Arquivo da Categoria: Marie

Faltavas-me

| M18 | Maiores 18 |

Faltavas-me e eu disse-to. Precisava desse sentir que tu me dás, dessa viagem onde me levas cada vez que me pegas..
Eu sei que devíamos parar, devíamos saber regressar ao ponto em que não nos sabíamos tão intensamente um com o outro…. Mas não resisti….
E desta vez tu não resististe…. E a urgência tomou conta de nós e foi nessa pressa que nos encontramos.
De novo, as pernas tremiam, tremia toda, de antecipação…. Abriste a porta….
“Olá! Como estás?”
“Estou bem… Perdi-me….” e ia começar a falar sem me calar quando me afogas num beijo dos teus….

Um beijo desses que me levanta do chão, que me atravessa o corpo e me vira do avesso. Não é preciso mais nada… Mas havia mais…. Sabíamos… Sabemos sempre que nós os dois juntos temos como limite o desconhecido…
Senti que sentiste o plug que trazia posto, preparando terreno. Pegaste na minha mão conduzindo-me às tuas collants…. Bolas…. Bolas…. Ele estava de collants e eu senti-me arrepiar de desejo imenso…. Senti-me inundar de golfadas quentes, de perversidades….

Sem descolarmos as bocas, os corpos, as nossas mentes já se perdiam nesse momento…. Não sei dizer a força com que nos sentimos, eu e tu. Nesse dia, como em todos os outros…. Os corpos sabem-se, as tuas mãos conhecem-me, a minha boca sorve-te duro por cima das meias, babado, esticado, quente…. As nossas peles são uma onda de prazer indizível e as nossas almas elevam-se a outra dimensão…. Sempre…. Essa dimensão onde a dor não dói, onde cada toque, cada palmada, cada investida, cada lambida nos sabe a mais um degrau que subimos ébrios de adrenalina….

Ajoelhei-me. O membro duro, apertado nas meias transparentes, o desejo pingando, …. Esfreguei a minha cara, os lábios, acariciei-te e e volto em collants enfiei o teu pau imenso na minha boca, até onde pude, ….  Agarraste em mim, não podias tudo o que querias mas quiseste com insano desejo tudo o que podias …..  Sabemos… Eu e tu… Que não podemos voltar atrás….
E o desejo não passa… Desejo de ti, desejo de mim contigo, nessa dimensão que só nós sabemos, onde soltamos amarras e falamos calados….
Somos loucos…

E loucos, eu e tu,  somos um.

© Marie 69 Letras® 01.06.2017

 


Aqui encontras mais do que 69 formas de te satisfazeres e ao teu parceiro!
Envios em 24h e 100% discretos.

https://www.aubaci.com/69letras

Jantares da 69 Letras

Texto Erótico | M18

Neste texto ficou bem patente de como são os jantares dos moradores do prédio da 69letras.
Hoje foram todos desafiados pelo Vizinho a escrever olhos nos olhos e o resultado foi um misto de tesão, desejo, vontades e prazeres. Ainda se tentou colocar ordem mas foi impossível… Estava tudo ao rubro! Continuar a lerJantares da 69 Letras

I am, am I not? Marie

Ando fugida das letras… A rotina come-me os dias como se fossem smarties e as frestas são breves e o que sinto é tanto…. 

Na verdade sou uma mentirosa… Daquelas a sério, que acredita nas próprias mentiras como se fossem a salvação…. Mas não são…. E o resultado é uma menina perdida no mundo dos grandes…. Dos que dominam as emoções e fazem da comunicação uma verdadeira arte….

Porra… Não sabia nada, eu….

De que me vale arrancar folhas do calendário que nem uma louca, jorrando frases da treta…. De que me vale dizer em voz alta em frente ao espelho “que se foda o amor”, ” a mim já ninguém me chega ao coração” e sei lá que mais tenho escrito por aqui…. Tretas….

Cai-me na vida de pára quedas um gajo qualquer e faz de mim o que quer. 

Taus! Já foste!!

Agora deita-te em posição fetal e chama a mãezinha até que percebas e assumas que afinal és apenas mais uma Gaja, lixada com a vida porque o marido arranjou outra, à mercê de todos quantos te finjam afecto…. Carente que nem uma idiota…..

