Arquivo da Categoria: Rasputin

Desejos Planetários…

Texto Erótico|M18

Café, estrelas e boa companhia?! Oyee, Little a caminho do planetário. De vestido comprido fino rosa, por baixo apenas o que trouxe ao mundo, estava calor lá fora e cá dentro. Queria ver até que ponto o fazia suar. Aceito o convite sem hesitar,com sorte ainda vejo as estrelas sem olhar sequer para cima….
-“Little não te ponhas com ideias….”
Chego ao Planetário e vou ao encontro do Rasputin. Quando me chego perto dele, cumprimenta-me com dois beijos e sinto logo o hálito quente na cara, como se o inferno tomasse conta do meu corpo. Os meus mamilos estranhamente tomaram forma e eriçaram ficando com aquele aspecto delicioso de dois botões à procura de uns lábios sedentos. Fomos tomar o nosso café e pusemos a conversa em dia, entre gargalhadas descontraídas e boa disposição, a sessão estava prestes a começar e lá fomos nós. Sentamos-nos na última fila, estava vazia e assim ninguém nos incomodava,  víamos melhor a sessão . Estava encantada ao ver tanta estrela, mais de 9000 estrelas ali naquele tecto redondo parecendo um céu tão real.
– Estás a gostar? – Disse me ele ao ouvido…
Aquela voz  entrou no meu corpo, quando dei por mim escorria pelas pernas abaixo, para o assento, numa cascata de prazer. Sinto os polegares dele a apertarem me devagarinho as coxas enquanto introduzia em mim o dedo do meio, como se tivesse sentido que o meu interior chamava por ele, fazendo-me soltar um pequeno gemido…. De seguida meteu o dedo na boca e lambeu-o.
– Deliciosa… – diz-me.
Senti que as estrelas tinham descido aos meus olhos e que tinha viajado para noutro planeta. Olhei para baixo e reparei que aqueles calções eram demasiado pequenos e apertados,  tratei de abrir a braguilha para o aliviar de tanta prisão.
-“Porra Little, controla te miúda, estás no Planetário!” – Pensava eu para mim enquanto me saboreava aquele momento.
Notei que a sessão ainda estava no inicio e eu já procurava o nosso fim. Quando lhe peguei naquele membro erecto, soltou também um pequeno gemido e o escorrer não me parava, estávamos ambos por demais excitados. As estrelas eram fascinantes mas a minha loucura era demais. Desci a minha cabeça até à terra e mergulhei naquela árvore portentosa que me enchia a boca de prazer e as estrelas… -“Ai Little…”
As estrelas não me largavam, delambi-me demoradamente, enquanto ele me massajava a nuca suavemente ao mesmo tempo que me introduzia os dedos naquele lago imenso e cheio a tesão. Excitada e invadida pela loucura, sussurro-lhe ao ouvido para que me levasse a ver os planetas…
Esgueirou se por entre as cadeiras e com suavidade afastou-me as pernas, mergulhando a língua em todo aquele meu escorrer em movimentos circulares. Senti-me cada vez mais inundada, não pude conter um grito de prazer. Enquanto lhe agarrava pela nuca, sentia aquela língua enorme entrar em mim, como se já fizesse parte do meu corpo. Sentia todo aquele calor invadir-me, e quando me vim descobri que não podíamos ficar por ali, estava tensa, entesoada, com uma vontade enorme de o ter dentro de mim e claramente insatisfeita. Beijou-me e ainda senti o meu sabor a volta dos lábios dele. Sorrimos e não precisámos dizer mais nada. Eu precisava de ar puro, ele precisava de respirar e os dois precisávamos de acabar tudo aquilo que tínhamos começado… A seguir….

Continua…..

Little Patrice
&
Rasputin #69Letras

Se um dia partires, ficará em mim a cor da terra que é a tua cor e o teu cabelo de fogo vadio que me consome em chamas.

