Calo…

Calo as palavras… Engulo-as… Como um engolidor de fogo num qualquer circo da vida…

Aqui estou eu…

Aqui estou eu, anjo aprisionado, de asas caídas, entregue ao pecado.

Podia ser um fado…

É tão triste este meu fado. Toda esta enorme sina. Que canto num grito abafado. De mulher mas tão menina.

Livre…

Quero ser livre e sair de mim, poder gritar a plenos pulmões, para desvanecer ilusões, vestir uma segunda pele, mesmo que o corpo protele, não quero viver assim. Quero escancarar as minhas gavetas, livrar-me de coisas tristes e pretas, dar cor e cheiro à vida, que sinto há muito perdida. Nesta minha loucura insana, de…

Geografia das curvas

Traças cada curva do meu corpo com os dedos, cada caminho onde se escondem todos os meus medos, como que se um mapa explorasses, terra virgem desbravasses, entre estradas e arvoredos,

Não te percas de mim, perde-te em mim…

Perde-te na noite e na madrugada, mas conta as pedras da calçada. Por mais que te afastes do meu caminho, acabas sempre por voltar ao ninho.

Vontades aprisionadas

Nesta tua vida cheia de encruzilhadas, mantens as vontades aprisionadas, em gavetas bem fechadas, e cheias de sentidas histórias, que te avivam memórias, de coisas há muito passadas,