Aaah….. Foda-se.…..

Será?

Não…. Não é…..de facto não é e eu não sou essa…. Nunca fui, nem quando era menina perdida…. Seria agora por alma de quem? 

Não mendigo…. E se parece que o faço, é artimanha minha…. Quero inverter os papeis…. Tomar as rédeas… De ti…. E esta é a luta com que me tenho entretido…. Nas horas vagas, no tédio do fim de dia, sabes? É que na verdade és  apenas mais um…. Tu… Franzes o sobrolho quando eu quero…

Em pouco tempo mais um qualquer…. E eu andarei na minha vidinha… Na minha…. 

E é disto que eu gosto….

The game…..

E gosto apenas enquanto me diverte me distrai, me ocupa a mente das coisas que não dependem de mim…

Ainda sou eu a coisa que mais me importa.

Apenas isso…..

Por hoje… E sempre….

Ámen!

 

©  Marie 69Letras 06-03-2017

Aah…. os contos de fadas….

©  Marie 69Letras 01-03-2017

 

“Luta pelo teu conto de fadas.”

Mas não te ponhas em causa. Não o faças, se não estiveres preparado para correr mal. Luta, mas apenas até ao ponto em que achas que é possível. Não vás tão longe que acabes  magoado.

Os contos de fadas existem, mas os dramas também.

Deixa saber que amas, mas define os limites, os teus, deixa saber que sobrevives.

Ha pessoas que não lidam bem com as tuas lutas, pessoas que amas e por quem lutas. Pessoas que não se coíbem de usar essa tua fraqueza, e descartar….

Luta pelo TEU conto de fadas… Aquele em que tu brilhas e fazes magia…. Não lutes por uma merda qualquer que te pareça. Define. Resiste. Ergue-te para alem dos preconceitos…..

Luta, se for preciso, contra ti próprio, em tua defesa. Rejeita, vira costas, levanta-te.

Luta por ti. Pelos que te amam, pelos que lutam por ti.

A vida é breve. As coisas são simples.

Se é um conto de fadas, não tens que lutar por ele…

 

Foto JulieLaperrierre

Comemoração do nosso S. Valentim

Texto Erótico|M18

Passou a tarde a chover. Volta e meia entre tarefas parei para a ver cair na janela. Hoje podia ser um dia como os outros, mas a rua está cheia de namorados e semelhantes. Não tenho ninguém. Nem quando tinha gostava deste dia. Celebrar o quê? Se estás com alguém especial celebras isso todos os dias. Acho assim. Mas também estou farta de estar só. … Lembro-me do vizinho. Aquele pedaço de mau caminho… Volta e meia lembro-me dele… Posso usar o S. Valentim como álibi para lhe ligar. Sem hesitações, pego no telefone.

Como adoro os fins de tarde e noites chuvosas! Pijama, lareira e um bom copo de vinho são os meus acompanhantes neste dia de S. Valentim. Apesar de ter celebrado várias vezes nunca gostei deste dia. É como a versão comercial do Natal em que só se lembram em comprar, gastar o que não têm e mostrar aquilo que se recebe. Não entendo…
Dou um trago no belo Chardonnay quando o telefone toca. Marie… Que quererá a esta hora? Queres ver o lavatório entupiu outra vez? Não resmunga Vizinho… Ela compensa-te bem com o delicioso bolo brigadeiro.

– Tou vizinho? Olá… Olha… Arranjaste alguma namorada que te cobrasse provas de amor no dia em que se celebra o dia que o Padre Valentim foi morto por andar a casar soldados às contra as ordens do Imperador de Roma?

– Esse literalmente perdeu a cabeça por causa do Amor! Não é para menos pois ninguém gosta de ser negado o Amor em prol da guerra. Sabias que ele casava os soldados Romanos às escondidas do Imperador?

– Foi o que li… Um homem que acreditava no amor…  Queres vir até cá falar nisso? (Prometo que não te ponho a trocar lâmpadas)

Então anda. Vou abrir mais uma garrafa. Sabias que o vinho está associado à longevidade e ao bem-estar? E ajuda a libertar a mente e a quebrar medos. E acredita, acho que estou a precisar…

– OK… Tinha convidado eu, mas o vinho está na casa dele. Bora!
E saltei do sofá numa euforia meio inexplicável.
Somos amigos… Vou de pijama e pantufas…
Quando chego, a porta está aberta, vou entrando e anunciando a minha chegada.
Não esperava vê-lo ainda a apertar o botão das calças… Ai, Vizinho… Se não me controlo está tudo lixado!