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Texto Erótico|M18 Calendarizas o meu corpo num perpetuo gostar. Sorvo cada poro que me abres ao deleite da minha língua, absorvendo o teu suor como se de mil gotas vadias bailassem na minha boca, num bailado de prazer. Aprofundo me em ti, nessa profundidade curta que tens, onde o espaço se medeia apenas por paredes húmidas que envolvem o meu sexo e onde vibro a cada trago que dele sorves na lareira que carregas contigo. Quando sinto o teu fundo, ali onde o teu útero me repele, esboças um esgar de calafrio contido e o teu corpo estremece como se o sol te toldasse a visão e numa cegueira de êxtase, abres a boca e balbucias palavras soltas que me impelem na minha saga de me vir em ti. Tens o sabor das marés do mar do norte, rebelde e de águas revoltas, num vaivém aquietado apenas pela exaustão do bater do meu casco no teu fundo, naufragando os dois num oceano de loucura. Saboreio te muito, como a língua da serpente saboreia o ar a sua volta, insistentemente, lambendo o teu clitóris até escorreres pelos cantos da minha boca e bebo te até ao ultimo trago em que me delicio sofregamente do teu paladar a flor de sal. Assim são os nossos dias, intensos, neles carrego o teu cheiro e o teu sabor. Se um dia partires, ficará em mim a cor da terra que é a tua cor e o teu cabelo de fogo vadio que me consome em chamas.Em ti, deixo apenas a saudade de retornares a um corpo que outrora foi teu, onde terás sempre uma morada onde sossegares as vontades que o teu corpo te obriga a me devolver. Um dia se partires vais foder de olhos fechados, pensamento distante, coração e alma deserta. Esta será a tua maldição, foder e apenas isso foder.

Rasputin #69Letras

Fotografia: Via Pinterest 

Lambo-te toda como se me alimentasse de ti…

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Texto Erótico|M18 Se te consigo sentir ? Consigo, até nos passos que oiço no hall de entrada, mesmo sem te fazeres anunciar, sei que és tu. Quando metes a chave a porta, inundas toda a casa com o teu perfume. E como os meus móveis se riem com a tua entrada, como se ganhassem vida por momentos. O teu sorriso invade todo o espaço e a luz é o que menos interessa, porque a luz que carregas contigo não paga adesão, a não ser a mim que me sinto grato por esta benesse que me dás. Sorrio e tu mandas te para cima de mim quando estou deitado no sofá. Já te disse inúmeras vezes que vais acabar por me aleijar, mas nada a fazer essa rebeldia que sai de ti não tem comparação. Depois vais ao frigorífico e de boca cheia de leite, mandaste novamente para cima de mim, que tesão me provocas com essas brincadeiras, quando o deixas escorrer pelos teus seios e ficas te a rir nesse teu gesto de ” agent provocateur “. Eu puxo-te para mim, e ali ficamos os dois na troca de beijos e lambo-te toda como se me alimentasse de ti. E tu ris, e eu rio, numa parvoíce pegada. Toda a mulher devia ter um bocado de ti, dessa tua rebeldia pura, de lolita, tola e imatura. Adoro o teu cabelo sabes e quando me pedes que te foda e te puxe por ele, sinto me revigorar. Aprendes com uma facilidade tal, que aos poucos e poucos, ja começas tu a comandar e num comando real não ilusório, porque na realidade és tu que mandas em mim. Nas voltas e voltas que já demos na cama, o teu corpo retorna a si, numa rapidez fantástica mas eu castigo te, uma e mais uma vez acho eu, a verdade é que inconscientemente tu é que me castigas a mim. Quando entro por ti dentro e o meu sexo procura espaço para se acomodar ao som do teu gemer baixinho e ranger de dentes, não sabes a tesão que me provocas e toco te bem lá no fundo e gritas, e  insultas me, e reviras os olhos, num orgasmo tal que paro apenas para admirar tão belo quadro perfeito, divinal como se olhasse o tecto por debaixo da Capela Sistina e Michelangelo olhasse para mim de cima para baixo, sentindo me deslumbrado pela tua beleza, numa obra de arte que é esse teu rosto quando me olhas nos olhos e o suor te escorre em catadupa do rosto, numa chuva que me beija os lábios, fruto do teu calor intenso. E é isso no fundo que sinto quando estamos juntos, nós não fodemos, fazemos arte.

Rasputin #69Letras

Fotografia: Via Pinterest

E se fores uma rainha a altura quem sabe se não serei um dia teu rei.

