgico, deixou-nos os dois prostrados um em cima do outro, durante uns valentes minutos.

Findos os tais minutos, voltamos para a guerra de almofadas, visto que certamente iria recomeçar algo mais tarde novamente.

 
NMauFeitio 69Letras® 27.02.2017