Aquele sorriso e rubor na sua face comprometeu-a. Ofereço-lhe um copo de tinto e um sorriso. Ela retribui e envergonha-se. Esta não é a Marie que eu estou habituado.
Conversa puxa conversa, riso puxa descontracção, vinho puxa tesão. Estou a ferver e o volume das minhas calças comprometem-me.

Sinto a líbido pontapear as portas do armário onde a tranco.
– Não imaginas a vontade que tenho dessa tua boca!
Ele sorri… Sabe… Está farto de saber e sem dizer mais nada tira os copos da mesa, dá dois passos em direção a mim, levanto a cara à espera do beijo…
Mas não é o que faz…

– A menina dança?
Frank Sinatra ecoa no sistema de som enquanto agarro a sua mão e aperto a sua cintura contra mim. Por momentos ficamos a olhar um para o outro, libertando um sorriso tímido e lindo em uníssimo. No momento em que se encosta a mim sinto uma ligeira faísca no meio das minhas pernas e num reflexo desço a minha mão ao seu rabo. Que belo e macio rabo…

Quando me apertou contra ele, não sei se foi isso, se foi o vinho, senti-me tonta… Ébria de desejo… Desceu a mão para o meu rabo…
Vizinho… Eu não estou em condições de resistir… Estremeço… De tesão…

Afasto-a e noto a sua expressão de desejo, de líbido explosivo e vontade de se entregar ao momento. Não perco tempo, viro-a de costas para mim encosto-a à mesa da sala. Debruça-se sobre a mesa e num gesto repentino baixo-lhe as calças do pijama. Sem surpresa! Não tem cuecas… Já sabias para o que vinhas Marie… Passo a minha mão pelas suas costas libertando o resto da roupa deixando assim o seu corpo totalmente nu e à minha mercê.

Fico nua, corpo e alma entregues á vontade que o transforma…
Com força vira-me de costas, dobra-me sobre a mesa da cozinha, agarra-me as mãos atrás das costas… Fico leve nas mãos dele. Solto um gemido gutural quando me agarra por baixo. Aperta. Sinto transbordar a tesão por entre as pernas… Ele pára… “Pede!”
Peço… Hmmmmm anda… Fode-me!

Rapidamente o feitiço vira-se contra o feiticeiro! Num movimento rápido e muito delicioso deita-me sobre a banca da cozinha e cavalga-me sem dó nem piedade provocando um orgasmo em conjunto. Ofegantes e deliciados bebemos o resto do Chardonnay convidando a um resto de noite ainda mais prazeroso.
Nunca um S. Valentim se tornou tão quente e deliciosa. Numa noite onde o vinho escorregou, as roupas caíram no canto da sala e o desejo fluiu pelos nossos corpos, a celebração do Amor tornou-se um hino à luxuria e a todas as obscenidades quentes que o desejo possui.

E nessa faísca onde nos permitimos incendiar, sem mais que não a tesão do momento, fazemos acontecer, talvez, a mais genuína celebração de S. Valentim.

Marie
&
O Vizinho #69Letras

“E para os que não ouviam a música, loucos eram os que dançavam”

Tenho medo que as palavras ganhem peso.
Medo que me arrastem para um sentir que não defino…
Quero dizer-te.
Dizer quem és tu, como te vejo, como te sinto….