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A vida é um jogo à que aprender a jogá lo mas de preferência dentro das regras. Foi assim que me iniciei nas artes do sexo, como um jogo de xadrez. Desde miúdo sempre tive tendência ao conhecimento e os jogos fascinavam me. Então começaram por me ensinar as regras do xadrez. Havia umas senhoras que se escudavam por detrás de um papel eclesiástico, podia ser ate o bispo e que acharam piada a avidez que tinha pelo conhecer e presdisposeram se a ensinar me as regras. Começaram por me explicar o que era um tabuleiro, com as mãos tacteei nervosamente o tabuleiro e aprendi a conhecer que não existe nenhum igual, uns mais rugosos, outros mais suaves, aprendi a distinguir de olhos abertos os vários tipos. Depois obrigaram me a lamber, saborear, sentir no palato as diferenças e entre cheiros de colónias fortes a lavanda e a perfumes diversos, aprendi a gostar de todos um pouco. Como era bastante atento, aprendia com rapidez e via o olhar de satisfação, que colocavam como se pintassem uma obra prima. Era um mero peão nas mãos das rainhas, e isso dava lhes poder e eu nem me importava se querem saber, gostava de ser peão, e até me imaginava um rei um dia destes. Com o tempo passaram para a fase seguinte, e então vendaram me os olhos, e comecei a aprender a distinguir os cheiros em primeiro lugar, cheguei a certa altura que até o cheiro da cera espalhada pelo soalho me enjoava, e então quando enjoava, voltava a repetir tudo de novo à palmada, uma e mais uma vez, até saber a que peça pertencia determinado cheiro, aprendi depois a distinguir sabores e nenhum era igual, nunca foi igual. Aprendi que determinados cheiros se misturavam, mas os sabores não. Com o tempo já movia as peças com um á vontade tal, que passei a ser eu a gerir o tabuleiro. Descobri que as vezes ganhava com a torre, algumas vezes com o cavalo, nunca ganhei com o bispo, mas já não era mero peão, sentia que tinha poder. Ensinaram me que jogar limpo é sempre a maneira de ganhar que satisfaz ambas as partes, para quem sente o jogo. Por isso quando pensares em inclinar o jogo para fazeres bluff, presta atenção se fecho os olhos, porque não estou a dormir, estou apenas a cheirar, saborear, deixar te ganhar até, enganares te na tua felicidade artificial que não te traz o gosto á boca de vitória mas o amargo fel do sentimento de derrota bem lá dentro. E um dia, quando menos pensares, vou deixar o teu rei assistir impávido, enquanto lhe como a rainha. Nesse dia, tu rainha vais me pedir que repitamos mais dos que uma vez o meu jogar, porque seja com cavalo, seja com torre, seja mero peão, sentes que o meu ganho está no conhecimento que adquiri de jogar limpo. E se fores uma rainha a altura quem sabe se não serei um dia teu rei. Até lá não passas tu incognitamente de um mero peão, apenas um peão que ainda tens tanto para aprender para chegares a rainha. No jogo como na vida, não é rainha quem quer. O jogo não se ganha no cheque mate, mas sim nos pormenores que levam até ele.

Rasputin

Duelo entre a Raven vs Ela. Tema: Amor

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Duelo entre a Raven vs Ela.
Tema: Amor

Amor de outras vidas , reencontro karmico , não é o esplendor apregoado em belas histórias e melodias , é voltar a conceber um Amor temporalmente desfasado , é reconhecer o cheiro , cada linha da face , cada reentrância da Alma , é fusão imediata de todos os sentidos , é deixar de ser dois e passar a ser Uno . Quando se tenta explicar esta dimensão as palavras falham , não chegam , perdem se no ar , pois não existem . Quando um Amor assim se reencontra é reviver um passado sem espaço no presente e sem encaixe no futuro , pois não é daqui nem de agora . A Alma fica cheia para depois ser vaporizada em mil fragmentos .

Raven

Sentir que os passos que vamos dando têm chão…
Que as palavras soltas se juntam num verdadeiro cantar das cigarras
Alimentando cada raio de sol com a plenitude de um amanhecer,
E esculpir..
Esculpir em nuvens de algodão a palavra amor!
Como quem quer falar com a lua em tom suave, calmo…
Chorar de alegria ao ver que até as estrelas partilham o seu brilho.
Umas com as outras..
Numa partilha tão única, tão verdadeira…
Como a nossa…
A nossa partilha…
Nos sonhos, nos momentos, na vida, na saliva…
No encontro e desencontro de seres que se completam.
A metade e a metade da laranja….
Que dará o sumo de uma só!!!
Os corpos que relaxam na paz de uma tarde…
Que perdura na mente criando a noite…
Salpicando de chuva uma madrugada quente…
De um qualquer país tropical onde até a terra cheira…
Sentir…
O cheiro da terra e o toque dos teus lábios…
Na pele molhada da chuva que cai sobre nós…
Que nos molha o cabelo…pingando suavemente
por nós dois…de mãos amarradas e firmes!!
Parece que levitamos no tal cantar das cigarras
Na noite de lua cheia…
Onde as corujas de olhos esbugalhados nos
miram espantadas por presenciarem tal cena…
De amor!!…
Os nossos pés cheios de lama vão deixando pegadas
pela estrada fora, como prova que ali estivemos
ávidos de desejo e de paixão..
Num virar de página que nos mostra o início..
De uma longa e profunda caminhada
Que vamos fazer…de mãos dadas …
Partilhando…
Os sonhos, os momentos, a vida e a saliva…
Bebendo juntos o cálice…
Com o sumo da nossa própria laranja!!!
Eu e tu!
Tu e eu!

Ela

 

Feliz Dia da Mulher

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Mulher és para mim expoente máximo do que de bom existe na Humanidade. Musa de minhas palavras…
Sol nascente, do homem a sua vontade, de ser homem amigo, amante, companheiro da mulher forma poética.
És razão e motivo das mais belas e prazerosas emoções que um homem pode sentir.
Deus criou-te para seres o complemento mais completo que alguém pode ter, mulher sinónimo de vida e quem traz a vida a futuras gerações, “o sonho comanda a viva” porque toda a mulher é o sonho de algum homem.
Mulher.. Abraças o planeta com vida em ti e caminhas com elegância sob o sabor da evolução
Mulher.. Dás a mão ao sacrifício e observas a porta proibida, onde o obstáculo quebra diante a tua presença..
Mulher.. És tu, única no que fazes. Em abstrato iluminas quem cruza o teu ser. Escutas as linhas do desafio face ao esplendor da vitória.
Mulher amante cheia de fogo, Mulher Mãe cheia de carinho.
Mulher companheira poço de amor,
Mulher amiga fonte de compaixão..
O sol é teu sorriso, nem nas maiores tempestades o deixes apagar, não sei ser homem sem ti mulher a meu lado.
A tua criação foi arquitectada por Deuses para que nós homens te possamos venerar. Trazes na alma o brilho e brio das grandes lutas que travas, pões amor no mais pequeno pormenor, tornas enorme o teu menor feito.

Feliz Dia da Mulher

Os Homens #69Letras

O mar guardou o nosso segredo.

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M18 | Conto Erotico | Deitei te entre as brumas da tua vida, contemplando o sol que beijava teu rosto, senti me bem ao teu lado nessa forma comedida, que tens de brilhar mesmo depois do sol posto.
Ao luar eu te beijei, carícias troquei. Minha boca exploradora sedenta de ti. Pelo teu corpo desci, até sentir o imenso sexo em teu corpo tão tenso.
Puxei te para cima por ser cedo demais, prefiro ser eu primeiro, a ouvir da tua boca os primeiros ais, que se soltam da tua vontade louca quando o teu corpo se empina.
Contorço com prazer, que a tua língua tão bem sabe dar
Gemidos levados pela brisa e apaziguados pelo barulho do mar.
E o teu sabor é deveras delicioso, como se saboreasse pela primeira vez um repasto divinal , teu clitóris cintila na ponta da minha língua e o calor do teu sexo que na minha boca pinga, escorre de teu corpo formoso neste recanto natural.
Atingi o auge da satisfação sexual. Hhhuuuummmmmm Pára, supliquei, novamente o momento mais forte da sensação de prazer… Fiquei sem ar, corpo a contorcer em pequenos espasmos de tanto prazer. Mas não te contentaste, teu membro totalmente erecto quiseste deixar me sentir
Hhuuuummmmmm
Segurei te na cara, como se segura uma flor com ternura mas vigor, puxei teus lábios com os dentes, teus mamilos felizes e contentes, roçavam nos meus, o teu coração no meu dispara e levantando te de encontro a mim, meti me dentro de ti ate ao teu fim.
Do fim saí , e te passei para baixo de mim. Agora era a minha vez de fazer teu corpo contorcer. Teus mamilos lambi e suaves dentadas te dei. Tua pele se arrepiou parecendo a areia do prazer. Mais para baixo deslizei e do teu membro me apoderei. Vai vem que te deixou louco, como as ondas do mar que barulho já fazem pouco.
vontade sentida entre cortada pelo vaivém das ondas, meio tonto nos sentidos embriagado e louco, teu prazer no meu corpo e teu corpo minhas rondas, sentinela do teu querer, orgasmo de te ter, almas juntas no prazer, meu orgasmo, também é teu reconhecer do teu em meu sexo escorrer. E o final, abraço terminal, sossego de arrepio, teu grito libertado num pavio comprido, pés descalços na areia molhada, corpos deitados á espera da madrugada, que noite já vai longa e a manhã tarda, olhos nos olhos, horizonte na memoria, eu de pé tu sentada, a olhar a imensidão do mar, que tem ele na sua forma de estar, sossegado, apenas observando o que dois corpos lado a lado, fazem em devaneios se deitando.
O mar nosso segredo guardou, a brisa nossos gemidos levou e o sol nossos rostos beijou, numa despedida tão intensa como o amor que ali se formou…

Arihanna
Rasputin
Inquilino
#69Letras