Sei como te sinto! E acima de tudo, sei o que sinto quando estamos juntos!
As palavras há muito que deixaram de ter peso.
O inexplicável sentir que nos assola a mente e o espírito, para se vangloriar que a nossa união não é de agora…
É mais intensa que isso…

Não pode ser de agora… Não é força que a química explique, nada que os olhos consigam ver… Não viram, nunca viram, os meus, a leveza com que voei de mim, nos teus lábios, com que deixei de saber quem sou, para o saber melhor que nunca…. Sem ter palavras que o digam…

Palavras serão sempre e somente palavras…
O que vivemos, serão etéreos fragmentos nas nossas memórias…
Fragmentos cravados na nossa alma, cosidos na nossa pele, tatuados no nosso eu…
Esse eu que a sociedade condena e repugna por sermos considerados pecaminosos!
Condenem-me à vontade!
Crucifiquem-me e apedrejem-me se assim quiserem!
Mas os momentos que tive contigo…
Ahhhhh…esses momentos de puro êxtase e desligar completo do Mundo que me enoja…
Esses momentos, vou ser do mais egoísta possível e guardá-los comigo!

Como se tivéssemos encontrado, sem querer, o que queríamos encontrar. Passar a barreira da carne, deixar-nos ferver do vapor, sumir, subir, ausentamo-nos de tudo, dos complexos, dos verdugos de chicote na mão, dos nossos medos, de quem somos construídos e discordamos, voamos, de olhos fechados, de corpos imundos, suamos… Etéreos para lá do que sabíamos e ficamos presos nesse toque, imenso, que nos comeu…. Onde cada estocada desse teu membro guerreiro, me carregou para dentro de mim, contigo….
Guardamos os dois. Sabemos que existe esse para lá de tudo onde nada importa. Ficamos lá, nas nossas mentes.
Talvez fosses Valentim e eu a espada que te matou, talvez eu fosse Inês e tu adaga que me ceifou, talvez tu sejas o meu sétimo pecado ou o meu anjo salvador, talvez tenhamos sido irmão que o incesto reuniu, talvez sejamos apenas dois loucos sem tabus…. Um toque de campainha, uma porta que se abriu…
Não me esqueço das tuas mãos…

De todas as possíveis definições, nenhuma nos caracteriza melhor que apenas dois loucos sem tabus!
E nessa loucura que nos faz tremer de prazer só de relembrar, a porta para o pecado abriu-se!
O desejo inebriante que naquele instante nos toldou o raciocínio e que uniu dois seres sedentos um do outro, poucas palavras ou nenhumas tem para ser descrito!
O teu corpo junto ao meu num vaivém de desejo cego, libido à flor da pele e desejos negros tornados realidade!
Não te esqueces das minhas mãos…
Que percorreram todo o teu corpo…
Dentro e fora de ti…
Não me esqueço de ti…
Não me esqueço de nós…
Nesta sã insanidade a que chamo desejo!

Marie 69 Letras®
7thSin✟ 69 Letras® 07.02.2017

Cumplicidade

Quando preciso de falar da falta de tempo, da falta de dinheiro, da falta de afecto…. Quando preciso de falar da falta de sexo, da falta de tempo….

Penso naquela que tem sempre paciência, um Sorriso e uma palavra amiga para mim. Não me adianta querer apenas sexo selvagem, pois mesmo esse sem um quê de carinho não me seduz…

Seduzem-me as gargalhadas. A troca de segredos idiotas nas horas tardias.. As palavras doces, as palavras ásperas ….
O abraço que em luas de outras vontades, me sacia…

Consola-me a tristeza nos dias de aperto no coração, acalma a minha raiva e meu temperamento mesmo quando não quero sequer ver a minha sombra… Com aquele abraço sinto um calor tão bom que invade o meu coração e fico desarmado, eliminando quaisquer sentimento de maldade e revolta…

E às vezes a tesão… Pura, animalesca, aquela tesão de quem quer num momento perder toda história, a memória, a noção do tempo perdido, do tempo corrido, dos dias a fio…. A vontade carnal…
E depois de novo o afeto… Cobrindo todas as dúvidas, sarando feridas, e duas piadas ligeiras … Uma música ao tom dos sentidos… E todo um sentido real que nos toma de assalto…

Com um beijo na testa prendo-te a mim, segurando toda esta euforia neste abraço lindo e apaixonado.
É para estes momentos que vivemos a nossa paixão e nosso carinho, nossa cumplicidade e amizade… É por isto que Amo a vida de corpo e alma…

É por isso que te amo a ti.
Porque te dás sem que te amarrem os pretextos.
Porque gaguejas nesse teu corpo imenso e viril, porque choras.
Porque estás aí.
E sorris…

Marie
&
O Vizinho #69Letras